Jessica Michelle Chastain (Sacramento, ) é uma atriz, profissional de dublagem e produtora norte-americana.Conhecida por estrelar principalmente projetos com temas feministas, ela recebeu vários prêmios, incluindo um Oscar e um Globo de Ouro, além de indicações para dois Tony Award e um Primetime Emmy Award.Multiple sources: A revista Time a nomeou uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2012. Chastain nasceu e cresceu no norte da Califórnia, desenvolvendo desde cedo um interesse pela atuação. Ela estreou profissionalmente no teatro em 1998 como Julieta em uma produção de Romeu e Julieta. Estudou atuação na Escola Juilliard e depois disso assinou um contrato com o produtor televisivo John Wells. Chastain fez aparições coadjuvantes em diversas séries de televisão, incluindo ER e Law & Order: Trial by Jury. Ela também participou de produções teatrais de O Jardim das Cerejeiras e Salomé.
Sua estreia no cinema foi em 2008 com o filme Jolene, ganhando grande reconhecimento em 2011 depois de estrelar em vários dramas elogiados pela crítica, principalmente Take Shelter e The Tree of Life. Sua interpretação em The Help lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. No ano seguinte, Chastain venceu o Globo de Ouro e foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz pelo suspense Zero Dark Thirty. Ela estreou na Broadway em uma produção de The Heiress no mesmo ano. Seus maiores sucessos de bilheteria foram os filmes de ficção científica Interstellar de 2014, The Martian de 2015 e o terror It Chapter Two de 2019, continuando a ser elogiada pelos dramas A Most Violent Year de 2014, Miss Sloane de 2016 e Molly's Game de 2017. Em 2021, a atriz foi aclamada pelo seu retrato da apresentadora evangélica Tammy Faye Bakker, no filme The Eyes of Tammy Faye. Pela sua performance, recebeu a Concha de Prata de Melhor Atriz no Festival de San Sebastián, venceu seu primeiro troféu solo no SAG Awards, sua segunda vitória no Critics Choice Awards, além de conquistar o Oscar de Melhor Atriz.
Chastain é fundadora da companhia de produção Freckle Films, que ela criou com o objetivo de promover maior diversidade no meio cinematográfico. Ela faz campanhas para promover uma agenda positiva e em defesa dos mais variados temas, começando por ações em benefício de pessoas com questões de saúde mental e passando pela defesa dos conceitos de diversidade e igualdade na sociedade. Seus trabalhos fora das telas fizeram com que fosse nomeada em 2012 como uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. Chastain é casada desde 2017 com o executivo de moda italiano Gian Luca Passi de Preposulo.
Início de vida Jessica Michelle Chastain nasceu em em Sacramento, Califórnia, Estados Unidos, filha de Jerri Renee Chastain e do músico Michael Monasterio. Seus pais eram muito jovems quando ela nasceu. Chastain é relutante em discutir seu histórico familiar; ela é afastada de Monasterio e já disse que nenhum pai está listado em sua certidão de nascimento. Ela tem duas irmãs e dois irmãos. Sua irmã Juliet se suicidou em 2003 depois de anos de abuso de drogas. Chastain foi criada em Sacramento por sua mãe e seu padrasto, Michael Hastey, um bombeiro. Ela afirmou que Hastey foi a pessoa quem lhe fez sentir-se segura. Chastain possui uma ligação próxima com sua avó materna Marilyn, quem ela credita por "sempre ter acreditado em mim". O avô paterno de Jessica era descendente de bascos e castelhanos/espanhóis, o restante de sua ascendência é um oitavo grego, além de ingleses, alemães, franceses, holandeses, escoceses, irlandeses e galeses. Dois dos bisavós paternos de Jessica, Antonio Astoreca Monasterio e Ramona Egurrola Basañez, eram emigrantes da Espanha (de ascendência basca e castelhana). Um de seus bisavôs paternos, Ernest John Thomas (originalmente "Anastaciou"), era grego.
