De forma geral a incontinência urinária (ou IU) é definida como a perda involuntária de urina. É um problema frequente, incomodativo e que provoca constrangimento, tendo grande impacto na qualidade de vida. É duas vezes mais frequente no sexo feminino que no masculino. A gravidez, os partos e a menopausa são os principais factores de risco. A incontinência urinária também pode ser designada de Enurese. Por exemplo a enurese noturna das crianças e dos idosos.
É uma importante e frequente queixa em medicina geriátrica.
O dia 14 de Março é considerado o Dia Mundial da Incontinência Urinária.
Tipos Existem vários tipos de IU. Os três mais comuns são:
Bexiga hiperativa, causada por contrações inadequadas do músculo detrusor durante a fase de armazenamento do ciclo miccional - Processo inicial anterior ao ato de urinar; Incontinência de esforço, relacionada com a disfunção do esfíncter uretral, ou seja um afrouxamento muscular do esfíncter; Incontinência mista, que resulta da combinação destas duas situações.
Há outros tipos de IU que incluem:
Incontinência de sob refluxo - Quando o excesso de urina normalmente retido na bexiga, sai involuntariamente; Gotejamento pós-miccional - Causado em parte por disfunção do esfíncter; Incontinências diurna e noturna (enurese noturna), nas crianças - Ocorre com maior frequência em crianças devido a um estado emocional de insegurança por exemplo ou inflamação da bexiga.
Incidência É variada, em ambos os sexos e em diferentes idades, porém mais frequente no sexo feminino e com maior incidência em pessoas idosas, porém não significa que seja uma doença de idoso, pois também ocorre muito frequentemente em crianças.
Enurese noturna na infância A incidência de enurese noturna diminui progressivamente na infância. Aos 6 anos de idade, 5% das crianças apresentam enurese noturna (NG, 2005; REIMÃO, 1996; TOUCHETTE, 2005).
Enurese noturna na infância e estágio de sono A criança com enurese noturna urina durante os estágios de sono não-REM (estágios 2, 3, e 4 de sono)(NG, 2005; REIMÃO, 1996).
Tratamento Consiste numa assistência médica por parte de um urologista, que diagnosticará a doença e aplicará a forma de tratamento mais adequada. Podendo em alguns casos haver a necessidade de intervenção de um Fisioterapeuta e um Psicólogo.
Soluções caseiras Existem alguns procedimentos que podem melhorar os sintomas, ou até mesmo eliminá-los. Entre eles:
Exercícios Embora algumas mulheres, ao fazer exercícios, experimentem apenas uma leve incontinência por estresse, elas devem usar tampão e removê-lo assim que parar o exercício.
Musculatura pélvica Existem alguns exercícios específicos para os músculos da pelves, conhecidos como Kegel, que são altamente eficazes para dar suporte à bexiga. Eles podem ser adotados para o tratamento de incontinência por estresse e de urgência e podem prevenir a incontinência por estresse. Os exercícios não são complicados e podem ser feitos em qualquer lugar. Geralmente, as pessoas percebem a melhora após 8 a 12 semanas de exercícios.
O primeiro passo é identificar o músculo da bexiga. Ao urinar, o indivíduo deve contraí-lo para cima, para tentar interromper o fluxo. Se isso não for possível, deve-se tentar contrair o esfíncter do ânus. Por causa de sua proximidade com o esfíncter da bexiga, sua contração ajuda a identificar o músculo utilizado para deter a incontinência. Praticar de 15 a 20 contrações e relaxamentos, três vezes ao dia. o objetivo é poder manter a contração por 10 segundos. Os exercícios Kegel devem ser praticados durante diferentes atividades, como sentar, deitar, levantar e caminhar. O progresso dos exercícios pode ser avaliado se a pessoa conseguir deter o fluxo logo no início do ato de urinar. Os exercícios não podem ser praticados enquanto urina, ou quando a bexiga está cheia. Eles podem acabar por enfraquecer os músculos. Nota: esses exercícios são indicados para incontinência por estresse e de urgência.
Cruzar as pernas Se, ao espirrar ou tossir, a pessoa gotejar urina, ela deve cruzar as pernas, ou comprimir o músculo das pelves, pois pode ajudar a segurar a urina na bexiga.
Treinamento da bexiga Significa estabelecer um regime de disciplina para a bexiga. Requer tempo e esforço, mas é eficaz. Funciona da seguinte forma:
- Procurar ir ao banheiro a cada 2 horas, mesmo que fora de casa e sem necessidade.
- A cada dois dias, estender em 30 minutos o intervalo entre as visitas ao banheiro. O objetivo é atingir intervalos de 4 horas.
- Se o desejo de urinar, durante o intervalo esquematizado, for urgente, o indivíduo deve buscar por relaxar, praticar a contração recomendada nos exercícios de Kegel e, se a urgência passar, deve andar lentamente até o banheiro mais próximo.
Ingestão de líquido Embora o consumo de líquido seja eficaz para se manter saudável, ele deve, em certas situações, ser evitado. Estar fora de casa, prestes a ir para cama, não ter acesso fácil a banheiro, são situações que dispensam a ingestão de líquido.
Cafeína A cafeína, presente no café e em chás e bebidas à base de cola, é um diurético natural, ou seja, um químico que solta e retira líquido do corpo através da urina. A ingestão de cafeína deve ser reduzida ou evitada, se não, estimulará a frequência urinária.
Ver também Fralda Incontinência de esforço Incontinência fecal Incontinência mista
Ligações externas Associação Portuguesa de Neurourologia e Uroginecologia
Categoria:Distúrbios do sono Categoria:Sintomas do sistema geniturinário