Roseana Macieira Sarney Murad (São Luís, ) é uma socióloga e política brasileira filiada ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Pelo Maranhão, foi governadora por quatro mandatos, senadora e atualmente é deputada federal do Brasil.
Biografia Filha do ex-presidente da república José Sarney e de sua esposa, Marly Sarney. São seus irmãos, o ex-deputado federal Sarney Filho e o político e empresário Fernando Sarney, presidente da Rede Mirante.
Após graduar-se em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, casou-se em 1976 com o empresário e político Jorge Murad Júnior. O casal adotou uma filha, Rafaela Sarney. Eles se separaram em 1988, mas reconciliaram-se em 1995.
Saúde Roseana foi operada pela primeira vez em 1973, aos 19 anos, quando removeu um apêndice e um cisto ovariano. Passou por mais duas cirurgias no ovário entre 1977 e 1979, período em que tentou engravidar, sem sucesso.
Em junho de 2009, Roseana Sarney realizou a vigésima primeira cirurgia, para correção de um aneurisma cerebral. A operação foi realizada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O procedimento, que durou quatro horas, aconteceu sem nenhuma intercorrência.
Carreira política Deputada federal
Em 1990, candidatou-se à deputada federal pelo PFL, tendo sido eleita.
Foi eleita novamente para deputada federal em 2022.
Governadora do Maranhão esquerda|miniaturadaimagem|Retrato de Roseana Sarney como governadora em seu primeiro mandato.Em 1994, foi eleita governadora do Maranhão em segundo turno com 50,61% dos votos válidos contra 49,39% de Epitácio Cafeteira (PPR) sendo eleita com ampla maioria, igualando o feito de 1965 quando seu pai José Sarney conquistou o governo. Roseana foi a primeira mulher eleita diretamente por voto.
Tomou posse em 1º de janeiro de 1995. Em março do mesmo ano, foi admitida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial.
Em 1998, foi reeleita governadora, a primeira mulher a se reeleger ao cargo.
Cassação do adversário eleito em 2009 Na noite do dia 16 de abril de 2009, o TSE confirmou a cassação do mandato de Jackson Lago e do vice Luís Porto por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2006.
Com a cassação, foi ordenada a imediata posse de Roseana Sarney como governadora do Maranhão e de João Alberto de Souza como vice.
Segundo mandato Nas eleições de 2010, Roseana Sarney foi vencedora com apertada vantagem de 50,08% dos votos no 1° turno, contra seus principais adversários Flávio Dino (29,49%) e Jackson Lago (19,54%). No primeiro e no segundo turno, Roseana declarou apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT).
Seu segundo mandato ficou marcado por revoltas e crises no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA), marcaram o sistema prisional brasileiro entre 2010 e 2014. O período foi definido por superlotação, disputas entre facções criminosas, fugas em massa e dezenas de mortes violentas, gerando forte repercussão nacional e internacional.
Fatos Principais das Crises:
Rebelião de 2010: Ocorreu em 8 de novembro de 2010, resultando na morte de 18 detentos após motins na Casa de Detenção e no anexo do Presídio São Luís. Crise de 2013 a 2014: O período mais sangrento registrou dezenas de homicídios dentro do complexo, decapitações e rebeliões que repercutiram com ataques a ônibus e equipamentos públicos na capital.
Pré-candidatura à Presidência da República
Indicação do PFL Em 2002, foi indicada como pré-candidata à presidência do país pelo PFL e renunciou após o Escândalo da Lunus, que envolveu seu marido Jorge Murad, e decidiu apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PPS).
No mesmo ano, Roseana foi eleita senadora, derrotando Epitácio Cafeteira (PDT). Seguiu a orientação do pai, José Sarney, e passou a apoiar Lula.
Desistência da candidatura Em 1º de abril de 2002, a Polícia Federal fez operação na empresa Lunus Participações, da qual é sócia, administrada pelo marido Jorginho. Na operação, foram apreendidos R$ não declarados.
