thumb|right|250px|Rave em Belo Horizonte thumb|right|250px|Rave em Juiz de Fora Rave é um evento festivo dançante de longa duração (normalmente acima de 12 horas) dominada por música eletrônica, que ocorre longe dos centros urbanos (sítios ou galpões), onde DJs e artistas plásticos, visuais e performáticos apresentam-se, interagindo com o público. O termo "rave" foi originalmente usado por caribenhos residentes na cidade inglesa de Londres em 1960 para denominar sua festa local. Existe uma outra vertente que considera R.A.V.E como um acrônimo de Rock And Voice Eletronic.
Em meados da década de 1980, o termo começou a ser usado para descrever uma subcultura que cresceu do movimento "acid house" de Chicago e evoluiu no Reino Unido. Hoje em dia existe outra denominação que caracteriza um tipo de rave de pequeno porte, conhecida como PVT sigla de "private" (em português "festa privada"), na qual a maioria das pessoas que comparecem são convidados e convidados dos convidados, sendo realizados também em sítios, chácaras ou outros lugares ao ar livre.
Sub-Estilos da música eletrônica comumente tocados em Raves: House, Electro, Techno, Minimal, Psy Trance, Drum 'n' Bass, dark
Há também as festas denominadas Indoor, que designam um significado para as raves que acontecem em lugares fechados, o oposto das Open Air que do termo em inglês significa ao ar livre. As musicas executadas pelos DJ's das festas indoors, preferencialmente, são as vertentes do house (o tech house, progressive house, deep house e o electro house), segmentando também às vertentes do Trance (psy trance, progressive trance, full on morning, full on groove, e outras), para as festas Open Air (ao ar livre).
No Brasil, o estado onde mais acontece raves é em Minas Gerais . Atualmente, no Brasil, festas que não possuem características de "rave" são assim denominadas de forma equivocada, aumentando o preconceito. Trata-se de grandes festivais profissionalmente organizados por grandes produtoras de eventos que trazem atrações e artistas internacionais de peso. Embora exista grande preconceito e desconhecimento por grande parte da população, festas assim possuem um público fiel e constantemente frequentador, exigindo sempre mais respeito ao cenário eletrônico, demonstrando à sociedade que as raves são eventos e manifestações artístico-culturais como qualquer outro.
História Origem e etimologia
No final da década de 1950, em Londres, Inglaterra, o termo "rave" era usado para descrever as "festas boêmias selvagens" do grupo beatnik do Soho. O músico de jazz Mick Mulligan, conhecido por se entregar a tais excessos, tinha o apelido de "rei dos ravers". Em 1958, Buddy Holly gravou o sucesso "Rave On", citando a loucura e o frenesi de um sentimento e o desejo de que ele nunca terminasse. A palavra "rave" foi posteriormente usada na crescente cultura jovem mod do início da década de 1960 como forma de descrever qualquer festa selvagem em geral. Pessoas que eram extrovertidas e festeiras eram descritas como "ravers". Músicos pop como Steve Marriott, do Small Faces, e Keith Moon, do The Who, se autodenominavam "ravers". Em 1965, o Grateful Dead serviu como banda de apoio para os Acid Tests de São Francisco, que eram festas com LSD organizadas por Ken Kesey. Posteriormente, o artista visual Andy Warhol organizou o Exploding Plastic Inevitable em Nova Iorque, um evento multimídia com apresentações do The Velvet Underground e Nico, caracterizado por luzes piscantes, música alta, dança e uso intenso de drogas. Durante a era psicodélica, os happenings tornaram-se uma característica comum da contracultura. Isso culminou posteriormente no enorme fenômeno social conhecido como Verão do Amor. A expressão "Verão do Amor" foi usada novamente durante o advento da cultura rave na década de 1980, referindo-se ao "Segundo Verão do Amor".
Antecipando a subsequente associação da palavra com a música eletrônica na década de 1980, o termo "rave" era comumente usado para descrever a música de bandas de garage rock e psicodelia de meados da década de 1960 (principalmente os The Yardbirds, que lançaram um álbum nos Estados Unidos chamado Having a Rave Up). Além de ser um termo alternativo para festas em eventos de garagem em geral, o "rave-up" se referia a um momento específico de crescendo perto do final de uma música, onde a música era tocada mais rápido, mais pesada e com solos intensos ou elementos de feedback controlado. Mais tarde, fez parte do título de um evento de música eletrônica realizado em 28 de janeiro de 1967 no Roundhouse de Londres, intitulado "Million Volt Light and Sound Rave". O evento apresentou a única exibição pública conhecida de uma colagem sonora experimental criada para a ocasião por Paul McCartney dos Beatles – a lendária gravação "Carnival of Light".
Com a rápida mudança da cultura pop britânica, da era mod de 1963-1966 para a era hippie de 1967 em diante, o termo caiu em desuso. O movimento northern soul é citado por muitos como um passo significativo para a criação da cultura club contemporânea e da cultura de DJs superstars dos anos 2000.Bill Brewster and Frank Broughton. Last Night a DJ Saved My Life, Chapter 4, "Northern Soul: The First Rave Culture", page 85 Assim como na cultura club contemporânea, os DJs de Northern Soul construíram um público fiel ao satisfazer o desejo do público por músicas que não conseguiam ouvir em nenhum outro lugar. Muitos argumentam que o Northern Soul foi fundamental na criação de uma rede de clubes, DJs, colecionadores e vendedores de discos no Reino Unido, e foi o primeiro movimento musical a fornecer às paradas britânicas discos que venderam exclusivamente graças à sua execução em clubes.
