é um kata do caratê, cuja criação é geralmente atribuída ao mestre Kosaku Matsumora ou a seu mestre Kishin Teruya, do estilo Tomari-te, mas pode ser restreado, com certa dificuldade, até as escolas de chuan fa em China.

História A forma é muito antiga, pelo que sua origem se perde nas brumas do tempo, sendo, contudo, possível rastrear até a China. E alguns chegam a creditar sua autoria a um general chinês de nome Ye Fai. Decerto, em razão das técnicas que compõem o kata, pode-se vislumbrar uma conexão com o estilo da Garça Branca, haja vista mormente as posturas em uma única perna, nas quais o praticante assume postura similar àquela ave e é característica das referidas escolas de wushu.

Em Oquinaua, sabe-se que a forma se desenvolveu basicamente na região de Tomari e foi trasmitida pelo mestre Kishin Teruya a seus disciípulos, dentre eles Kosaku Matsumora.

Genealogia

Variações

A partir do modelo "original", os mestres de caratê de Oquinaua imprimiram muito de suas personalidades na variações por eles criadas e ensinadas. Assim foi que passaram a existir as variações do mestre Sokon Matsumura, sendo preservada no esilo Shorin-ryu e suas escolas. Um aluno do mestre Matsumura, o também mestre Anko Itosu, desenvolveu outras três variações.

Rohai shodan foi a primeira variante que foi confeccionada por Anko Itosu, com técnicas simplificadas. Esta forma inicia de maneira forte, semelhante ao original, pero conforme se desenrolam os movimentos, o deslocamento à lateral sinistra é acerscentado, prevalecendo ao frontal, e o alcance dos golpes é encurtado.

Rohai nidan foi a segunda variante. É talvez a mais afastada de suas origens, eis que o forte laço representado pela base Tsuruashi dashi é ausente. Ademais, o kata desenvolve profundamente técnicas de mão espalmada — — como shuto uke em kosa dachi. E, bem assim, são exercitadas as técnicas de tai sabaki e a aplicação de golpes em guarda invertida (gyaku hanmi).

O embusen é feito em movimentos espelhados, pelo que se usam combinações de técnicas nas quatro direções e ambas as mãos são usadas simultaneamente. É o kata mais longo da série.

Rohai sandan é a terceira variante derivada criada por mestre Itosu e, tal e qual a variande anterior — nidan —, apresenta técnicas que não seriam típicas das versões dos mestres Matsumora e Matsumura, ante a total ausência de posturas numa única perna. Entretanto,o início é dinâmico e semelhante ao kata original, que faz referência ao abrir de asas duma garça. As técnicas assemelham-se às do kata Kushanku.

Rohai dai é praticado em alguns estilos, como o chito-ryu.

Rohai sho é uma variação exígua da forma.

Meikyo

é a variante desenvolvida pelo mestre Gichin Funakoshi para sua escola. O cerne é achado na forma Rohai nidan, do mestre Itosu, mas trata-se em verdade de um recompilação em cima da segunda variante com elementos das formas shodan e sandan. O nome adoptado pelo mestre Funakoshi eventualmente faz referência a uma lenda nipónica sobre a "deusa do sol".

Meikyo nidan é a forma que treinam as escolas descendentes do estilo Shotokan. Em princípio, foi introduzida pelo mestre Tetsuhiko Asai, da escola Asai-ha, e é uma variante adaptada de rohai shodan.

Meikyo sandan é baseada na forma rohai sandan com a mudança de algumas posturas, precipuamente.

Os kata Rohai shodan, Rohai nidan e Rohai sandan são referenciados como Rohai sho, Rohai ni e Rohai san, respectivamente.

Categoria:Formas (artes marciais)