Victor Horta (Gante, 6 de janeiro de 1861 — Bruxelas, 8 de setembro de 1947) foi um arquiteto belga e o pioneiro da arquitetura art nouveau na Bélgica.

Biografia Infância Victor Horta nasceu no dia 6 de janeiro de 1861 em Gante. O pai dele, Pierre Horta era sapateiro e teve um total de 12 crianças (de dois matrimónios diferentes).

Ele teve uma relação difícil com a escola e era regularmente excluído. Victor Horta tinha uma paixão pelo violino.

Formação Victor Horta estudou em 1873 na Academia de Belas Artes na seção de arquitetura de Gante. No entanto, ele continua a assistir as aulas do ensino secundário no Athénée Royal de Gante (1874-1877). Em 1878, ele vai para Paris para o estúdio do arquiteto e decorador: Jules Debuysson, onde ele descobre a sua paixão pela arquitetura. Mas tem que voltar em 1880 pela morte do pai dele na Bélgica. Em 1881, ele muda-se para Bruxelas onde vive depois do primeiro casamento. Victor Horta começou então a frequentar a aula de arquitetura da Academia Real de Belas-Artes de Bruxelas e ele entrou em estágio no estúdio do seu mestre e professor Alphonse Balat (1818-1895): arquiteto do rei Leopoldo II. Considerado como um estudante excepcional, Horta tornou-se o assistente do seu professor.

Os anos Balat Horta foi o primeiro arquiteto a ganhar o Prémio Godecharle, em 1884, quando tinha 23 anos.

Na Bélgica, a art nouveau amadureceu e encontrou a sua mais alta expressão na arquitetura de Victor Horta, que influenciou outros países. Entre as suas obras-primas, marcadas por pródigas decorações, estão a Casa Tassel (1892-1893), em Bruxelas, sua obra-prima, o Palacete Solvay (1895-1900), a Casa do Povo (1896-1899) e a sua própria residência no bairro de Saint-Gilles, em Bruxelas (1898-1899), mais tarde transformada no atual Museu Horta.

Características Continua a tradição das construções de Bruxelas, no entanto, os seus interiores são fantásticos pela utilização ousada dos novos materiais, como ferro, vidro e madeira. Na casa Tassel uniu as artes maiores (arquitetura) com as artes menores (mosaico, vitral e carpintaria); deu grande importância à luminosidade e à decoração, que, junto à estrutura, formam um todo.

Prémio e distinções Prémio 1884: Prémio Godecharle

Homenagens 1931: Descoberta de um asteróide que foi denominada 2913 Horta 1948: Fundação do Prémio Baron Horta, que é entregue pela Academia Real das Ciêncas, das Letras e das Belas-Artes da Bélgica (Académie royale des sciences, des lettres et des beaux-arts de Belgique) 1993: Inauguração no dia 3 de Dezembro da estação de Metropolitano de Bruxelas : estação Horta 1994: Introdução da nota de 2 mil francos belgas com o retrato de Victor Horta 1996: Fundação do Prémio Bruxelles-Horta, que é entregue pela Sociedade dos Arquitectos formados da Cidade de Bruxelas (Société des Architectes diplômés de la Ville de Bruxelles)

Classificação UNESCO 2000: Classificação pela UNESCO de 4 casas de Victor Horta Casa Tassel (1893) Casa Solvay (1895-1903) Casa van Eetvelde (1895-1901) Casa Horta (1898-1901) (hoje Casa-museu Horta ou Museu Horta)

Museus Em Bruxelas, 3 obras do arquitecto são hoje museus: A casa pessoal e o estúdio de trabalho de Victor Horta, hoje a casa-museu Horta A Casa Autrique: uma das primeiras realizações de Victor Horta, hoje um museu com uma cenografia desenhada por François Schuiten e Benoît Peeters Os Antigos armazéns Waucquez, hoje Centro belga da Banda desenhada

Títulos de nobreza Em 1932, o Rei Alberto I conferiu o título de nobreza de "Barão Victor Horta"

