Nuno Maria de Bragança e Bourbon da Câmara Pereira (nascido Nuno Maria de Figueiredo Cabral da Câmara Pereira; Lisboa, 19 de junho de 1951) é um político e fadista português.
Frequentou o curso de regente agrícola na Escola de Regentes Agrícolas de Évora, em Pós-Graduação, licenciou-se em Ciências do Ambiente e posteriormente em Engenharia do Ambiente, tudo isto pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa, sendo esta última licenciatura posteriormente anulada, por "graves irregularidades". Exerceu funções profissionais na área agrícola e pecuária no Ministério de Agricultura e em empresas privadas que fundou e foi Director da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Azambuja. Foi Deputado do Parlamento na X Legislatura pelo Partido Popular Monárquico. Foi também pelo MPT (ano 2000) e mais tarde pelo PND, candidato à Câmara Municipal de Sintra nas eleições autárquicas de 2013. Foi também candidato ao Parlamento Europeu e à Câmara Municipal de Vila Viçosa, pelo Partido Popular Monárquico (PPM), do qual era então Presidente, sendo a primeira vez que este Partido conseguiu candidatar-se a todos os círculos eleitorais.
Em 2025 é o candidato do Chega à Câmara de Belmonte.
Biografia Nuno da Câmara Pereira nasceu a 19 de Junho de 1951 em Lisboa, filho de Nuno Maria João Crisóstomo Efigénio Atala de Figueiredo Cabral da Câmara Pereira (Belmonte, Loulé) e de D. Ana Telles da Sylva Pacheco (Tarouca, Bertiandos).
A sua Família é a Pereira, descendendo do seu 5.º avô Manuel Pereira, de Albergaria-a-Velha, e de sua mulher Maria Dias da Cruz.
É seu avô paterno, Armando da Costa de Figueiredo Affonso Pereira, formado em economia e finanças pela Universidade de Coimbra, foi administrador do Banco Nacional Ultramarino em Macau (Banco Emissor) e administrador da Companhia de Seguros L'Urbaine em Lisboa, neto de Domingos Dias Pereira, médico e afamado viticultor, proprietário da Quinta da Cartaxeira (Carcavelos) cujo vinho moscatel foi reconhecido na exposição de Paris em 1880, entre outros certames; tendo sido o pioneiro do vinho de Carcavelos, de excelência reconhecida igualmente pelo eminente agrónomo Ferreira Lapa (1867), e que seu filho Aníbal Dias Pereira continuou, construindo o "Palácio", ainda hoje considerado um verdadeiro centro cultural e social de Carcavelos.
Por seu avô é o representante do Tenente-General e Marechal Bartholomeo da Costa, fundidor, por um só jacto, da colossal Estátua equestre de Dom José, esculpida pelo Mestre Machado de Castro (considerada à época uma das maravilhas do mundo), Cavaleiro da Ordem de Cristo, Fidalgo da Casa de S.M., Superintendente das Minas de Ferro e Carvão de pedra, Intendente Geral das Fundições de Artilharia e Laboratórios dos instrumentos bélicos encarregado do Governo do Arsenal Real do Exército. À época foi considerada por seu inteiro mérito a armaria mais avançada do mundo, pela liga alcançada na arte de trabalhar o bronze. Descobriu o Caulino em Portugal e foi Fundador da Real Academia das Ciências. Foi sepultado no Mosteiro dos Jerónimos de onde mais tarde veio a ser trasladado. Foi igualmente seu, o primeiro Assento de casamento (vide "Lisboa antiga" de Júlio Castilho).
É trineto, por parte da avó paterna D. Maria Malaquias de Figueiredo Cabral da Câmara — filha ilegítima (a ilegitimidade deixou de ser uma categoria jurídica, por inconstitucional, após a Constituição de 1976) e baptizada em Belém, a 8 de Dezembro de 1883, aí dita filha de mãe incógnita (Arquivo Distrital de Lisboa, Paróquia de Belém, Liv. B-28, fls. 79v.-80) de seu Pai D. Nuno de Figueiredo Cabral da Câmara, então viúvo e filho secundogénito do 3.° Conde de Belmonte, D. Vasco António Baltazar da Madre de Deus de Figueiredo Cabral da Câmara e de sua mulher D. Maria do Carmo de Mendoça Rolim de Moura Barreto, filha de Nuno José Severo de Mendoça Rolim de Moura Barreto, 1.° Duque de Loulé e de sua mulher a Infanta Sra. D. Ana de Jesus Maria de Bragança, Infanta de Portugal e filha do Rei D. João VI e da Rainha D. Carlota Joaquina, Infanta de Espanha.
