thumb thumb thumb|Opel Ascona Chevrolet Monza é um automóvel que foi fabricado pela General Motors a partir de 1982 no Brasil, derivado do Opel Ascona alemão. Durante três anos consecutivos (1984, 1985 e 1986), foi o carro mais vendido no país. Foi eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1983, 1987 e 1988. Sua produção foi encerrada em 1996, totalizando 857 810 vendas.
Breve histórico Lançado em abril de 1982, inicialmente na versão Hatchback 3 portas (fabricada até 1988) com motor transversal 1.6, logo depois no mesmo ano ganhou opção de motor 1.8 devido as criticas com relação à performance modesta. Em 1983 ganhou as versões Sedan 4 portas e Sedan de 2 portas, sendo essa última a mais vendida, embora ela tenha sido retirada de produção em 1995. Teve a versão esportiva S/R baseada na carroceria hatchback, produzida até meados de 1988.
Em 1987, a versão Classic, lançada no ano anterior, inaugura o uso do motor 2.0 litros. Em 1989 inaugura-se a era da injeção eletrônica com o modelo 500 EF em homenagem a Emerson Fittipaldi, apesar deste sistema Le-Jetronic da Bosch ser ainda analógico, elevando sua potência para 116 CV.
Em 1991 recebeu uma reestilização externa, mantendo porém basicamente o mesmo painel desde o lançamento até o final da produção ao mesmo tempo que se iniciava a era da injeção eletrônica digital com o sistema Multec - 700, com o porém deste contar somente com um eletro-injetor para os 4 cilindros (Monoponto).
Em 1994 foi lançada a versão Hi-Tech, de apenas 500 unidades, que incluía itens como painel digital e freios ABS de série.
A produção total foi de 857.810 unidades.
Conviveu pacificamente com o Chevrolet Vectra de primeira geração, desde o lançamento deste em 1993 até Abril de 1996, quando o Vectra de segunda geração no Brasil foi lançado, obrigando a aposentadoria definitiva do Monza em Setembro do mesmo ano.
Outros nomes do Chevrolet Monza em outros países e suas montadoras pelo mundo e o ano da produção:
• 1982 -1997 Chevrolet Monza (América Latina)
1981-1988 Opel Ascona C (Europa, África e alguns países da Ásia) 1981-1988 Opel 1604 (Portugal) 1981 - 1988 Vauxhall Cavalier Mk II (Reino Unido) 1982 - 1989 Holden Camira (Austrália e Nova Zelândia)
Generalidades Não se pode confundir o Monza brasileiro com o modelo Coupé fabricado nos Estados Unidos na década de 1970.
O modelo brasileiro, foi lançado como um sedan de luxo, já que a Ford tinha o Del Rey e a GM para esta categoria, tinha apenas o Opala, então precisava de um sedan médio de preço menor, para concorrer diretamente com o sedan da Ford. Com o lançamento do Monza, o Del Rey ficou velho da noite para o dia. O Monza, inicialmente lançado como Hatch e alguns meses depois na versão Sedan, era campeão em aerodinâmica e tecnologia, coisa que na época, poucos carros ofereciam. O mais próximo deste, era o Passat.
O Monza não concorria de início apenas com o Del Rey, mas também passou a competir com o novo (na época) Gol, mesmo este sendo um carro popular, com o Passat, este mais próximo de um esportivo e dos próprios modelos da chevrolet Diplomata e Comodoro.
Em 1984, ganhou um novo concorrente, o Volkswagen Santana, na época, o único carro do mesmo padrão que oferecia a mesma tecnologia e poderia bater de frente com o modelo da marca americana. Mesmo assim, nunca conseguiu ser tão querido (exceto pelos frotistas), quanto o modelo da Chevrolet.
Em 1985, a família poderia ter crescido com o lançamento de sua Perua, mas ficou só no papel. Seria concorrente direta da Quantum.
O Monza, era desejo de muitos, foi apelidado de “O queridinho da Classe Média”, já que era difícil adquirir um carro deste porte na década de 1980 e este impressionava a todos, sendo eleito o carro daquela década.
Em Junho de 90, foi anunciado um novo Monza, mais arredondado, apelidado posteriormente pelos seus proprietários de tubarão. O modelo entrou de cabeça na década de 1990. Tanto que foi exposto no salão do automóvel do Anhembi, em São Paulo.
Seu reinado durou até 1991, quando o presidente Fernando Collor de Mello, abriu as importações e o modelo começou a ficar obsoleto.
