A consiste na união das economias de dois ou mais países em uma região econômica mais vasta, que ultrapassa as fronteiras nacionais. Este processo consiste na eliminação de barreiras quanto à livre circulação de produtos, serviços, capitais e pessoas.
Níveis de integração A integração econômica pode ser compreendida pelas seguintes fases, sendo da menor para a maior:
Sistema de preferências aduaneiras; Zona de comércio livre; União aduaneira; Mercado comum; União econômica;
Sistema de preferências aduaneiras É a forma mais simples de integração econômica, na qual dois ou mais países concedem-se mediante um acordo comercial um conjunto de vantagens aduaneiras (comumente reduções ou isenções do imposto de importação), não sendo extensível a países terceiros e limitando-se a bens específicos.
Zona de comércio livre As barreiras ao comércio de bens dos países membros são reduzidas ou eliminadas, difere-se do sistema de preferências aduaneiras por permitir uma maior gama de bens favorecidos pelo acordo.
União aduaneira Os Estados membros adotam tarifas e barreiras não tarifárias em conjunto sobre as importações das economias fora da união, criando assim uma tarifa externa comum compartilhada entre os membros.
Mercado comum Barreiras referente aos fatores de produção e serviços são reduzidas ou eliminadas, estabelecendo um maior fluxo de serviços, capital e pessoas entre os países membros. Assim como na união aduaneira, adota-se uma política externa comum sobre as demais nações.
União econômica Define-se na cooperação das economias em compartilharem políticas fiscais e monetárias padronizadas unificadas por uma autoridade central, eliminando práticas discriminatórias que possam surgir da diferença entre as legislações nacionais.
Na Europa
União Europeia Criado pelo Tratado de Roma em 1957, o Mercado Comum Europeu era inicialmente formado pela Alemanha Ocidental, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo, o acordo estabelecia uma tarifa externa comum baseada na média tarifária dos países-membros. Em 1968, desenvolveu-se uma zona de livre comércio para as mercadorias industrializadas e um preço comum aos produtos agrícolas. Por volta de 1970, foram reduzidas as restrições referente a mobilidade de mão-de-obra e capital dentro do bloco. Entre 1973 e 1986, foram ingressados o Reino Unido, Dinamarca, Irlanda, Grécia, Espanha e Portugal.
O mercado comum foi evoluído à uma união econômica após o Tratado de Maastricht em 1992, pelo qual foi criada a União Europeia. O tratado eliminou todas as restrições existentes referente ao livre fluxo de mercadorias, serviços e recursos, estabelecendo uma economia unificada através de uma única moeda, o euro. A UE, assim ampliada, representa o maior bloco econômico do mundo.
Nos Estados Unidos
Acordo de livre comércio Estados Unidos-Israel Em setembro de 1985, foi negociado um acordo de livre comércio entre Estados Unidos e Israel, o qual previa reduções bilaterais das barreiras tarifárias e não-tarifárias bem como flexibilização do comércio de serviços, embora houvesse cláusulas de proteção aos direitos de propriedade intelectual.
Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA)
Acordo de livre comércio Estados Unidos-Canadá Em razão do Canadá ter sido o maior parceiro comercial dos Estados Unidos em 1989, foi firmado um acordo eliminando a maior parte das barreiras comerciais entre as nações até 1998, estabelecendo também diretrizes sobre o fluxo de serviços, reduzindo a burocracia para migração de profissionais. O acordo também eliminou todas as restrições existentes quanto ao embarque de energia e reduziu restrições aos investimentos nos mercados um do outro.
Em setembro de 1993, o acordo evoluiu para o Acordo Norte-Americano de Livre Comércio, tendo como um novo membro o México, que era o terceiro maior parceiro comercial dos Estados Unidos. Desenvolveu-se uma zona de livre comércio entre os países, tendo como objetivo uma maior competitividade norte-americana em relação à Europa e Ásia.
Bibliografia
Categoria:Economia internacional