A Parábola do Banquete de Casamento (ou Parábola do Grande Banquete ou Parábola da Festa de Casamento ou Parábola do Casamento do Filho do Rei) é uma parábola de Jesus encontrada em e . Uma variante também aparece no apócrifo Evangelho de Tomé (64)Gospel of Thomas: Lamb translation andPatterson/Meyer translation..
Narrativa bíblica Segundo o Evangelho de Mateus:
Segundo o Evangelho de Lucas:
Interpretação
A imagem escatológica de um casamento também ocorre na Parábola do Servo Fiel e na Parábola das Dez Virgens. Aqui ela inclui a extensão do convite original (aos judeus) para incluir também os gentiosRobert H. Stein, An Introduction to the Parables of Jesus, Westminster John Knox Press, 1981, ISBN 0664243908, pp. 82-91.. No entanto, o convite não é o suficiente e os convidados devem mostrar-se dignos dele (daí a exclusão do homem sem roupa de casamento). Em Lucas, o convite é estendido em particular para os "pobres, os aleijados, os cegos e os coxos", evidenciando preocupação explícita com os "pobres e marginalizados".
A parábola faz referência aos religiosos que já não têm tempo para Deus; eles são representados pelas pessoas que aceitaram o convite, mas quando a comida já está à mesa, afirmam que estão ocupados demais para aparecerR. T. France,The Gospel According to Matthew: An introduction and commentary, Eerdmans, 1985,ISBN 0802800637, pp. 312-313..
Em Mateus, a parábola ocorre imediatamente depois da Parábola dos Lavradores Maus, a qual está vinculadaBernard Brandon Scott,Hear Then the Parable: A commentary on the parables of Jesus, Fortress Press, 1989, ISBN 0800624815, pp. 161-168.. Esta ligação ajuda a explicar o tratamento dado ao homem sem roupa de casamento.
Santo Agostinho sugeriu que as roupas do casamento nesta parábola foram fornecidos pelo anfitrião, mas é improvável que seja essa a implicação pretendida. Ele também interpretou a peça de roupa como um símbolo da caridadeAgostinho de Hipona,Sermon 45 on the New Testament., uma interpretação que não foi amplamente aceita nem mesmo em sua épocaDavid Paul Parris, Reception Theory and Biblical Hermeneutics, Pickwick Publications, 2008, ISBN 1556356536, p. 250.. Martinho Lutero sugeriu que a peça representaria o próprio CristoJohn Nicholas Lenker,The Precious and Sacred Writings of Martin Luther, 1905 (reprinted by BiblioLife, 2009, ISBN 1115363646, p. 234).. João Calvino aludiu a outras interpretações ao comentar:
Evangelho de Tomé No Evangelho de Tomé, a parábola "torna-se uma exortação contra os assuntos de negócios e uma vida de ganho":
Ver também Harmonia evangélica
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