Em 5 de abril, renunciou ao Governo do Estado, passando-o ao vice José Reinaldo Tavares, para se candidatar à Presidência pelo PFL, em meio ao escândalo.
Nos dias seguintes, o marido Jorge Murad apresentou sete versões diferentes sobre a origem do dinheiro e com isso levou a perda de pontos nas pesquisas e posterior desistência em se candidatar.thumb|260px|José e Roseana Sarney na Convenção Nacional do PMDB, em 2010. Rompimento com o PSDB Roseana Sarney foi indicada como possível candidata a vice-presidente na chapa PSDB-PFL para suceder o governo FHC. No entanto, a governadora não se contentou com o posto de vice, optando pela imagem de uma candidatura própria.
Como o PFL confirmou pré-candidatura própria, desmontando a chapa com o PSDB, Roseana começou a ser vista pela mídia como um nome independente do governo. Ela chegou ao segundo lugar nas pesquisas iniciais e posteriormente ao empate com Lula. Porém, com o Caso Lunus, a pré-candidatura de Roseana foi eliminada pela queda nas pesquisas, pela perda de popularidade e pelas notícias das grandes mídias nacionais.
Tal acontecimento resultou no rompimento entre o PSDB e o PFL, incluindo a família Sarney. Seu irmão, Sarney Filho pediu demissão do Ministério do Meio Ambiente e o bloco pefelista do Congresso Nacional abandonou a base do governo.
Senadora pelo Maranhão
Candidatura Sem chance na Presidência, ela se candidatou ao Senado pelo Maranhão. Apesar do escândalo, conseguiu eleger-se como senadora no Maranhão no mesmo ano, juntamente com Edison Lobão.miniaturadaimagem|esquerda|Biblioteca Farol da Educação Brasilino Miranda, O Farol da Educação foi um programa do governo Roseana Sarney.
Mandato como senadora e andamento das denúncias Em 17 de abril, o vice-procurador-geral da República, Haroldo Ferraz da Nóbrega, encaminha parecer aprovado pelo procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que "não há prova de que a senadora tenha conscientemente se inserido em uma cadeia criminosa, cujo objetivo fosse apropriação de dinheiro público", ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes recomendando o arquivamento do inquérito policial que investigava a possível participação da Roseana Sarney em desvios de recursos públicos quando era governadora do Maranhão no Caso Lunus. O Ministério Público considerou que não havia provas de que ela teria, direta ou indiretamente, desviado os recursos públicos liberados no projeto Usimar e que não havia qualquer prova do vínculo de tais recursos com os R$ 1,3 milhão apreendidos na sede da empresa Lunus, de propriedade de Roseana Sarney.
Em 1º de agosto do mesmo ano, o ministro do STF, Gilmar Mendes determinou o arquivamento de petição contra a senadora acusada por crimes por meio do projeto empresa Usimar Componentes Automotivos (Usimar), por formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e peculato, que envolviam o marido Jorge Murad e o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA), sob a afirmação de falta de elementos na denúncia do Ministério Público Federal. Em 4 de agosto, o STF determinou o arquivamento contra as acusações.
A senadora sempre alegou que a denúncia era política e decidiu mover ação de indenização por danos morais contra a União em 7 de agosto, alegando que o Ministério Público Federal a acusou indevidamente de envolvimento em desvio de verbas da extinta SUDAM, prejudicando sua pré-candidatura à Presidência da República, no ano anterior.
Rompimento com o sucessor Depois que José Reinaldo Tavares rompeu com o grupo Sarney em maio de 2004, Roseana foi acusada de usar meios de comunicações da TV Mirante e o jornal O Estado do Maranhão, para atacar o ex-aliado, usando métodos parecidos com a Família Magalhães na Bahia contra prefeitos e vereadores da oposição à oligarquia baiana.
Primeira derrota eleitoral Em 2006, foi candidata pela terceira vez ao governo do Maranhão, mas perdeu para Jackson Lago. A eleição, ocorrida no dia 29 de outubro daquele ano, foi uma das mais acirradas da história política maranhense, e resultou na vitória de Lago por uma diferença pouco maior do que 97 mil votos (diferença de 3,6 pontos percentuais), foi a primeira derrota de Roseana Sarney para o cargo, desta vez como Governadora.
