Noriel Vilela de Arantes (Rio de Janeiro, 3 de maio de 1936 – Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 1975) foi um cantor brasileiro. Conhecido pela sua extensão vocal de baixo profundo, o seu trabalho fundiu a temática das religiões de matriz africana com o samba-rock. É o intérprete original da versão em língua portuguesa da canção "16 Toneladas" e lançou um único álbum a solo, Eis o "Ôme" (1969).
Biografia Nascido numa família de poucos recursos, Noriel cresceu no bairro de Lins de Vasconcelos, na zona norte carioca. Antes de ingressar na carreira artística, trabalhou como torneiro mecânico.
Iniciou a sua carreira musical profissional como integrante do grupo vocal Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano. A sua voz de baixo profundo era uma das principais características do conjunto, que obteve reconhecimento nacional no início da década de 1960 com canções como "Leva eu saudade" e "Uirapuru".
No final da década de 1960, Noriel partiu para a carreira a solo, com um estilo que fundia o samba com elementos da música negra internacional (como o soul) e cantigas de Umbanda e Candomblé.
Em 1971, lançou a faixa "16 Toneladas", que se tornou o seu maior êxito comercial. A música é uma versão em língua portuguesa da canção norte-americana "Sixteen Tons" (popularizada na década de 1940 pelo cantor Ernie Ford), adaptada para o ritmo do samba-rock. Em 1999, a banda paulistana Funk Como Le Gusta regravou a faixa no álbum Roda de Funk. Em 2014, a versão original do cantor foi licenciada e utilizada numa campanha publicitária global da cervejeira holandesa Heineken.
Morte Noriel Vilela morreu a 20 de janeiro de 1975, aos 38 anos, na cidade do Rio de Janeiro. Existem duas versões divulgadas sobre a causa da sua morte: os registos da imprensa da época (como o Jornal do Brasil) apontam que o óbito ocorreu no Hospital de Bonsucesso devido a uma leucemia associada a uma anemia profunda. Por outro lado, circula também a versão de que a morte teria sido provocada por um choque anafilático após um procedimento de anestesia odontológica.
Discografia A discografia a solo de Noriel Vilela foi lançada prioritariamente em formato de compactos, contando com apenas um álbum de estúdio completo.
1964 - "Olhe o Telefone" / "Dei ao Mar para Guardar" / "Faça Como Eu" / "Canção da Felicidade" (Compacto duplo, Polydor) 1968 - "Só o Ôme" / "Peço Licença" (Compacto simples, Copacabana) 1969 - Eis o "Ôme" (LP, Copacabana) 1969 - "Eu Tá Vendo no Copo" / "Acocha Malungo" (Compacto simples, Copacabana) 1970 - "O Presente" / "Você Me Balançou" (Compacto simples, Copacabana) 1971 - "16 Toneladas" / "Todo Enrolado" (Compacto simples, Copacabana) 1972 - "Ganga Zumba" / "Jericó" (Compacto simples, Copacabana) 1972 - "Bernardine" / "Quem Disser que Eu Lhe Procuro" (Compacto simples, Copacabana) 1973 - "Tá com Medo, Diz" / "Vida Atrapalhada" (Compacto simples, Copacabana) 1974 - "Je Suis La Maria" / "Gira" (Compacto simples, Copacabana)
Ver também Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano Samba-rock
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