José Vital Branco Malhoa GOSE (Nossa Senhora do Pópulo, Caldas da Rainha, 28 de abril de 1855 – Figueiró dos Vinhos, 26 de outubro de 1933) foi um pintor, desenhador e professor português. Foi pioneiro do Naturalismo em Portugal, tendo integrado o Grupo do Leão.Museu Antônio Parreiras. Anais, Volume 1. 1952. pp. 245. Destacou-se também por ser um dos maiores pintores portugueses, e dos que mais se aproximou da corrente artística Impressionista.

Biografia

José Vital Branco Malhoa nasceu na Travessa de São Sebastião, freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, nas Caldas da Rainha, em 28 de abril de 1855. Era filho de Joaquim Malhoa, natural das Caldas da Rainha (freguesia de Coto), e de Ana Clemência, também natural da freguesia de Nossa Senhora do Pópulo.Viterbo, 1988:381

Foi para Lisboa aos oito anos, ao cuidado do seu irmão mais velho, Joaquim. Com apenas 12 anos, trabalha com o entalhador Leandro Braga, e entra para a Real Academia de Belas-Artes de Lisboa, tendo aulas com Victor Bastos, Nunes Prieto, José Maria Franco, Thomaz da Anunciação, Miguel Angelo Lupi e Simões de Almeida. Com aproveitamento medíocre numa fase inicial, e após recusas para uma bolsa de estudos em Paris, acabou por se empregar no comércio de confeções femininas, na Rua Nova do Almada em que já trabalhava o seu irmão mais velho, Joaquim.

A 29 de janeiro de 1880, casou na igreja paroquial do Sacramento, em Lisboa, com Juliana Júlia de Carvalho (Santo André e Santa Marinha, Lisboa, c. 1854), filha de pais incógnitos. Nesse ano expõe e ganha medalha de bronze na Sociedade Promotora de Belas Artes. Passa a expor regularmente.

Em 1881, colabora com a revista O Occidente e é membro fundador do Grupo do Leão, participando na primeira exposição deste grupo, com 7 obras, na Sociedade de Geografia de Lisboa.

Em 1885, aos 30 anos, José Malhoa estabeleceu o seu primeiro atelier no Pátio Martel, em Lisboa. Este espaço foi fundamental para o desenvolvimento da sua carreira artística, permitindo-lhe explorar temas de género e consolidar o seu estilo naturalista. Uma obra significativa deste período é O Viático ao Termo, considerada um marco na sua trajetória. No ano seguinte, pinta o tecto do Palácio Burnay.

Em 1888, pinta decorações para o Palácio da Ajuda. Dois anos depois, pinta o retrato de D. Carlos e associa-se ao Grémio Artístico, com quem passa a expor regularmente. É professor de várias discípulos e discípulas de atelier, contando-se entre as suas alunas as pintoras Emília dos Santos Braga e Maria de Lourdes de Mello e Castro, entre muitas outras.

Inicia a construção da sua casa em Figueiró dos Vinhos, em 1895 – o Casulo. Em 1900, ganha a medalha de prata na Exposição Universal de Paris. Em 1901 recebe a Ordem de Isabel a Católica. Foi eleito como o primeiro presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes.

Em 1904, inicia a construção de uma casa para servir como residência e atelier, que recebeu o Prémio Valmor em 1906 devido à sua arquitetura distinta. Hoje é a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, também conhecida como Casa Malhoa, projeto do arquiteto Manuel Joaquim Norte Júnior. Em 1906, é condecorado pelo Presidente da República francesa com o Grau de Cavaleiro da Legião de Honra. Teve colaboração artística na revista Atlantida (1915–1920). Em 1928, foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Em 1933, é criado o Museu José Malhoa, em notícia oficiosa.

A 26 de Outubro de 1933, morre com uma pneumonia em Figueiró dos Vinhos. Foi sepultado no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa. miniaturadaimagem|Retrato do Mestre Roque Gameiro, José Malhoa, pintura a óleo sobre tela, s./data.

Algumas obras miniaturadaimagem|esquerda|José Malhoa: Os Bêbedos

Paisagem Lacustre (1876) O Ateliê do Artista (1893/4) Os Bêbados (1907) Ilha dos Amores (1908) O Fado (1910) right|thumb|277x277px|O Fado, 1910. Praia das Maçãs (1918) Clara (1918) Outono (1918) Primavera (1918) As Promessas (1920) Conversa com o Vizinho (1932)

Leilão O quadro a óleo "Na horta" foi vendido em 31 de maio de 2016, por 40 mil euros, num leilão de artes e antiguidades em Lisboa.

Ver também

Naturalismo em Portugal Museu de José Malhoa (Caldas da Rainha) Museu Mariano Procópio (Minas Gerais) Obra O Casulo de Malhoa

Bibliografia Henriques, P.: José Malhoa; INAPA, Lisboa, 1996. CALISTO, Rui. Malhôa Inédito - Genealogia; Centro de Documentação; Documentação Inédita e Esparsa. 1ªed. Lisboa-São Paulo, Editora Martins Fontes Portugal – Instituto Cultural e Humanístico “José Martins Fontes”, 2018, 104p. ISBN 978-989-20-8318-6

Ligações externas pintoresportugueses.blogs.sapo.pt oesteonline.pt ci.uc.pt parlamento.pt pitoresco.com.br artlink.pt mjm.imc-ip.pt ipmuseus.pt rpmuseus-pt.org Atlântida : mensário artístico literário e social para Portugal e Brazil (cópia digital)

Categoria:Professores de Portugal do século XIX Categoria:Professores de Portugal do século XX Categoria:Alumni da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa Categoria:Grandes-Oficiais da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada Categoria:Cavaleiros da Ordem Nacional da Legião de Honra Categoria:Ordem de Isabel a Católica Categoria:Naturais de Caldas da Rainha Categoria:Mortes por pneumonia