Obras Em Bruxelas 1890: Casa Matyn (50 Rua de Bordeaux – Saint-Gilles) 1890-1903: transformação de duas casas neoclássicas de 1844 que pertencia à Henri Van Cutsem, depois Casa Charlier e hoje Museu Charlier), protegidas em 1993 (16 avenida des Arts et 42 rua de la Charité – Saint-Josse-ten-Noode) 1892-1893: Casa Tassel – património mundial pela UNESCO (6 Rua Paul-Émile Janson – Ixelles) thumb|383x383px|1901: À L'Innovation, Rua Neuve - Bruxelas. 1893: Casa Autrique (266 Chaussée de Haecht – Schaerbeek) 1894: Casa Winssinger (66 Rua de l'Hôtel des Monnaies – Saint-Gilles) 1894: Estúdio do escultor Godefroid Devreese (1861-1941) - transformado (71 Rua des Ailes – Schaerbeek) 1894-1895: Casa Frison (37 Rua Lebeau – Bruxelas-Cidade) 1894-1898: Casa Solvay – património mundial pela UNESCO (224 Avenida Louise – Ixelles) 1895-1897: Casa van Eetvelde – património mundial pela UNESCO (2-4 Avenida Palmerston – Bruxelas-Cidade) 1895-1899: Jardim de infância n°15 de Bruxelas-Cidade (40 Rua Saint-Ghislain – Bruxelas-Cidade) 1895-1923: Clínica Saint-Michel – em associação com os arquitetos Hubert Marcq e Fernand Symons (152-154 Rua de Linthout – Etterbeek) 1896: Casa Deprez-Van de Velde (3 Avenida Palmerston et 14 Rua Boduognat – Bruxelas-Cidade) 1896-1899: Casa do Povo – destruída em 1965 (Praça Émile Vandervelde – Bruxelas-Cidade) 1898-1901: Casa pessoal e estúdio de Victor Horta – património mundial pela UNESCO (23-25 Rua Américaine – Saint-Gilles) 1899: Pavilhão das Paixões humanas abrigando um relevo do escultor belga Jef Lambeaux (1852-1908) (Parque do Cinquentenário – Bruxelas-Cidade) 1899-1902: Casa Aubecq – destruída em 1950. Uma das fachadas foi removida em 1949 e armazenada sequencialmente em vários lugares, incluindo num quartel de Namur através do trabalho do arquiteto Jean Delhaye, ex-aluno e salvador de alguns edifícios de Victor Horta.  (520 Avenida Louise – Ixelles) 1901: Grande armazém “À l'Innovation” – destruído por um incêndio em 1967  (Rua Neuve – Bruxelas-Cidade) 1901-1903: Casa-estúdio do escultor Pierre Braecke  (31 Rua de l'Abdication – Bruxelas-Cidade) 1901-1903: Casa-estúdio do escultor do Fernand Dubois (80 Avenida Brugmann – Forest) 1903: Grande armazém “le Grand bazar Anspach” (Boulevard Anspach – Bruxelas-Cidade) 1903: Antigos armazéns Waucquez, hoje Centro belga da Banda desenhada (20-21 Rua des Sables – Bruxelas-Cidade) 1903: Casa Sander Pierron (157 Rua de l'Aqueduc – Ixelles) 1904-1906: Casa Max Hallet  (346 Avenida Louise – Ixelles) 1906: Casa Vinck (85 Rua Washington – Ixelles) 1906-1923: Hospital Brugmann (4 praça Van Gehuchten - Laeken) 1909: Antigos armazéns irmãos Wolfers (11-13 Rua d'Arenberg – Bruxelas-Cidade) 1922-1928: Palácio de Belas Artes de Bruxelas (23 Rua Ravenstein – Bruxelas-Cidade)    1947-1952: Estação Central de Bruxelas acabada por Maxime Brunfaut (2 Carrefour de l’Europe – Bruxelas-Cidade)

Em Gante 1885: Três casas  (49, 51 e 53 Twaalfkameren, Gante)

Em La Hulpe 1895-1896: Bomba manual de água do picadeiro do Castelo de La Hulpe 1912: "La Bastide", casa do campo pessoal de Victor Horta

Em Oudenburg (perto de Oostende)  1890: A sepultura de Désiré Lesaffre ordenada pela loja maçónica Les Amis Philanthropes

Em Tournai 1922-1928: Le Museu das Belas-Artes de Tournai (primeiros planos : antes da Primeira Guerra Mundial) Duas bases em associação com o seu amigo: o escultor Guillaume Charlier

Na Alemanha 1903: Grande armazém “Grand Bazar" em Frankfurt am Main, destruído

Bibliografia  GOSLAR Michèle, Victor Horta, architecte de l'hôpital Brugmann, Bruxelas, Académie royale de Belgique, 2005.  GOSLAR Michèle, Victor Horta (1861-1947). L'homme. L'architecte. L'Art Nouveau, Bruxelas, Fonds Mercator, 2012. MESNIL Christian, Victor Horta : L'inventeur, La Renaissance du Livre, 2001.

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