Uma técnica empregada pelos DJs de Northern Soul, em comum com seus contemporâneos posteriores, era a sequência de discos para criar altos e baixos eufóricos para o público; o DJ Laurence 'Larry' Proxton era conhecido por usar esse método. Personalidades do DJ e seus seguidores envolvidos no movimento original de Northern Soul tornaram-se figuras importantes nas cenas de house e dance music.Bill Brewster and Frank Broughton. Last Night a DJ Saved My Life, Chapter 4, "From Northern Soul to Nu-NRG", page 113 Durante os anos 1970 e início dos anos 1980, até seu ressurgimento, o termo não estava em voga, com uma exceção notável sendo a letra da música "Drive-In Saturday" de David Bowie (de seu álbum Aladdin Sane, de 1973), que inclui o verso "It's a crash course for the ravers". Seu uso naquela época teria sido percebido como um uso pitoresco ou irônico de gíria ultrapassada: parte do léxico datado dos anos 1960, juntamente com palavras como "groovy".
A percepção da palavra "rave" mudou novamente no final da década de 1980, quando o termo foi revivido e adotado por uma nova cultura jovem, possivelmente inspirada pelo uso do termo na Jamaica.
Acid house
Em meados e no final da década de 1980, uma onda de música psicodélica e outros gêneros de música eletrônica dançante, principalmente acid house, surgiu das festas de acid house na região de Chicago, nos Estados Unidos. Depois que artistas de Chicago começaram a obter sucesso internacional, o acid house se espalhou rapidamente e ganhou popularidade no Reino UnidoAltered State – The Story of Ecstasy Culture and Acid House, Matthew Collin (contributions by John Godfrey), Serpent's Tail, 1997 () em clubes, galpões e festas gratuitas, primeiro em Manchester em meados da década de 1980 e depois em Londres. No final da década de 1980, a palavra "rave" foi adotada para descrever a subcultura que surgiu do movimento acid house. As atividades estavam relacionadas à atmosfera festiva de Ibiza, uma ilha mediterrânea na Espanha, frequentada por jovens britânicos, italianos, gregos, irlandeses e alemães em férias, que realizavam raves e festas dançantes.
Expansão
Na década de 1990, gêneros como acid, breakbeat hardcore, hardcore, happy hardcore, gabber, drum and bass, pós-industrial e música eletrônica estavam sendo apresentados em raves, tanto grandes quanto pequenas. Havia eventos convencionais que atraíam milhares de pessoas (até 25.000, em vez das 4.000 que compareciam às antigas festas em galpões). As festas de acid house foram renomeadas como "festas rave" na mídia durante o verão de 1989 por Genesis P-Orridge em uma entrevista para a televisão; no entanto, a atmosfera da rave só se consolidou completamente no início da década de 1990. Em 1990, raves eram realizadas "underground" em diversas cidades, como Berlim, Milão e Patras, em porões, galpões e florestas.Timeline and numbers
Os políticos britânicos reagiram com hostilidade à crescente tendência das festas rave. Eles se manifestaram contra as raves e começaram a multar os promotores que realizavam festas não autorizadas. A repressão policial a essas festas, muitas vezes ilegais, levou a cena rave para o interior. A palavra "rave" acabou se popularizando no Reino Unido para descrever festas de fim de semana comuns e semiespontâneas que aconteciam em vários locais conectados pela recém-construída rodovia M25 Motorway, que circundava Londres e os condados vizinhos; foi isso que deu nome à banda Orbital. Esses locais variavam de antigos armazéns e áreas industriais em Londres a campos e clubes rurais no interior.
Características Música
A música rave pode se referir tanto aos gêneros do final dos anos 1980 e início dos anos 1990, como house, new beat, breakbeat, acid house, techno e hardcore techno, que foram os primeiros gêneros musicais a serem tocados em festas rave, quanto a qualquer outro gênero de música eletrônica de dança (EDM) que possa ser tocado em uma rave.
O gênero "rave", também conhecido como hardcore pelos primeiros ravers, surgiu inicialmente no movimento "acid" do Reino Unido no final da década de 1980 em festas em armazéns e outros locais underground, bem como em estações de rádio piratas do Reino Unido. Outro gênero chamado "rave" no início da década de 1990 foi a música techno hardcore belga que emergiu do new beat, quando o techno se tornou o estilo principal na cena EDM belga.
O gênero "rave" evoluiria para o hardcore oldschool, que levou a novas formas de música rave, como drum and bass, 2-step e happy hardcore, bem como outros gêneros de techno hardcore, como gabber e hardstyle.
A música rave geralmente é apresentada em sets de DJs, embora apresentações ao vivo não sejam incomuns.
Os estilos musicais incluem:
Breakbeat: A música breakbeat (ou breaks, abreviadamente) refere-se a qualquer forma de música rave com batidas quebradas, que pode variar do breakbeat hardcore ao nu skool breaks, incluindo gêneros como hardstep e breakcore que se cruzam com o som hardcore techno. Fusões de house e trance também existem, mas o drum 'n' bass ainda permanece a forma mais popular de breakbeat tocada em festas rave. Drum and bass: O drum and bass é um gênero musical com um som muito específico, composto por quatro notas marcantes chamadas breakbeat, que servem como linha de baixo para a música. É por isso que a maioria das músicas de drum and bass usa entre 170 e 176 BPM, sendo 174 BPM o mais frequente. O drum and bass inclui vários subgêneros, sendo os mais tocados em raves o liquid (conhecido por vocais harmoniosos, drops de graves menos agressivos e atmosfera emocional), o classic dancefloor (música de festa energética e geralmente positiva, que às vezes inclui remixes de drum and bass de músicas populares), o jump-up (uma batida menos complexa, que às vezes usa sons eletrônicos, amplificados para quem gosta de música mais pesada) e o neurofunk (um subgênero de drum and bass pesado e sombrio, quase de ficção científica, que raramente usa samples conhecidos ou melodias musicais tradicionais).