É tetraneto da Infanta de Portugal, Dona Ana de Jesus Maria de Bragança e Bourbon (filha mais nova do Rei Dom João VI) e do 1.º Duque de Loulé Nuno José Severo de Mendoça Rolim de Moura Barreto, cujos direitos na sucessão da Coroa Portuguesa manteve e nunca abdicou, transmitindo-os a toda a sua descendência, do qual é seu representante o 6.º Duque de Loulé, Dom Pedro Folque de Mendoça, Pretendente ao Trono de Portugal (vide "A Casa Loulé e suas Alianças", de Dom Filipe Loulé).
É sua esposa Dona Luísa Maria Patrício de Portugal de Sousa Coutinho, 3.ª Marquesa de Castelo Rodrigo, filha primogénita de Dom António Luís de Portugal de Sousa Coutinho, 7.º Marquês de Valença, de Borba e de Aguiar, Conde de Redondo e de Vimioso, representante do título de Conde de Basto e com Honras de Sobrinho. É esta família a representante genealógica do Condestável e Santo português, Dom Nuno Álvares Pereira, por o 1.º Marquês de Valença e 4.º Conde de Ourém (por doação directa de seu avô materno, Nuno Álvares), o Príncipe Dom Afonso (de Portugal), ser o primogénito filho de sua Mãe, Dona Beatriz Pereira de Alvim, única filha de Nun'Álvares e 1.ª esposa do 1.º Duque de Bragança, Dom Afonso (filho bastardo do Rei D. João I) e, por isso até aos dias de hoje, mantiveram a dignidade do uso do apelido "de Portugal" em alusão ao reino (primogenitura) e também à varonia real, mais tarde mantida, pelo tronco "de Sousa Coutinho" (Borba e Redondo). É ainda esta família a representante em Portugal dos primeiros Marqueses de Castelo Rodrigo, Dom Cristóvão de Moura e de Dona Margarida de Corte-Real, Vice-Rei de Portugal (ao tempo do Rei Dom Filipe I), pelo casamento de sua filha Dona Margarida de Mendonça, com o 5.º Conde de Vimioso e 1.º Marquês de Aguiar, Dom Francisco de Portugal. São também por Dona Margarida os representantes genealógicos do Navegador João Vaz de Corte-Real e seus filhos Navegadores, Vasco, Miguel e Gaspar Corte-Real, os primeiros europeus a chegarem ao Continente americano (Canadá), vinte anos antes de Colombo. Os títulos hoje e após o falecimento de seu pai Dom António de Sousa Coutinho, são representados pelo seu irmão Dom Fernando Patrício de Portugal de Sousa Coutinho, exceptuando o de Marquês de Castelo Rodrigo, que por pacto de família, em si foi entendido bem representar, tendo em conta as antigas memórias destas diferentes famílias que na altura se filiavam em diferentes opções, Dom Cristóvão de Moura defendendo os Reis Católicos e Dom Francisco de Portugal, 3.º Conde de Vimioso, a Dom António, Prior do Crato de quem era seu Condestável (vide Marqueses de Castelo Rodrigo).
Dois anos da sua infância foram passados no Funchal, onde estudou no Externato Nun'Álvares, popularmente conhecido como "Caroço".
Casou a 7 de Julho de 1973 com D. Luísa Maria Patrício de Portugal de Sousa Coutinho (Lisboa, 5 de Outubro de 1952), filha de D. António Luís de Portugal de Sousa Coutinho, 7.° Marquês de Valença, com quem teve:
D. Nuno Maria de Sousa Coutinho Cabral da Câmara Pereira, n. Lisboa a ;
D. Maria Madalena de Sousa Coutinho Cabral da Câmara Pereira, n. Lisboa a ;
D. Carlota Joaquina de Sousa Coutinho Cabral da Câmara Pereira, n. Lisboa a .
Em 2022 revelou que tem uma segunda família e assumiu um filho bebé. O fadista foi pai, aos 70 anos, de um bebé fruto da relação com Ana Sofia Santos Fonseca, de 33 anos:
Vasco António, nascido a .
Em outubro de 2022, mudou dois dos seus sobrenomes passando de Nuno Maria de Figueiredo Cabral da Câmara Pereira para Nuno Maria de Bragança e Bourbon da Câmara Pereira, tendo abdicado dos sobrenomes Figueiredo Cabral em prol de Bragança e Bourbon.
