A música pop (; um termo que deriva da abreviação de "popular") é um gênero da música popular que se originou durante a década de 1950 nos Estados Unidos e Reino Unido.S. Frith, W. Straw, and J. Street, eds, The Cambridge Companion to Pop and Rock (Cambridge: Cambridge University Press), ISBN 0-521-55660-0, pp. 95–105.

A música pop é eclética, e muitas vezes incorpora elementos de outros estilos, como o urban, dance, rock, música latina, soul e country. No entanto, existem elementos principais que definem a música pop: as canções do gênero são geralmente de duração média-curta, escritas em um formato básico (muitas vezes a estrutura verso-refrão), empregam refrães e batidas repetidas, ganchos, são super produzidas, as letras abordam temas universais, como amor - nada específico demais para atingir um maior número de pessoas -, o que torna a música pop facilmente atraente a qualquer ouvinte, por isto é o gênero musical mais comercial.

Definições Os escritores David Hatch e Stephen Millward definem a música pop como "um conjunto musical que é distinguível da música popular, folclórica e do jazz".D. Hatch e S. Millward, From Blues to Rock: an Analytical History of Pop Music (Manchester: Manchester University Press, 1987), ISBN 0-7190-1489-1, p. 1. Embora seja normalmente vista como orientada às tabelas de sucessos, não abrange todas as listas de canções mais vendidas, que sempre tiveram obras de diversas origens como a clássica, o jazz, o rock e faixas humorísticas, ao passo que é um gênero notado como separadamente contínuo e em desenvolvimento.R. Serge Denisoff e William L. Schurk, Tarnished Gold: the Record Industry Revisited (New Brunswick, NJ: Transaction Publishers, 3ª edição, 1986), ISBN 0-88738-618-0, p. 2–3. Assim, a "música pop" pode ser usada para descrever um gênero distinto, visado a um público jovem e caracterizado como uma versão mais leve do rock and roll.

Origem do termo música pop O termo "canção de pop" tem registro de uso do ano de 1926, no sentido de uma obra musical "com um apelo popular".J. Simpson e E. Weiner, Oxford English Dictionary (Oxford: Oxford University Press, 1989), ISBN 0-19-861186-2, Consultar "pop". Hatch e Millward indicam que muitos eventos na história da música nos anos de 1920 podem ser vistos como o nascimento da moderna indústria de música pop, incluindo na country, no blues e na old-time music.D. Hatch e S. Millward, From Blues to Rock: an Analytical History of Pop Music, ISBN 0-7190-1489-1, p. 49.

De acordo com o Grove Music Online, o termo "música pop" "foi criado no Reino Unido em meados dos anos de 1950 como uma descrição para o rock and roll e os novos estilos musicais juvenis que influenciou...".R. Middleton e outros, "Pop", Grove music online, acessado em 14 de março de 2010. Assinatura necessária para acesso. O The Oxford Dictionary of Music afirma que ao passo que o pop "tinha um significado inicial de concertos recorrentes a uma ampla audiência (...) desde o final daquela década, entretanto, o gênero tinha uma conotação especial de música não-clássica, geralmente na forma de canções, interpretadas por artistas como The Beatles, Rolling Stones, ABBA, etc."."Pop", The Oxford Dictionary of Music, acessado em 9 de março de 2010. A fonte também declara que "(...) no início dos anos de 1960, [o termo] 'música pop' competiu de forma terminológica com a beat [na Inglaterra], enquanto que nos Estados Unidos sua cobertura sobrepôs-se com a do rock and roll". O Chamber's Dictionary menciona o uso contemporâneo da expressão "pop art", da mesma forma que o Grove Music Online declara que "a música pop (...) parece ter sido uma continuação dos termos da pop art e da cultura pop, inventados um pouco antes e referenciando-se a uma completa cadeira de novos produtos de meios de cultura geralmente americana".A. M. Macdonald, Chambers' Twentieth Century Dictionary (Edinburgh: Chambers Harrap, 1977), ISBN 0-550-10231-0. Consultar "pop".

