Ana Arruda Callado (Recife, 19 de maio de 1937) é uma jornalista, escritora e educadora brasileira. Foi a primeira mulher a chefiar a redação de um jornal no Brasil.
É Conselheira da Associação Brasileira de Imprensa e membro do PEN Clube do Brasil. Entre seus livros, além de traduções e artigos, destacam-se as biografias de mulheres, como Darcy Vargas e Maria Martins.
Biografia Formou-se em Jornalismo pela Faculdade Nacional de Filosofia, em 1957. Depois de estagiar na Tribuna da Imprensa, iniciou a carreira profissional como repórter do Jornal do Brasil. Em 1958, ganhou o Prêmio Herbert Moses pela série de reportagens: Reforma Agrária: Todo Mundo Fala, mas Ninguém Faz.
Ainda pelo Jornal do Brasil, publicou outra série especial, desta vez sobre crianças de rua, pela qual recebeu a Menção Honrosa do Prêmio Esso, em 1959.
Em 1962, trocou o Jornal do Brasil pela Tribuna da Imprensa. Em 1966, quebrou um tabu no jornalismo brasileiro, assumindo o cargo de chefe de reportagem do Diário Carioca. Nunca antes uma mulher havia comandado uma equipe de repórteres no Brasil.
Fez parte da equipe que criou o jornal alternativo O Sol, que foi lançado em setembro de 1967 como suplemento do Jornal dos Sports mas passou a circular de forma independente dois meses depois. Trabalhou também na Revista Senhor e nos programas Jornal de Vanguarda e Squire, da TV Rio.
Nos anos 70 começou a dar aulas de Jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pela qual obteve o título de Doutora em Comunicação Social. Lecionou também na Universidade Federal Fluminense (UFF) e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Se casou em 1977 com o escritor Antônio Calado, que dedicou a ela seu romance Reflexos do Baile.As paixões de Ana Arruda Callado Revista Cultura RJ, 2 de janeiro de 2010
Na década de 90, foi coordenadora editorial da revista Estudos Feministas, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Também na área acadêmica, assumiu cargos como a Diretoria-Adjunta de Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ (ECO) e participou de Comissões que orientaram a prova do Exame Nacional de Cursos de Jornalismo, realizado pelo Ministério da Educação.
É autora das biografias Dona Maria José (1995), sobre Maria José Barboza Lima; Jenny, Amazona, Valquíria e Vitória-Régia (1996), sobre a escritora Jenny Pimentel de Borba; Adalgisa Nery (2004); Maria Martins, Uma Biografia (2004) sobre Maria Martins e Darcy, a Outra Face de Vargas, sobre Darcy Vargas.Submarino Escreveu também o romance policial Elas São de Morte.Livraria da Travessa
Em 2011, escreveu o roteiro de Pedro Mico, adaptação para história em quadrinhos do romance homônimo de Antônio Calado. o álbum foi desenhado por Ney Megale e publicado pela editora Nova Fronteira.Pedro Mico, de Antônio Callado, é adaptado para os quadrinhos . Universo HQ, 7 de julho de 2011
Obras O Brasil e os Estados Unidos: Além dos Estereótipos (1983?); Os Editoriais da Abolição: Um Momento-Chave para a Linguagem Jornalística no Brasil (1989); Dona Maria José: Retrato de uma Cidadã Brasileira (1995); Jenny - Amazona, Valquíria e Vitória-régia (1996) Adalgisa Nery: Muito Amada e Muito Só (1999); Uma História, Muitas Vidas. Biografia (1999); Uma Aula de Matar (2003); Maria Martins, Uma Biografia (2004); Lygia, a Recordista: um Esboço Biográfico (2009); Darcy: a Outra Face de Vargas (2011); Pedro Mico: Em Quadrinhos (2011); Berta Ribeiro – Aos Índios, Com Amor (2016); Meninos, Cansei (2021); Maria Yedda - Formadora de gente (2022);
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