thumb|Presumível bandeira do condado portucalense, derivada do pendão do conde Henrique da Borgonha.

Esta é uma lista de condes de Portucale desde o nascimento do conceito de Terra Portucalense como entidade semi-independente, passando pela Unificação de Portucale a Leão e Castela até à restauração do Condado Portucalense.

Condado de Portucale (868-1071) Casa de Vímara Peres Os condes da casa de Vímara Peres nem sempre se sucederam em linha reta, recorrendo por vezes à sucessão cognática. Eram uma família com bastante influência, tendo o seu apogeu no .

Nome Retrato Nascimento Início Governo Fim Governo Casamento (s) Morte NotasVímara Peres140px c.820Filho de Pedro Theon 868 873 TrudildeAntes de 850dois filhos 873Guimarães52-53 anos Foi um dos responsáveis pela repovoação da linha entre os rios Minho e Douro e, auxiliado por cavaleiros da região, pela ação de presúria do burgo de Portucale (Porto), que foi assim definitivamente conquistado aos muçulmanos no ano de 868. Nesse mesmo ano, tornou-se o primeiro conde de Portucale. Fundou Guimarães.LucídioVimaranes c.850?GuimarãesFilho de Vímara Peres e Trudilde 873 922 Gudilona Mendes de Coimbrac.873três filhos 922Guimarães71-72 anos Apesar de ter tido filhos que lhe sobrevivessem, o seu sucessor foi o conde galego Mendo Gonçalves, o que prova que o condado não seria estritamente hereditário.Hermenegildo Guterres140px c.842Filho de Guterre e Elvira 912 Ermesinda Gatones de BierzoEntre 860 e 870sete filhos depois de maio de 912Guimarães52-53 anos Sendo a sua filha nora de Afonso III das Astúrias, à morte de Vímara Peres, terá sido nomeado conde de Portucale por este monarca, conjuntamente com Lucídio Vimaranes, filho de Vímara. Hermenegildo surge na documentação leonesa como conde de Tui e Portucale [Porto].Monio Guterres c.890Filho de Guterre Mendes de Coimbra e Ilduara Eres de Lugo 912 922 Elvira Aires de Coimbrasete filhos c.959Munio Gutierrez (died 959) Neto de Hermenegildo, governou com Lucídio Vimaranes após a morte do avô.MendoGonçalves I c.900Filho de Gonçalo Afonso Betote, Conde de Deza e Teresa Eres de Lugo 922 c.943 Entre 915 e 920seis filhos c.943c.42-43 anos Provavelmente nomeado conde, dada a falta de parentesco com os condes anteriores. A sua nomeação estará possivelmente relacionada com o casamento da sua irmã Aragonta com Ordonho II de Leão. Há fontes que têm Mendo como morto em 928.Mumadona Dias - Ficha de PersonalidadeMumadona Dias140px c.900Filha do Conde Diogo Fernandes e Oneca de Pamplona c.943 950 c.969?Guimarãesc.68-69 anos Viúva de Mendo Gonçalves, governa o Condado sozinha após a morte do esposo. Foi a mulher mais poderosa do seu tempo no noroeste da Península Ibérica. Edificou o primeiro castelo de Guimarães. A sua suposta abdicação em 950 pode levar a pensar se o seu governo não se tratou de uma regência, mas o facto não é consensual.Gonçalo Mendes c.925Filho de Mendo Gonçalves I e Mumadona Dias 950 997 Ilduara Pais de DezaEntre 935 e 940cinco filhosErmesindac.983sem filhos conhecidos c.997Santiago de Compostelac.71-72 anos O seu governo coincidiu com um período de turbulência no Ocidente Peninsular, marcado, não só por revoltas nobiliárquicas, mas também por ataques normandos e muçulmanos. Adversário dos reis , e , foi um dos nobres que apoiaram e elevaram ao trono e posteriormente . Em 997 intitulou-se magnus dux portucalensium.MendoGonçalves II c.945?Filho de Gonçalo Mendes e Ilduara Pais de Deza 997 6 de outubro de 1008 Antes de 1008nove filhos 6 de outubro de 1008c.62-63 anos? Presença assídua na corte de , participou na educação do sucessor e ainda na regência