A Parábola do Grão de Mostarda é uma das menores Parábolas de Jesus. Ele aparece nos três evangelhos sinóticos do Novo Testamento. As diferenças entre , e Lucas 17: 5-6, são pequenas e as três parábolas podem ser derivadas da mesma fonte.

Uma versão da parábola também ocorre no apócrifo Evangelho de Tomé. Evangelho de Tomé: Lamb translation e Patterson/Meyer translation em inglês (30/05/2011).

Narrativa bíblica Em Mateus:

Em Marcos:

Em Lucas:

Evangelho de Tomé No Evangelho de Tomé, a narrativa é:

Interpretação A planta aqui referida é geralmente considerada como mostarda-preta, uma grande planta anual de até 1,2 metros de altura, mas que cresce, proverbialmente, de uma pequena semente (esta pequenez é também usada para se referir à fé (; ). De acordo com fontes rabínicas, os judeus não cultivavam a planta em jardins e isso é consistente com a descrição de Mateus, que diz que cresce em um campo. Lucas escreve a parábola com a planta em um jardim em vez de um campo; presume-se que a história foi reformulada para um público fora da Palestina I. Howard Marshall, O Evangelho de Lucas: Um comentário do texto grego, Eerdmans, 1978, ISBN 0-8028-3512-0, pp. 561. em inglês (30/05/2011)..

I. Howard Marshall escreveu que a parábola "sugere que o crescimento do reino de Deus a partir de um minúsculo começo até o tamanho do mundo inteiro". A Parábola do Fermento (que nos Evangelhos de Mateus e Lucas é a próxima) compartilham o tema de grande crescimento a partir de pequenos começos. Tal como acontece com na Parábola do Semeador, que em Mateus e Marcos ocorre antes, no mesmo capítulo, o homem semeando representa JesusJohn Nolland, O Evangelho de Mateus: um comentario do texto grego, Eerdmans, 2005, ISBN 0-8028-2389-0, p. 551. em inglês (30/05/2011) e as plantas são o Reino de Deus.

A nidificação de aves pode se referir a textos do Antigo Testamento que enfatizam o alcance universal do império de DeusJoel B. Green, The Gospel of Luke, Eerdmans, 1997, ISBN 0-8028-2315-7, p. 526. em inglês (30/05/2011), como em . No entanto,é pouco provável que uma planta da mostarda atraia pássaros nidificando, de modo que "Jesus parece deliberadamente enfatizar a noção de surpreendente extravagância em sua analogia". Outros escritores têm sugerido que os pássaros representam os gentios que procuram refúgio em IsraelRichard N. Longenecker, The Challenge of Jesus' Parables, Eerdmans, 2000, ISBN 0-8028-4638-6, p. 141. em inglês (30/05/2011)Michael F. Bird, Jesus and the Origins of the Gentile Mission, Continuum, 2006, ISBN 0-567-04473-4, pp. 73–77. ou "pecadores" e os cobradores de impostos com os quais Jesus foi criticado por ter se associadoBen Witherington, [http://books.google.com/books?id=QzNgJ_9fOAwC&pg=PA171 Evangelho de Marcos, Eerdmans, 2001, ISBN 0-8028-4503-7, pp. 171–172. em inglês (30/05/2011) .

Há um elemento "escandaloso e subversivo" nesta parábola, pois o crescimento rápido da mostarda faz dela uma "erva daninha" com "perigosas propriedades ocupacionais". Plínio, o Velho, em sua "História Natural" (publicada por volta de 78 d.C.) escreve que "mostarda... é extremamente benéfica para a saúde. Ela cresce inteiramente selvagem, embora possa ser aprimorada com o transplante: mas, por outro lado, uma vez que ela foi semeada, é raramente possível tornar o campo livre dela novamente, pois a semente, quando cai, germina imediatamente"Plínio, o Velho, História Natural, translated by Harris Rackham, Loeb, 1950, Book XIX, Chapter LIV..

Ben Witherington escreve que Jesus poderia ter escolhido uma árvore verdadeira para a parábola (e não um arbusto), e que a planta da mostarda demonstra que "Embora o domínio tenha parecido pequeno como uma semente durante o ministério de Jesus, ele iria inexoravelmente crescer até se tornar algo grande e firmemente enraizado, onde alguns encontrariam abrigo e outros achariam detestável e tentariam erradicar".

A Bíblia de Jerusalém comenta essa Parábola por meio de um nota de rodapéTrata-se de nota de rodapé que também comenta a Parábola do Fermento () A Bíblia de Jerusalém também destaca que: Jesus a faz outra referência ao grão de mostarda em ; no Antigo Testamento podem ser encontradas referências a uma grande árvore na qual "em seus galhos se aninhavam as aves do céu" em , e . a que afirma que: "Como o grão de mostarda e o fermento, o Reino tem começo modesto, mas grande e repentino desenvolvimento."

A Edição Pastoral da Bíblia comenta a passagem por meio de um nota de rodapéCapítulo 4 do Evangelho segundo Marcos , acesso em 16 de junho de 2013. a , que afirma que: "Diante das estruturas e ações deste mundo, a atividade de Jesus e daqueles que o seguem parece impotente, e mesmo ridícula. Mas ela crescerá, até atingir o mundo inteiro."

A Bíblia do Peregrino comenta essa Parábola por meio de nota de rodapé a , e Trata-se de nota de rodapé que também comenta a Parábola do Fermento () nas quais observa que: trata-se de outra Parábola, encontrada no Capítulo 13 do Evangelho segundo Mateus que se utiliza de imagem vegetal; a Parábola sublinha a desproporção entre o tamanho de uma semente e a planta que resulta dessa diminuta semente; trata-se de Parábola que tem como objeto o "dinamismo da mensagem evangélica"; a referências aos pássaros que fazem ninhos em seus ramos sugerem a entrada de muitos povos no Reino, pois essa árvore acolhedora seria uma imagem do Reino de Deus; quando considerada em conjunto com a Parábola do Fermento, observam-se duas parábolas concisas (comparações simples, sem armação narrativa) que contém uma mensagem de paciência e esperança por meio da ilustração do dinamismo do Reinado de Deus e do anúncio da boa notícia, em um contexto no qual: a primeira contém uma alusão hiperbólica ao cedro magnífico referido em .

A Tradução Ecumênica da Bíblia comenta essa Parábola por de nota de rodapéTambém destaca que Jesus a faz outra referência ao grão de mostarda em e em . a e nas quais observa que: a força da parábola está no contraste entre a pequenez da semente e o esplendor dos resultados, que sugerem a força irresistível (expansão incoercível) do Reino de Deus, cujo poder transformador age secretamente por intermédio das ações e dos ensinamentos de Jesus; trata-se de parábola inspirada em (ramo cortado que se torna o cedro magnífico), que contém uma mensagem de fé: os modestos gestos de Jesus trarão grandes resultadosA Tradução Ecumênica da Bíblia também destaca que Ezequiel também se refere ao cedro magnífico em ; há um exagero ao dizer que a semente de mostarda é a menor de todas as sementes; embora a mostardeira seja uma hortaliça que pode atingir um certo tamanho, dizer que ela se torna uma árvore é uma hiperbóle; a referência aos pássaros é a referência de que outros povos encontrarão abrigo no Reino de DeusA Tradução Ecumênica da Bíblia destaca que na versão apresentada no Evangelho segundo Mateus, a referência a vinda dos pássaros é precedida pela expressão "de sorte".; é, em conjunto com a Parábola do Fermento, uma das únicas parábolas relacionadas explicitamente no Evangelho segundo Lucas com o Reino de Deus.

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