A eleição presidencial de 2012 nos Estados Unidos foi realizada em uma terça-feira, 6 de novembro de 2012. Foi a 57ª eleição presidencial do país, que oficialmente elege o presidente e o vice-presidente dos Estados Unidos em 17 de dezembro. O presidente Barack Obama concorreu para um segundo e último mandato. Seu principal concorrente foi o ex-governador de Massachusetts, o republicano Mitt Romney.Holland, Steve (30 de maio de 2012) "Romney clinches Republican 2012 nomination in Texas", Reuters. Acessado em 30 de maio de 2012.

Como presidente em exercício, Obama garantiu a nomeação democrata sem oposição séria. Os republicanos tiveram uma primária competitiva. Romney manteve-se competitivo nas pesquisas e conquistou o apoio de muitos líderes do partido, mas enfrentou desafios de candidatos mais conservadores. Elegarantiu a nomeação de seu partido em maio, derrotando o ex-senador Rick Santorum, o ex-presidente da Câmara Newt Gingrich e o congressista do Texas Ron Paul, entre outros candidatos.

As campanhas focaram fortemente em questões domésticas, com debates centrados principalmente em respostas eficazes à Grande Recessão. Outras questões incluíam o orçamento federal de longo prazo, o futuro dos programas de seguridade social e o Affordable Care Act, programa legislativo de destaque de Obama. Também discutiram a política externa, incluindo o fim da Guerra do Iraque em 2011, gastos militares, o programa nuclear iraniano e as respostas adequadas ao terrorismo. Romney criticou as políticas domésticas de Obama como ineficazes e financeiramente insustentáveis, enquanto a campanha de Obama buscava caracterizar Romney como um empresário plutocrata e desconectado do cidadão comum. A campanha foi marcada por um aumento acentuado no financiamento, incluindo de Super PACs nominalmente independentes.

Obama derrotou Romney, obtendo a maioria tanto no Colégio Eleitoral quanto no voto popular. Obama obteve 332 votos eleitorais e 51,1% do voto popular, em comparação aos 206 votos eleitorais e 47,2% de Romney. Os resultados do Colégio Eleitoral foram certificados pelo Congresso em 4 de janeiro de 2013. Obama foi o primeiro presidente desde Ronald Reagan em 1984 a vencer a maioria do voto popular nacional mais de uma vez e o primeiro democrata a fazê-lo desde Franklin D. Roosevelt em 1944. Obama também se tornou apenas o sexto presidente democrata na história a conquistar um segundo mandato (depois de Andrew Jackson, Grover Cleveland, Woodrow Wilson, Franklin D. Roosevelt e Bill Clinton) e o terceiro presidente em exercício consecutivo (depois de Clinton e George W. Bush) a conquistar um segundo mandato.

Obama não venceu nos estados de Indiana, Carolina do Norte ou o 2º distrito congressional de Nebraska, mas crucialmente venceu todos os dezoito estados do "muro azul" e derrotou Romney em outros estados-pêndulo que os republicanos haviam vencido em 2000 e 2004, especialmente Colorado, Flórida, Nevada, Ohio e Virgínia. No total, dos nove estados-pêndulo identificados pelo The Washington Post na eleição de 2012, Obama venceu em oito, perdendo apenas na Carolina do Norte. Esta é a eleição presidencial mais recente na qual o candidato democrata venceu os estados de Iowa, Ohio e Flórida, junto com o 2º distrito congressional de Maine; também é a mais recente eleição presidencial na qual o presidente em exercício foi reeleito e a última em que nenhum dos candidatos dos dois principais partidos incluía uma mulher. Foi ainda a eleição mais recente em que um candidato presidencial obteve mais de 70% dos votos em qualquer estado, com o Havaí para Obama e Utah para Romney (até 2024 com Trump vencendo Wyoming), e a última eleição em que Donald Trump não foi o indicado republicano.