durante a menoridade deste, junto à rainha viúva, Elvira Garcia de Castela. Tornar-se-ia ainda sogro deste, pois casou uma sua filha com este monarca. Faleceu assassinado, possivelmente, por nobres revoltados. Apesar de, mais uma vez, ter descendência varonil, a sucessão não recaiu nos seus filhos.Tutadona Moniz de Coimbra c.960?Filha de Monio Froilaz de Coimbra e Elvira Pais de Deza 6 de outubro de 1008 1025 1025c.64-65 anos? Viúva, sabe-se que governou o condado em conjunto com o sucessor do marido (Alvito Nunes), provavelmente nomeado por . Desconhece-se a razão deste governo conjunto.Alvito Nunes c.985?Filho de Nuno Alvites 1015 GontinhaAntes de 1015quatro filhos 1015Castelo de Vermoimc.29-30? anos Bisneto paterno de Lucídio Vimaranes, é descendente em linha reta e por via agnática deste conde; a sua ascensão significou assim o regresso da família fundadora da presúria ao poder. Governou em conjunto com Tutadona, a viúva do conde anterior. Faleceu durante um ataque normando em Vermoim.Nuno Alvites c.1000?Filho de Alvito Nunes e Gontinha 1015 1028 Antes de 1028três filhos 1028c.27-28 anos? Desposou Ilduara Mendes, filha de Mendo Gonçalves II; unem-se assim as duas principais linhagens da governação do condado.Segundo José Mattoso, ...as duas linhas que podiam reivindicar a sucessão no condado unem-se, em virtude do casamento do conde Nuno Alvites (1017-1025) [descendente de Vimara Peres] com a condessa Ilduara Mendes, filha de Mendo II Gonçalves... Os destinos das duas famílias, uma procedente de Vímara Peres, o presor do Porto, e outra de Afonso Betote, o presor de Tuy, estão, portanto, intimamente vinculados pela sua participação no governo do condado portucalense. Foi assassinado.Ilduara Mendes c.1000?Filha de Mendo Gonçalves II e Tutadona Moniz de Coimbra 1058c.57-58 anos Desposou Nuno Alvites, filho de Alvito Nunes; após o assassinato do seu marido, parece tomar a posição de regente durante a menoridade do filho . Vive, no entanto, o suficiente para ver a morte do filho e regressar ao poder como regente do neto, também menor. 1028 (Regente) c.1043 1050 (Regente) 1058Mendo Nunes c.1020?Filho de Nuno Alvites e Ilduara Mendes c.1043 1050 Desconhecida Antes de 1050três filhos 1050c.29-30 anos? O seu governo coincidiu com a inauguração de uma nova dinastia no Reino de Leão, e uma nova política de adminitração territorial; assim, Mendo será talvez o primeiro conde a perder autoridade no seu próprio condadoː Fernando Magno recorre a nobres de condição inferior (os infanções) para a administração das diferentes terras, como Gomes Echigues (em Guimarães) ou Godinho Viegas (como governador de Portugal)Nuno Mendes c.1040?Filho de Mendo Nunes c.1058 28 de fevereiro de 1071 GontinhaAntes de 1071pelo menos um filho 28 de fevereiro de 1071Mire de Tibãesc.30-31 anos?As suas aspirações a uma maior autonomia dos portucalenses face ao Reino de Leão levaram-no a enfrentar Garcia II da Galiza em 1070, confronto que culminou na desastrosa Batalha de Pedroso, a 18 de fevereiro de 1071, de onde Nuno não sai vivo. A sua única filha, e última descendente de Vímara Peres, Loba Nunes, desposou o alvazil Sisnando Davides, conde de Coimbra.

Unificação de Portucale a Leão e Castela (1065-1096) Em 1065, o Condade de Portucale e a Galiza fizeram parte do território atribuído por Fernando I para o seu filho mais novo Garcia II, que se tornou o primeiro monarca a usar o título de "Rei de Portugal". No entanto, ele lutava por controlar os seus nobres irascíveis. Com a sua vitória em 1071, na Batalha de Pedroso, onde derrota Nuno II Mendes, o Condado de Portucale é extinto.