A partir de 1967, o termo foi crescentemente usado em oposição ao do rock, uma divisão que gerou um significado geral às duas expressões.Kenneth Gloag em The Oxford Companion to Music, (Oxford: Oxford University Press, 2001), ISBN 0-19-866212-2, p. 983. Enquanto o rock desejava a autenticidade e uma expansão das possibilidades da música popular, o pop era mais comercial, efêmero e acessível.T. Warner, Pop Music: Technology and Creativity: Trevor Horn and the Digital Revolution (Aldershot: Ashgate, 2003), ISBN 0-7546-3132-X, p. 3-4. De acordo com o sociomusicologista Simon Frith, a música pop é produzida "como uma questão de empreendimento, não de arte", é "desenvolvida para agradar a todos" e "não vem de um lugar específico nem delimita a um gosto particular". Não "é direcionada a um desejo significativo, mas sim o de lucro e de recompensa comercial. (...) e, em termos musicais, é basicamente conservador" e "é fabricada por um grupo financeiro (gravadoras, programadores de rádios e patrocinadores de eventos) ao invés de uma elaboração de baixo custo. (...) O pop não é um gênero independente, mas sim profissionalmente produzido e distribuído".S. Frith, "Pop music", na obra de S. Frith, W. Straw e J. Street The Cambridge Companion to Pop and Rock (Cambridge: Cambridge University Press), ISBN 0-521-55660-0, p. 95–6.

Influências e desenvolvimento da música pop

Durante seu desenvolvimento, a música pop foi influenciada pela maioria dos outros gêneros populares. O seu início foi caracterizado pela forma da balada sentimental, obtendo o uso de harmonias vocais evangélicas, do soul, do jazz, da country, do rock, a orquestração clássica e o andamento de dança musical, sendo sustentada pela música eletrônica e por elementos rítmicos do historial do texas e recentemente apropriou-se de passagens faladas do rap.S. Frith, W. Straw, e J. Street. The Cambridge Companion to Pop and Rock, (Cambridge: Cambridge University Press), ISBN 0-521-g5660-0, p. 95-6.

O gênero também fez uso de inovações tecnológicas. Nos anos de 1940, o design do microfone aperfeiçoado permitiu um estilo de canto mais pessoal e uma ou duas décadas depois, gravações de 45 rotações por minuto mais baratas e duráveis para canções lançadas como singles "revolucionaram a maneira na qual a pop foi disseminada" e auxiliou a inserir músicas de pop em sistemas de fonografia, rádio e filmes.D. Buckley, "Pop" "II. Implications of technology", Grove Music Online, acessado em 15 de março de 2010. Outra mudança tecnológica foi a larga disponibilidade da televisão nos anos de 1950: com apresentações televisionadas, "estrelas de pop tinham de ter uma presença visual e marcante". Nos anos de 1960, a iniciação de rádios portáteis e baratos fez com que adolescentes pudessem ouvir música fora de casa. A gravação multicanal (da década de 1960) e a extração da melodia de outras músicas (da de 1980) foram também utilizadas como métodos para a criação e a elaboração da música pop. No início dos anos de 1980, sua divulgação foi altamente afetada pela ascensão de canais televisivos musicais como a MTV, que "favoreceu aqueles artistas como Michael Jackson e Madonna que possuíam grande apelo visual".

A música pop foi dominada pelas indústrias musicais americanas (a partir de meados dos anos de 1950) e britânicas, cuja influência fez dela algo de uma monocultura internacional, mas a maioria de regiões e nações têm a sua própria forma do gênero, às vezes produzindo versões locais de tendências mais amplas e dando a elas características das suas terras de origem.J. Kun, Audiotopia: Music, Race, and America (Berkeley, CA: University of California Press, 2005), ISBN 0-520-24424-9, p. 201. Algumas destas tendências (por exemplo, o subgênero europop) tiveram um impacto significante para o desenvolvimento da pop."Star profiles" na obra de S. Frith, W. Stray and J. Street The Cambridge Companion to Pop and Rock (Cambridge University Press, 2001), ISBN 0-521-55660-0, p. 199–200.