O Omega era um de seus concorrentes e mesmo o Monza todo renovado, este parecia mais velho que o modelo trazido da Europa e não pelo acabamento externo, pois os dois eram bastante parecidos e a traseira do Omega era criticada, algo que não acontecia na traseira do Monza. Mas principalmente pelo acabamento interno, já que o painel do Monza morreu do mesmo jeito que nasceu.
Em 1996, com seus dias contados, a Chevrolet tinha a meta de vender 1000 unidades por mês.
Seus concorrentes Santana, Tempra e Versailles, também estavam com os dias contados. Porém o modelo da VW fabricou por mais 10 anos, o da Fiat por mais 3 anos e o da Ford, que na época anunciado que teria uma sobrevida, deixou de existir junto com o modelo da General Motors.
No desmonte após 60000 quilômetros (Quatro Rodas-setembro de 1992), o Monza SL/E 2.0 foi coberto de elogios. "Ele leva o título de campeão de resistência em nossos testes de 60000 quilômetros. Tira, portanto, o troféu que estava com o Gol 1.6 (...). O veículo da GM ganha dianteira por dois aspectos: tecnologia e assistência técnica".
Além do Brasil, o Monza foi vendido em todos os outros países da América do Sul, fazendo sucesso principalmente nos países andinos.
Na Colômbia e na Venezuela (onde também foi produzido) O Monza era comercializado nas versões L, DL, Classic e Hatch S/R.
Apesar de ter saído de linha no Brasil em 1996, o modelo foi vendido até 1997 no Uruguai, Argentina e Chile.
Versões L (1982-1984) - Disponível apenas para o MONZA HATCH 1.6. SL (1984-1993) - Motorizações 1.8* e 1.8 EFI, 2.0* e 2.0 EFI. O acabamento era simples, se achar algum destes com Travas e Vidros Elétricos, comemore. Havia ainda a opção da direção hidráulica no 2.0 EFI a partir do modelo 1992. SL/E (1984-1993) - Versão intermediária, fabricada até 1993. Tinha um requinte maior. O estofamento tinha várias opções de escolha, sendo elas vinho, dourado, azul acinzentado, listrado preto e branco. O painel era diferenciado da versão básica. Até 1992 podia vir equipada com o motor 1.8* e 1.8 EFI, porém o 2.0* e 2.0 EFI eram os mais vendidos. S/R (1986-1989) - Versão esportiva, com motorização 1.8 e 2.0. Ambas tinham a relação de câmbio mais curta, o carro ganhava 10s nas retomadas, em relação à versão SL/E. Era equipado com bancos esportivos Recaro®, o Painel tinha fundo vermelho e era disponível nas cores Vermelho, Preto, Branco e Prata. Em certos modelos, era disponível o teto solar, mas algo muito raro, já que não era um equipamento que equipava o Monza. Em 1988, ganhou as lanternas traseiras do Monza Classic SE. Deixou de ser fabricado a partir de 1989 com a chegada do Kadett. Classic (1986-1987). Era disponível com motorização 1.8* e 2.0*. Trazia ar condicionado de série. Tinha a opção saia e blusa, disponível nas cores (Dourado & Cinza). Classic SE (1988-1993) – Modelo mais luxuoso do Chevrolet Monza. Trazia de série na geração antiga: Ar Condicionado, Retrovisores, Vidros, Travas, Porta Malas Elétricos, Regulagem de altura do banco e do volante. Todos eram 4 portas e a lanterna traseira era diferenciada. Na versão antiga, as cores diferenciadas eram (Azul & Cinza, Verde & Cinza, Cinza & Preto). Quando o Monza foi remodelado em 1991, a versão Classic SE permaneceu quase até o seu fim, foi tirada de linha em 1993, com o lançamento do Vectra. O automóvel contava com painel digital, algo muito à frente de seus concorrentes. Dispunha de motorização 2.0*, 2.0 EFI e 2.0 MPFI GL (1994-1996) - Substituiu a versão SL em 1994, porém pouco mais equipado que a versão anterior, dispunha de Direção Hidráulica, Travas e Vidros Elétricos de série (inclusive nas 4 portas). O ar condicionado era opcional. Disponível nas motorizações 1.8 e 2.0 (EFI). As rodas eram aro 13’, tendo duas opções de escolha. O estofamento era de excelente qualidade nos bancos, mas os painéis de porta deixavam a desejar, pois a forração em napa estufava. A