Mais tarde, em 1071, os seus irmãos Afonso VI e Sancho II tomaram o reino da Galiza (incluindo Portugal), expulsando Garcia. Na primavera seguinte, Sancho, por sua vez, expulsou Afonso, juntando Galiza (incluindo Portugal) a Castela e Leão. Sancho apareceu como rei num documento português de 1072. Com o assassinato de Sancho, mais tarde, no mesmo ano, D. Afonso VI sucedeu à coroa, solidificando a posição de Portugal como parte integrante do maior reino unificado.

Reino de Portugal e Galiza

Sancho II , de seguida, expulsa também o irmão, Afonso VI, e torna-se sucessor de Garcia, mas com o seu assassinato, em 1072, faz com que Afonso lhe suceda em todos o tronos: Leão, Castela, Galiza e Portugal.

Dinastia Jiménez

Nome Retrato Nascimento Início Reinado Fim Reinado Casamento (s) Morte NotasGarcia da Galiza140px c. 1042?Filho de Fernando I de Leão e Sancha I de Leão 27 de dezembro de 1065 10 de maio de 1071 Não casou 22 de março de 1090Grajal de Campos47-48 anosSepultado na Basílica de Santo Isidoro Passou a intitular-se Rei de Portugal, em 1065. Mais tarde, em 1071, Garcia é expulso por Afonso VI de Leão e Castela e Sancho II de Leão e Castela.Sancho de Castela140px c. 1040?ZamoraFilho de Fernando I de Leão e Sancha I de Leão 10 de maio de 1071 7 de outubro de 1072 Alberta 7 de outubro de 1072Zamora31-32 anosSepultado no Monsteiro de San Salvador de Oña Também rei de Castela (1065-1072) e da Galiza, irmão de Afonso VI. Divide o trono com o seu irmão Afonso de Leão e Castela.Afonso de Leão e Castela140px 1047Santiago de CompostelaFilho de Fernando I de Leão e Sancha I de Leão 1093 Inês da Aquitânia1073sem filhosConstança da Borgonha1079seis filhosBerta25 de novembro de 1093sem filhosIsabel (Zaida de Sevilha?)1100dois filhosBeatriz1108sem filhos 1 de julho de 1109Toledo62 anosSepultado no Mosteiro de Sahagún Também rei de Leão, Castela (1065-1109) e Galiza, utilizando o título de imperador a partir de 1073. Divide o trono com o seu irmão Sancho de Castela.

Condado Portucalense (1096-1139)

A ambição de Afonso VI de Leão e Castela reconstituiu a unidade dos Estados que vigorava no tempo do seu pai, Fernando I de Leão. Quando Garcia, o irmão de Afonso que fora deposto em 1071, faleceu na prisão em 1090, os territórios que haviam sido seus haviam já revertido para o genro de Afonso VI, Raimundo de Borgonha, que desde 1087 os governava como dote da esposa, Urraca de Leão e Castela. A esta altura, o vigor das investidas Almorávidas recomendava a distribuição dos poderes militares, para melhor reforçar o território: um comando na zona central, entregue ao próprio rei Afonso VI, outro, não oficial, exercido por El Cid em Valência, e o terceiro a ocidente, entregue a Raimundo; este último não conseguiu defender eficazmente a linha do Tejo — tendo já perdido Lisboa, que fora cedida aos Leoneses pelo rei taifa de Badajoz, juntamente com Santarém, que estava também prestes a cair nas mãos dos Almorávidas — e essa será uma das razões que atribuem alguns historiadores modernos à decisão tomada por Afonso VIMuito se especula acerca das razões que levaram Afonso VI de Leão a incluir Henrique de Borgonha nos seus planos: quiçá por ser sobrinho da falecida rainha D. Constança (mais poderoso, portanto, que Raimundo por pertencer à linhagem dos duques e não dos condes de Borgonha); por seu intermédio, era também sobrinho-neto de São Hugo de Cluny, o que introduz a hipótese de Henrique se tornar um caudilho militar para os interesses da Ordem de Cluny no território. de reforçar ainda mais a defesa militar ocidental, dividindo em duas a zona atribuída inicialmente a Raimundo, entregando a mais exposta a Henrique de Borgonha.

Dinastia de Borgonha

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