De acordo com o Grove Music Online, "estilos de pop derivados do Ocidente, se coexistem com ou marginalizam distintamente gêneros locais, têm espalhado-se por todo o mundo e vieram a formar denominações de estilo comuns nas culturas musicais a nível do comércio global".P. Manuel, "Pop. Non-Western cultures 1. Global dissemination", Grove Music Online, acessado em 14 de março de 2010. Algumas culturas orientais como a japonesa e a coreana criaram uma indústria de música pop próspera, da qual grande parte é devota à ocidental, e produziram uma quantidade de música maior do que em qualquer lugar, exceto nos Estados Unidos. A expansão do estilo de pop ocidental foi interpretada variadamente como representante de processos de americanização, homogeneização, modernização, apropriação criativa, imperialismo cultural e ou um método mais geral de globalização.

Características Musicologistas geralmente identificam as características seguintes como normais ao gênero de música pop: Um objetivo de atração a um público geral ao invés de a uma subcultura específica ou uma ideologia; Uma ênfase no artesanato em vez das qualidades "artísticas" padronizadas; Uma ênfase na gravação, na produção e na tecnologia em vez de apresentações ao vivo; Uma tendência de refletir tendências atuais a desenvolvimentos contínuos; Muito da música pop é feito em função de dançar ou usa batidas e ritmos destinados à dança.

O ponto principal da música pop é a canção, normalmente entre dois ou três minutos e meio de duração e marcada por um elemento rítmico consistente e perceptível, por um estilo dominante e por uma estrutura tradicional simples.W. Everett, Expression in Pop-rock Music: A Collection of Critical and Analytical Essays (London: Taylor & Francis, 2000), p. 272. Variantes comuns incluem a forma verso-e-refrão e a de versos curtos, que focam nas melodias e batidas cativantes, com um refrão que contrasta-se melódica, rítmica e harmonicamente em relação ao verso.J. Shepherd, Continuum Encyclopedia of Popular Music of the World: Performance and production (Continuum, 2003), p. 508. A produção e as melodias tendem a ser simples, com um acompanhamento harmônico limitado.V. Kramarz, The Pop Formulas: Harmonic Tools of the Hit Makers (Mel Bay Publications, 2007), p. 61. As letras das canções de pop modernas tipicamente focalizam-se em assuntos comuns — comumente o amor e relacionamentos afetivos —, embora haja exceções notáveis.

A harmonia na música pop geralmente é "como a da tonalidade europeia clássica, só um pouco mais simples".Winkler, Peter (1978). "Toward a theory of pop harmony", In Theory Only, 4, p. 3-26. Clichês incluem a harmonia a capela (isto é, o movimento de uma harmonia secundária a uma dominante e consequentemente a uma tônica) e à escala pentatônica influenciada pelo blues.Sargeant, p. 198. citado na obra de Winkler (1978), p. 4. "A inserção de paradigmas de círculos de quintas decaiu desde meados dos anos de 1950. As linguagens harmônicas do rock e do soul distanciaram-se da influência abrangente da função dominante. (...) Há outras tendências (talvez ainda identificáveis pelo uso do violão como um instrumento de composição) — harmonias de ponto pedal, movimento firme por construção diatônica, organização harmônica de modo e melódica — que fogem da tonalidade prática e chegam a um sentido de tom menos direto, mas sim de mais livre flutuação".Winkler (1978), p. 22.

Ver também Origens do rock and roll Pedagogia musical

Notas

Bibliografia

Adorno, Theodor W., (1942) "On Popular Music", Institute of Social Research. Bell, John L., (2000) The Singing Thing: A Case for Congregational Song, GIA Publications, ISBN 1-57999-100-9 Bindas, Kenneth J., (1992) America's Musical Pulse: Popular Music in Twentieth-Century Society, Praeger. Clarke, Donald, (1995) The Rise and Fall of Popular Music, St Martin's Press. Dolfsma, Wilfred, (1999) Valuing Pop Music: Institutions, Values and Economics, Eburon.