Todos os quatro principais candidatos a presidente e vice-presidente continuaram a exercer cargos públicos significativos após essa eleição. Obama serviu seu segundo mandato como presidente, enquanto Biden também serviu seu segundo mandato como vice-presidente e inicialmente se aposentou da política, mas mais tarde foi eleito presidente em 2020, derrotando o sucessor de Obama, o então presidente em exercício Donald Trump. Esta é a eleição mais recente em que os indicados dos dois principais partidos se tornariam presidentes. Romney mudou-se para Utah em 2014 e foi eleito para o Senado em 2018, sucedendo Orrin Hatch. Já Paul Ryan serviu mais três mandatos na Câmara e eventualmente tornou-se presidente da Câmara, cargo que ocupou de 2015 até sua aposentadoria da política em 2019.

Mudanças no colégio eleitoral A população dos Estados Unidos está mudando continuamente, e alguns estados crescem mais rápidos que outros. Com o censo de 2010, uma nova formulação no número de congressistas em cada estado foi feita, movendo alguns distritos que crescem devagar para os que crescem rápido. Como resultado, a maior parte dos estados teve um número diferente de votos no colégio eleitoral em 2004 e em 2008.

O Censo de 2010 mudou o Colégio Eleitoral, repartindo novamente os votos para as eleições presidenciais de 2012, 2016 e 2020 nos seguintes estados:

Estados democratas em 2000, 2004 e 2008 Illinois – menos 1 voto Massachusetts – menos 1 voto Michigan – menos 1 voto Nova Jersey – menos 1 voto Nova Iorque – menos 2 votos Pensilvânia – menos 1 voto Washington – mais 1 voto

Estados republicanos em 2000, 2004 e 2008 Arizona – mais 1 voto Geórgia – mais 1 voto Luisiana – menos 1 voto Missouri – menos 1 voto Carolina do Sul – mais 1 voto Texas – mais 4 votos Utah – mais 1 voto

Estados indecididos Flórida – mais 2 votos Iowa – menos 1 voto Nevada – mais 1 voto Ohio – menos 2 votos

thumb|310px|Mudanças no número de votos em cada estado de acordo os censos de 2000 e 2010:estados em azul ganharam votos, devido à realocação baseada com o censo mais recente. Estados em marrom perderam votos.

Oito estados (Arizona, Flórida, Geórgia, Nevada, Carolina do Sul, Texas, Utah e Washington) ganharam votos, devido à redistribuição com base no Censo de 2010. Similarmente dez estados (Illinois, Iowa, Louisiana, Massachusetts, Michigan, Missouri, Nova Jersey, Nova Iorque, Ohio e Pensilvânia) perderam votos.

No clima político de 2011, a perde líquida do Partido Democrata no colégio eleitoral nos estados ganhos por Al Gore (2000), John Kerry (2004) e Barack Obama (2008) somava seis votos eleitorais, tornando o partido com um total nacional de 242 votos em estados seguros. Por outro lado, o Partido Republicano vai conseguir um ganho líquido de seis votos eleitorais em estados vencidos por George W. Bush e John McCain nas últimas três eleições presidenciais, tornando o Partido Republicano com total nacional de 180 votos. Os votos atribuídos aos demais estados (ou seja, aqueles em que a maioria votou em dois candidatos democratas e republicanos durante as últimas três eleições presidenciais) permanecem inalteradas em relação as outras eleições, somando um total nacional de 115 votos.

Em 2011, vários estados aprovaram leis novas que foram atacadas pelo Partido Democrata como tentativas de melhorar as perspectivas presidenciais do Partido Republicano. As medidas foram tomadas na Flórida, Geórgia, Ohio, Tennessee e Virgínia Ocidental para reduzir o período da votação antecipada. Flórida e Iowa barraram o direito de votar de todos os criminosos. Kansas, Carolina do Sul, Tennessee, Texas e Wisconsin passaram a exigir que os eleitores se identificam com identificações emitidas pelo governo antes que pudessem votar. Obama, a NAACP, e o Partido Democrata lutaram contra muitas das novas leis estaduais, e o ex-presidente Bill Clinton denunciou as leis, dizendo: "Nunca vi na minha vida, desde que se removeu o imposto de votação e todos os obstáculos criados pelas leis Jim Crow, um esforço para limitar a votação como vemos hoje". Ele disse que os movimentos que efetivamente privavam bloqueios eleitorais fundamentais nas votações eleitorais eram de tendência liberal, estudantes universitários, negros e latinos. A revista Rolling Stone criticou o Conselho Legislativo American Exchange por fazer lobby nos estados para aprovar essas leis. A campanha de Obama lutou contra a lei de Ohio, levando o assunto para um referendo estadual para revogá-la a tempo para a eleição de 2012.