thumb|esquerda|A Escola Juilliard em Nova Iorque, onde Chastain estudou atuação. Chastain desenvolveu seus interesse em atuação aos sete anos de idade, depois de sua avó ter lhe levado para assistir uma produção de Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat. Ela organizava apresentações amadoras junto com outras crianças e se considerava a diretora artística. Chastain tinha dificuldades acadêmicas enquanto estudava na Escola Fundamental de El Camino em Sacramento. Era sozinha e se considerava uma desajustada na escola, encontrando uma saída nas artes performáticas. Chastain já descreveu como costumava faltar na escola para ficar lendo as obras de William Shakespeare. Ela não conseguiu passar de ano para a graduação devido seu elevado número de faltas, mas depois conseguiu um diploma quando ótimo. Chastain em seguida estudou no Colégio da Cidade de Sacramento entre 1996 e 1997, durante a qual foi membro da equipe de debates. Sobre sua vida, Chastain falou:
Chastain fez sua estreia profissional no teatro em 1998 no papel de Julieta em uma produção de Romeu e Julieta realizada pela TheatreWorks, uma companhia da área da baía de São Francisco. A produção lhe fez conseguir um teste para a Escola Juilliard em Nova Iorque, onde foi logo aceita e recebeu uma bolsa financiada pelo ator Robin Williams. Ela sofreu de ansiedade durante seu primeiro ano e ficou preocupada sobre ser dispensada do programa, passando a maior parte de seu tempo lendo e assistindo filmes. Chastain posteriormente comentou que sua participação em uma produção bem sucedida de A Gaivota durante seu segundo ano lhe ajudou a ganhar mais confiança. Ela se formou na Juilliard em 2003 com um bacharelado de belas artes.
Carreira Primeiros papéis Chastain compareceu a um evento em Los Angeles para estudantes antes de se formar na Juilliard, onde assinou um contrato com o produtor de televisão John Wells, mudando-se para Los Angeles e começando a fazer testes para papéis. Ela inicialmente achou o processo difícil, culpando outras pessoas que achavam que era difícil categorizá-la como uma ruiva de visual incomum. Sua estreia na televisão foi em um piloto de 2004 para um remake da novela Dark Shadows, em que foi escalada como Carolyn Stoddard. O piloto foi dirigido por P. J. Hogan, porém a série não foi aprovada para transmissão. No mesmo ano, Chastain apareceu como atriz convidada no drama médico ER como uma mulher descrita como "psicótica", o que lhe fez conseguir mais papéis incomuns como vítimas de acidentes e pessoas mentalmente doentes. Ela apareceu em tais papéis em algumas outras séries de televisão entre 2004 e 2007, incluindo Veronica Mars em 2004, Close to Home em 2006 e Law & Order: Trial by Jury em 2005 e em 2006.
thumb|190px|Chastain em 2010. Em 2004 ela conseguiu o papel de Anya, uma jovem virtuosa, em uma produção teatral de O Jardim das Cerejeiras realizada pela Williamstown Theatre Festival em Massachusetts e estrelada por Michelle Williams. No mesmo ano trabalhou com a Playwrights Horizons em uma produção de Rodney's Wife como a filha de um problemático ator de cinema na meia idade. Sua interpretação não foi bem recebida pela crítica, com Ben Brantley do The New York Times escrevendo que ela "de alguma forma parecia estar perdendo a cor a medida que a noite progride". Enquanto trabalhava na peça, Chastain foi recomendada por Richard Nelson, o autor de Rodney's Wife, para Al Pacino, que na época estava procurando por uma atriz para estrelar sua produção de Salomé. A peça conta a trágica história da exploração sexual de sua personagem título. Salomé é na história uma menina de dezesseis anos, porém Chastain foi escalada para o papel mesmo tendo então 29 anos de idade. A peça foi encenada em 2006 em Los Angeles, com Chastain comentando posteriormente que isso lhe permitiu chamar a atenção de vários diretores de elenco. O crítico Steven Oxman da Variety criticou a interpretação dela: "Chastain está tão constrangida como Salomé, não muito certa se é uma sedutora habilidosa ou uma pirralha rica e chorona; ela não concretiza nenhuma das escolhas".