Licenciatura pela Universidade Lusófona Matriculou-se na universidade Lusófona e teria, assim, concluído em 2012 a Licenciatura em Engenharia do Ambiente, tendo já anteriormente frequentado a Universidade para obter a especialização académica em Ciências do Ambiente. Mas, uma auditoria da Inspecção-Geral da Educação e Ciências passou a pente fino os processos de centenas de ex-alunos e detectou várias irregularidades graves na atribuição de créditos feita pela Universidade a Miguel Relvas. Na sequência de uma decisão oficial, Nuno da Câmara Pereira viu a 7 de Abril de 2015, o Reitor da Universidade Lusófona ser obrigado a decidir pela nulidade da sua licenciatura e de mais 150 alunos universitários. O já anteriormente Engenheiro, Nuno da Câmara Pereira, decidiu então recorrer da decisão para as instâncias judiciais, aguardando o desfecho judicial sobre esta matéria que, a seu tempo, irá ter os seus efeitos jurídicos e colaterais.
Cargos exercidos Deputado da nação na X Legislatura da Terceira República Portuguesa (Grupo parlamentar do PSD) - Comissão de Educação Ciência e Cultura; Sub-comissão de Turismo; Sub-comissão da Agricultura; Sub-comissão da Igualdade de Direitos e Família Presidente do Partido Popular Monárquico (P.P.M.) Vice-Presidente do Partido Popular Monárquico Conselheiro do Conselho Superior de Jurisdição da A.N.E.T. (Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos) Presidente do Colégio Agrário do Sindicato dos Engenheiros Director da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Azambuja Director do Sindicato dos Engenheiros Técnicos Agrários (1975) Vice-Presidente da Cruz Vermelha de Sintra (1998) Director do Jornal "Raio de Luz", Sesimbra Assessor de comunicação e imagem da empresa Municipal de Sintra (HPEM) Administrador na Herdade da Janela (600 ha), Torrão do Alentejo Sócio-gerente na empresa "Sociedade Agro-Pecuária "O Cerdo, Lda", Qta - Alenquer, dedicada à suinicultura intensiva Técnico do Ministério da Agricultura e Pescas, no I.R.A, no Centro de Reforma Agrária de Lisboa e na Direcção Regional de Ribatejo e Oeste Supervisão Técnica em representação do Ministério da Agricultura, nas herdades do Pombal e Vale de Mouro (Vila Nova da Rainha) Sócio-gerente da "Sociedade Hortícola Montcesar", Azambuja, dedicada à horticultura e floricultura intensiva protegida (Estufas) Sócio-gerente na Sociedade "Jardim de Monserrate", Sintra (plantas ornamentais e exóticas) Sócio-gerente no Restaurante "Novital", Lisboa Empresário do Restaurante "O País", Albufeira (2009/2010)
Cargos que exerce Presidente da Direcção da Associação Socorro e Amparo (I.P.S.S.), em Carnide Director do Sindicato Nacional dos Engenheiros, Engenheiros Técnicos e Arquitectos Secretário Nacional da União Geral de Trabalhadores Vogal-suplente na Assembleia Geral da Ordem dos Engenheiros Técnicos Comendador-Mor da Ordem de São Miguel da Ala Presidente do Conselho de Nobreza Vice-Presidente da Associação de Antigos Alunos da Universidade Lusófona, Humanidades e Tecnologia de Lisboa Presidente-Substituto da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de Sintra Grande Protector do Conselho de Notáveis do Sindicato dos Engenheiros, Engenheiros Técnicos e Arquitectos
Carreira como fadista
Proveniente de uma família de fadistas — é sobrinho de Maria Teresa de Noronha e primo de Vicente da Câmara, Frei Hermano da Câmara e Tereza Tarouca — veio a popularizar-se também como interprete de Fado, fazendo uma carreira particularmente bem sucedida nos anos 1980.
Embora há muito cantasse em eventos particulares, a sua primeira atuação pública ocorreu em 1977, no Coliseu dos Recreios, durante um espetáculo de variedades. Pouco depois, iniciaria um percurso pelas casas de fado da capital.
O seu primeiro álbum, "Fado!", foi editado em 1982. O disco continha novas versões de clássicos e originais, entre os quais "Acabou o Arraial" e "Cavalo Ruço". "Sonho Menino", em 1983, valeu-lhe o Troféu Revelação do Fado, da revista Nova Gente.
Em 1985, um recital seu esgota a Aula Magna. Atinge o seu maior sucesso de vendas em 1986, com o álbum "Mar Português", que foi dupla platina (mais de 120 000 cópias).
Discografia 1982 - Fado (EMI) 1983 - Sonho Menino (EMI) 1985 - Nuno da Câmara Pereira (EMI) 1986 - Mar Português (EMI) 1987 - A Terra, o Mar e o Céu (EMI)