Processo de expulsão do PFL e filiação ao PMDB Após a derrota, Roseana foi expulsa do PFL em novembro por fazer, durante as eleições presidenciais de 2006, campanha para o então candidato Lula, que foi reeleito, tendo inclusive participado, em 29 de setembro, de comício com Lula na cidade de Timon.
Filiou-se ao PMDB, tornando-se uma das líderes do governo Lula no Congresso, de 1 de fevereiro de 2007 a 17 de abril de 2009. Após a cassação do governador Jackson Lago, assumiu o Governo do Estado e foi substituída no Congresso por Mauro Fecury.
Patrimônio declarado ao TSE Em julho de 2010, Roseana Sarney declarou ao TSE ter um patrimônio pessoal de R$ 7,84 milhões.
Movimento "Fora Roseana Sarney" Na última semana de agosto de 2010, ganhou força na internet um movimento intitulado "Fora Roseana Sarney". O movimento #ForaRoseanaSarney foi semelhante ao #forasarney, que ocorreu em 2009, quando José Sarney era acusado em denúncias de corrupção.
A campanha, que foi iniciada com a hashtag #ForaRoseanaSarney no Twitter, rendeu até jingle próprio, postado no YouTube. Cerca de 12 mil pessoas reproduziram a hashtag na rede de microblogs, incluindo o apresentador de televisão Marcelo Tas, que já havia gravado vídeo contra a reeleição da governadora. A hashtag chegaria ao terceiro lugar no ranking nacional de tópicos mais comentados.
A propaganda eleitoral de Roseana Sarney na televisão tratou o movimento como se fosse uma campanha negativa de usuários de outros estados contra o Maranhão. Em seu programa eleitoral, Dino criticou a reação da campanha de Roseana, dizendo que "culpar os internautas pela má imagem do estado é esconder a realidade".
Em 21 de setembro, cerca de cinco mil estudantes ligados ao Movimento participaram de passeata, que foi da Praça da Bíblia até o Palácio dos Leões, contra a candidatura de Roseana Sarney. Parte do protesto foi transmitido ao vivo via Twitter.
Rompimento com o PT e Impeachment de Dilma Com a reunião do PMDB para tratar do assunto com a continuidade ou não da aliança com o PT e o governo Dilma Rousseff, Roseana participa ativamente do processo e declara apoio às decisões de seu partido, entre as quais são o rompimento com o PT, com a presidente Dilma e com o apoio ao Processo de impeachment de Dilma Rousseff. Apesar de o PT do Maranhão ter se coligado na chapa do candidato apoiado por Roseana, muitos filiados fizeram campanha para seu adversário que acabou eleito no primeiro turno. O diretório estadual do PT no Maranhão declarou compor a base do governo do adversário de Roseana. Visando as eleições de 2018, o PT sinalizou pelo apoio à reeleição de Flávio Dino, mesmo com a pré-candidatura de Roseana.
Candidatura ao governo do Maranhão em 2018 Roseana anunciou pré-candidatura ao governo do Maranhão com o apoio de seu grupo politico do PMDB. Durante o período de pré-campanha, o nome de Roseana chegou a ser cotada para ser vice na chapa presidencial de Henrique Meirelles (MDB).
A disputa contou com alguns nomes anunciados como pré-candidatos: Flávio Dino (governador eleito em 2014 pelo PCdoB), Maura Jorge (ex-prefeita de Lago da Pedra, PSL), Roberto Rocha (senador pelo PSDB) e Ricardo Murad (ex-secretário de saúde, PRP), este último renunciou à pré-candidatura e anunciou apoio a Roseana.
Uma vez candidata, obteve 30,07% dos votos válidos ( votos) e acabou derrotada já no primeiro turno pelo governador e candidato à reeleição Flávio Dino do PCdoB, o qual foi reeleito naquela oportunidade com votos (59,29%). No segundo turno, declarou apoio à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República.
Controvérsias
Meio de comunicações