Um novo plano foi proposto na Pensilvânia, que iria mudar a sua representação no colégio eleitoral, passando da atual forma onde o ganhador leva todos os votos eleitorais do estado para o modelo de votação de distrito por distrito. O governo e o congresso tem controlado as propostas dos republicanos, as propostas foram vistas por alguns como uma afronta aos esforços de Obama à reeleição.

Partido Democrata

Primárias Com um presidente que tenta a reeleição contra a oposição forte, a eleição para a nomeação democrata foi em grande parte sem intercorrências. O processo de indicação consistiu em primárias e caucuses, realizadas em 50 estados, bem como no Guam, Porto Rico, Distrito de Colúmbia, Ilhas Virgens Americanas, Samoa Americana e Ilhas Marianas do Norte. Além disso, os membros do alto escalão do partido conhecidos como superdelegados tiveram direito ao voto na convenção. Alguns dos principais adversários superaram o total de votos do presidente em alguns territórios, embora nenhum deles teve um impacto significativo na contagem de delegados. Concorrendo sem oposição em toda a parte, o presidente Obama consolidou seu status como o candidato democrata em 3 de abril de 2012 ao garantir o número mínimo de delegados comprometidos necessários para ganhar a nomeação do partido.

Candidato 65px|center|link=Partido Democrata (Estados Unidos) para Presidentepara Vice-Presidentecenter|180pxcenter|180px center|160px center|160px 44º Presidente dos Estados Unidos (2009–2013) 47º Vice-presidente dos Estados Unidos (2009–2013)Campanha

Partido Republicano

O processo de indicação consistiu em primárias e caucuses, realizadas em 50 estados, além do Guam, Porto Rico, Distrito de Colúmbia, Ilhas Virgens Americanas, Samoa Americana e Ilhas Marianas do Norte. O vencedor de cada uma dessas eleições primárias recebeu um número de delegados proporcional à percentagem de votos populares recebidos, o vencedor ganha todos os delegados ou em alguns estados os dois primeiros colocados ganham delegados. Além disso, os membros do RNC, conhecidos como superdelegados, possuem direito ao voto na convenção do partido.

Candidato 65px|center|link=Partido Republicano (Estados Unidos) para Presidentepara Vice-Presidentecenter|180px center|160px center|160px 70º Governador de Massachusetts (2003–2007) Representante pelo Wisconsin (1999–presente)

Primárias

Os candidatos consideravelmente conhecidos que entraram na eleição para nomeação presidencial republicana nas etapas iniciais da campanha primária foram: o representante e ex-libertário Ron Paul; o ex-governador Tim Pawlenty, que co-presidiu a campanha de John McCain em 2008; o ex-governador Mitt Romney, que ficou na segunda colocação nas primárias de 2008; e o ex-presidente da Câmara Newt Gingrich.

O primeiro debate ocorreu em 5 de maio de 2011, em Greenville, na Carolina do Sul, contando com a participação do empresário Herman Cain, do ex-governador do Novo México Gary Johnson, Ron Paul, Timoty Pawlenty, e o ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum. Houve um outro debate um mês depois, com Gingrich, Romney, o ex-governador de Utah Jon Huntsman e representante Michele Bachmann. Um total de 13 debates foram realizados antes do caucus de Iowa.

O primeiro grande evento da campanha foi a Ames Straw Poll, que foi realizada em Iowa em 13 de agosto de 2011. Pawlenty retirou-se da eleição depois de ter um desempenho mal nessa pesquisa (obteve 13,6% das intenções de votos), o representante Thaddeus McCotter fez o mesmo. Bachmann ganhou a enquete, e isto provou ser o auge da sua campanha.