partir de 1996, todos os Monza GL e GLS eram 4 portas e dotados da motorização 2.0 EFI, no GL em especial, ganhava um novo painel com conta-giros, econometro, que vinha emprestado do Kadett GLS, também ganhava o volante de três raios do Vectra, trocava a luz de teto centralizada pela luz de teto do Astra Belga, mas perdia o refinamento dos bancos de veludo em tom cinza mesclado dos modelos 1994 e 1995, sendo trocado pelo simples banco do Corsa 1996, mas os painéis de porta agora eram de tecido melhorando a qualidade, sendo assim, o modelo GL 1996 melhorava em muitos aspectos em relação ao anterior, mas perdia detalhes que sempre faziam do Monza um carro de luxo, mesmo nas versões básicas, decretando seu fim sendo as últimas três unidades nas cores verde, prata e vinho fabricadas na versão GL 2.0 EFI 4 PORTAS - GASOLINA. GLS (1994-1996) – Substituiu a versão SL/E, mas externamente era um Monza Classic SE, mantendo os equipamentos como faróis de neblina, para-choques da cor do carro, lanternas traseiras fume, rodas de liga leve (em 1996, a mesma do Kadett GSi) dando um requinte maior ao acabamento externo. O painel possuía uma grafia diferente das versões SL/E e Classic SE, tendo o fundo cinza, tornando o design mais limpo que os anteriores. Os retrovisores elétricos, porta-malas elétricos, vidro elétrico nas quatro portas eram equipamentos de série. Era possível encontrar algumas versões do Monza GLS sem ar condicionado (se tornando de série em 1996). O volante até 1995, era o de quatro raios, sendo substituído pelo volante do Vectra em 1996. Motorização 2.0 EFI.
Um lote de 226 veículos Monza foram importados da Venezuela em 1989, somente nas séries SL, Classic SE e S/R, todos com motorização 2.0, porém dos 226, apenas 26 era equipados com injeção eletrônica multi-ponto Bosch. Dos restantes, apenas 20 eram com câmbio manual, todo o lote possuíam ar-condicionado de série, e boa parte com revestimento em couro, denominados alguns como "Exclusive".
Séries especiais Clodovil (1984) – Concessionária Itororó, motorização 1.6 e 1.8. Equipado com bancos de couro. Conversível (1984-1986) – (Envemo, Sulam ou Souza Ramos) 500 E.F. 2.0i (1990) – Idem ao Classic SE, com injeção eletrônica MPFI e apelo esportivo, faz alusão as 500 milhas de Indianápolis, conquistadas pelo piloto brasileiro Emerson Fittipaldi. Trazia computador de bordo de série e teve apenas 5.000 unidades produzidas. Barcelona (1992) – Idem ao SL, com novos equipamentos, faz alusão aos Jogos Olímpicos de Barcelona. Motorização 1.8 EFI e 2.0 EFI. Cor: Prata. 650 (1992) – Idem ao SL, com alguns equipamentos do SL/E, alusão as 650.000 unidades do Monza. Motorização 2.0 EFI. Disponível nas cores Prata e Vinho. Class (1993) – Idem ao SL, com equipamentos do SL/E, disponível na cor Cinza. Motorização 2.0 EFI. Hi-Tech (1993-1994) – Limitado a 500 unidades, na cor azul marinho, era um Monza GL 2.0 EFI com alguns diferenciais: 1) Painel Digital da versão CLASSIC SE 2) Freios ABS 3) Rodas aro 13 de liga leve do Monza GLS e Kadett GLS 4) Estofamento do Monza Class em cinza claro. 5) Lanternas traseiras do Monza GLS e Classic SE. 6) Volante do Monza GLS e Classic SE. 7) Para-choques pretos como o GL, mas a grade frontal era da cor do carro como nos modelos GLS. 8) Não possuía faróis de neblina, assim como os modelos GL. 9) Não possuía luz de cortesia na porta, diferentemente dos modelos Classic SE. 10) Ar condicionado de série. Club (1994) – Idem ao GL, com alguns equipamentos do GLS, nas cores Vermelha e Azul, faz alusão a Copa do Mundo de 1994, os tecidos da porta e dos bancos vinham nas cores cinza e vermelho tornando um diferencial para a versão. O painel não possuía conta-giros, mas utilizava o volante do Monza GLS. Ar condicionado opcional. Motorização 2.0 EFI. * versões equipadas com carburador até 1991.
Chevrolet Monza (1991-1996)
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