Chastain estreou no cinema em 2008 como a personagem título de Jolene de Dan Ireland, inspirado em um conto de E. L. Doctorow. O enredo segue por uma década uma adolescente abusada sexualmente. A interpretação de Chastain foi elogiada por Rex Reed do New York Observer, que a considerou o único aspecto notável da produção. Ela venceu o prêmio de melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Seattle. No ano seguinte teve um papel pequeno no longa Stolen, um suspense de mistério que teve um lançamento limitado. Ainda em 2009, Chastain interpretou o papel de Desdêmona em uma produção de Otelo feita pela The Public Theater, co-estrelando ao lado de John Ortiz e Philip Seymour Hoffman. Hilton Als do The New Yorker elogiou Chastain por encontrar "uma linda profundidade maternal" no papel.
Ela estrelou em 2010 o drama The Debt de John Madden, interpretando uma jovem agente do Mossad enviada para Berlim Oriental na década de 1960 com o objetivo de capturar um ex-médico nazista que realizou experimentos médicos em campos de concentração. Chastain compartilhou a personagem com Helen Mirren, com ambas as atrizes fazendo o mesmo papel em diferentes períodos. As duas trabalharam juntas antes das filmagens a fim de aperfeiçoarem a voz e os maneirismos da personagem e para que ela fosse consistente. Chastain fez aulas de alemão e krav maga, além de ler livros sobre o médico nazista Josef Mengele e sobre a história do Mossad. William Thomas da Empire escreveu que o longa era um "suspense inteligente, tenso e bem atuado", salientando os "pulsos, força e vulnerabilidade" de Chastain no papel. Ela também apareceu como Mary Debenham em um episódio da série britânica Agatha Christie's Poirot, baseada no romance Murder on the Orient Express de Agatha Christie.
Chegada ao sucesso Depois de lutar para conseguir um longa de sucesso, Chastain teve seis filmes lançados no ano de 2011, ganhando grande reconhecimento por seus papéis em vários deles. O primeiro desses papéis foi o da esposa de Michael Shannon no longa Take Shelter de Jeff Nichols. O drama conta a história de um pai atormentado por visões que tenta proteger sua família de uma tempestade iminente. O filme foi exibido no Festival Sundance de Cinema, com o crítico Tim Robey do The Daily Telegraph comentando como o papel coadjuvante de Chastain ajudava a narrativa. Ela foi indicada ao Independent Spirit Award de Melhor Atriz Coadjuvante por Take Shelter.
thumb|esquerda|190px|Chastain em 2011. No Festival internacional de Cinema de Berlim ocorreu a estreia de Coriolanus, uma adaptação da tragédia homônima de Shakespeare feita pelo ator-diretor Ralph Fiennes, em que Chastain interpretou Virgília. Seu papel seguinte foi ao lado de Brad Pitt como a mãe carinhosa de três filhos no drama experimental The Tree of Life de Terrence Malick, que ela tinha filmado em 2008. Chastain foi contratada para trabalhar neste último sem receber um roteiro de Malick, em vez disso improvisando com Pitt muitos de seus diálogos e cenas. Ela considerou seu papel como "a personificação da graça e espírito do mundo"; em preparação, praticou meditação, estudou pinturas de Madona e leu poemas de Tomás de Aquino. O filme estreou no Festival de Cannes de 2011 depois de vários atrasos, sendo recebido de forma polarizada pelo público, porém foi elogiado pela crítica e venceu a Palma de Ouro. Justin Chang da Variety afirmou que o longa era um "hino para a glória da criação, um poema exploratório, frequentemente mistificador" e creditou Chastain por interpretar seu papel com uma "vulnerabilidade comovente".