Arnaldo Babaribô (Bahia – São João de Meriti/RJ, 1959), nome religioso de Arnaldo de Souza, foi um adifá igbomina malê da religiosidade afro-brasileira, pertencente ao Axé Igbomina Malê.

Vida religiosa Na Bahia, Arnaldo de Souza foi iniciado por seu primo-irmão Procópio Xavier de Souza para Oxalá Ibô (Obatalá). De seu sacerdote (aboré) recebeu o orucó Babaribô Faromí.Babaribô pertencia ao ramo religioso africano de Marcolina da Cidade da Palha, sua avó de santo.

Segundo relatos de tradição oral, Arnaldo Babaribô foi iniciado religiosamente por Procópio d’Ogum no candomblé dirigido por Manoel do Ogum, popularmente conhecido como Manoel da Caixa d’Água, em Salvador, Bahia. Manoel do Ogum era filho de santo de Procópio, e a iniciação de Babaribô ocorreu dessa forma por ele ter sido o primeiro neófito da casa de Manoel da Caixa d’Água, obedecendo a um princípio tradicional do candomblé segundo o qual o primeiro noviço de um sacerdote deve ser iniciado por quem o iniciou.PENNA. 2007, p 17.

Na época em que deixou a Bahia, as casas de culto aos orixás enfrentavam forte perseguição. Desempregado, Arnaldo transferiu-se para o Rio de Janeiro em busca de trabalho e melhores condições de vida, acompanhado de Maria Sabina dos Santos (Sabina de Omolu), que mais tarde o auxiliaria como ojubonã (mãe-criadeira) na iniciação de diversos noviços.

No início do século XX, estabeleceu-se na região da Pedra do Sal. Foi recebido por Theóphilo Marcelino Pereira, conhecido como o fiel do cais do porto, ogã do Ilê Ogunjá e marido de Davina Maria Pereira. Como costumava auxiliar baianos recém-chegados, Theóphilo levou Arnaldo para trabalhar no cais do porto.

Algum tempo depois, Arnaldo Babaribô mudou-se para o Estácio, no Morro de São Carlos, onde fundou um templo dedicado a Obatalá (Ilê Oxalufã), iniciando ali seus primeiros noviços. Posteriormente transferiu-se para a Praça Onze e, por fim, estabeleceu-se de maneira definitiva na Rua Maria Lucinda, 200, Vila Tiradentes, São João de Meriti, onde deu continuidade ao Ilê Oxalufã. Em São João de Meriti, apesar de seu temperamento reservado, iniciou religiosamente apenas dezesseis noviços.

Babaribô, assim como seu sacerdote e sua linhagem religiosa africana, não era filiado a nenhum axé fundado na Bahia. Segundo a tradição de seus mais velhos, preservava ensinamentos de origem étnica africana transmitidos por sua linhagem.

O adifá igbomina malê Arnaldo Babaribô Faromí, sacerdote pertencente ao Axé Igbomina Malê, faleceu em 1959PENNA. 2008, p. 18.PENNA. 2001, p. 18.

Bibliografia PENNA, Antonio dos Santos. Èjì Ogbè Áwon Àmúlù - Èjìonile e suas combinações. Rio de Janeiro: A. Santos Penna, 2003. PENNA, Antonio dos Santos. Èjì Ologbon e suas combinações - Òyèkú Àwon Àmúlù. Rio de Janeiro: A. Santos Penna, 2007. PENNA, Antonio dos Santos. Mérìndilogun Kawrí - Os Dezesseis Búzios. Rio de Janeiro: A. Santos Penna, 2001. PENNA, Antonio dos Santos. Mérìndilogun Kawrí - Os Dezesseis Búzios. Rio de Janeiro: A. Santos Penna, 2008. PENNA, Fábio Rodrigo. Um confraria dos igbominas no Brasil. Rio de Janeiro. F. R. Penna, 2011. 'Base textual desse artigo. ' Categoria:Sacerdotes de religiões afro-brasileiras Categoria:Naturais da Bahia