Artur de Oliveira Santos (Nossa Senhora da Piedade (Ourém), — Lisboa, ), foi escritor, jornalista, e político, defensor do republicanismo e anticlericalismo, tendo fundado o Centro Republicano Democrático e constituído a comissão municipal de Ourém do Partido Republicano Português em 1907.Grande Enciclopédia Portuguesa via Museu Municipal de Ourém

Vida pessoal Casou com Idalina de Oliveira Santos e dessa união nasceram oito filhos e filhas.

Imprensa Fundou os jornais locais Voz de Ourém e Povo de Ourém. Colaborou nos Jornais O Mundo, A Vanguarda, O País, O Século, A República, O Povo, O Rebate, A Capital, O Diário, A Razão e A Voz da Justiça.Casa do Administrador - O Administrador , sítio do Museu Municipal de Ourém

Comissão Municipal Republicana Em 1907, para fazer face à organização do seu município de Vila Nova de Ourém foi criada uma Comissão Municipal Republicana, tendo sido eleitos como efectivos: Álvaro Mendes, presidente; Joaquim F. Cordeiro, secretário; João Nicolau, tesoureiro. Como vogais foram eleitos: Artur de Oliveira Santos e Sotero Caio da Silva Neves. Os substitutos eram: Manuel Joaquim de Oliveira; Joaquim Pereira; António Barbosa; José Francisco dos Reis e António Duarte.Almanaque Republicano

Contributo para a Implantação da República Portuguesa José Poças, descreve da seguinte forma o contributo de Artur de Oliveira Santos na Implantação da República Portuguesa:Artur de Oliveira Santos e a implantação da República

Inquirição dos "Pastorinhos de Fátima" A Primeira República Portuguesa, no que se refere à sua governação do Estado, é-lhe reconhecida como tendo feito uma grande "guerra" à Igreja CatólicaA Primeira República e Fátima , Agência Ecclesia, 2010-06-01. Assim emanado nesse espírito anticatólico e mais ainda provavelmente por obediência maçónica ao Grande Oriente ao qual pertencia desde os vinte e seis anos de idadeThe Mayor of Ourem , Fatima Crusader, que assim históricamente procedia, ao ter sabido das aparições de Nossa Senhora em Fátima, no concelho de Ourém do qual era administradorOurém evoca Artur Oliveira Santos, AUREN - Por Ourém e pelos oureenses!, 15 de Novembro de 2010, em 13 de Agosto de 1917, resolveu trazer para a sede de concelho as três crianças videntes que diziam ver e falar com a Virgem Maria, para as interrogar. Passados dois dias, quando chegou o dia 15 daquele mês, acabou por libertá-las da prisãoA REVELAÇÃO DO SEGREDO DE FÁTIMA PENITÊNCIA E ORAÇÃO: UM CONVITE À RENOVAÇÃO , Centro dos Voluntários do Sofrimento, separata de "L'Ancora", n.º 5 - Maio de 2001, tradução: Armando Marques da SilvaRapto dos Videntes (13-15 de Agosto de 1917), A Associação de Fátima.

Legado e últimos anos Iniciou a sua atividade profissional no início do século XX com a fundação de uma oficina de latoaria denominada "A Social" em (Ourém). No ano de 1924 torna-se Delegado do Governo, no concelho, mas com a Revolução do 28 de Maio de 1926, acaba perseguido e preso pelo Estado. Em 1931 exilou-se em Espanha, permanecendo até 1939, onde acabou por participar na Guerra Civil espanhola como maqueiro. Retorna então a Portugal, mas para Lisboa onde será um dos fundadores da Casa de Ourém - instituição regionalista dedicada a apoiar os migrantes de Ourém na capital. Sempre que podia, escrevia para o jornal local Notícias de Ourém sob o pseudónimo "João de Ourém". Confrontado com as acusações de rapto e ameaças aos [Videntes de Fátima] em 1917, escreve um artigo para o jornal "A República" em 20 de julho de 1951. Faleceu em Lisboa a 27 de junho de 1955.

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