Amália Isabel e Hanau-Münzenberg (29 de janeiro de 1602 – 8 de agosto de 1651) foi uma condessa-consorte de Hesse-Cassel.
Família Amália foi a quarta filha do conde Filipe Luís II de Hanau-Münzenberg e da condessa Catarina Bélgica de Nassau. Os seus avós paternos eram o conde Filipe Luís I de Hanau-Münzenberg e a condessa Madalena de Waldeck. Os seus avós maternos eram o príncipe Guilherme de Orange e a princesa Carlota de Bourbon.The Peerage
Biografia thumb|esquerda|200px|A condessa Amália Isabel na sua velhice. Em 1619, Amália casou-se com o futuro conde Guilherme V de Hesse-Cassel. Os conflitos do seu marido durante a Guerra dos Trinta Anos obrigaram a família a exilar-se fora de Kassel. Após a morte de Guilherme em 1637 e da derrota de Hesse-Cassel na guerra, Amália regressou a Kassel com os seus filhos. O seu filho mais velho, Guilherme VI foi nomeado o novo conde, mas por ser menor de idade foi Amália quem se encarregou dos assuntos de estado.
Amália manteve a política de colaboração com a França e a Suécia que o seu falecido marido tinha levado a cabo. Recusou-se a reconhecer os acordos de 1627 que estipulavam que o território do extinto estado de Hesse-Marburgo deveriam passar, na sua totalidade, para Hesse-Darmstadt, tendo ordenado que as hostilidades contra o mesmo se iniciassem a 6 de março de 1645, quando o exército de Hesse-Cassel invadiu o norte de Hesse-Marburgo num conflito armado que duraria até 1648 e que ficou conhecido como a Guerra Hessiana, um mini-conflito que fez parte da Guerra dos Trinta Anos. O exército de Amália conseguiu vencer o do conde Jorge II de Hesse-Darmstadt. Com a Paz de Vestfália, anularam-se os acordos de 1627 e Hesse-Cassel conseguiu manter a sua posição no norte de Hesse-Marburgo que incluía a cidade de Marburgo.
Amália recebeu um forte apoio económico do cardeal Richelieu para manter a sua força de vinte mil efectivos, o que não a impediu de continuar a lutar pelo reconhecimento do calvinismo ao mesmo nível do luteranismo e do catolicismo nos estados membros do Sacro Império Romano-Germânico.
A 25 de setembro de 1650 entregou o governo ao seu filho, o conde Guilherme VI. Faleceu a 8 de agosto de 1651 em Kassel e foi enterrada na Igreja de São Martim nessa cidade.
Descendência Inês de Hesse-Cassel (24 de Novembro de 1620 - 20 de Agosto de 1626), morreu aos cinco anos de idade. Maurício de Hesse-Cassel (nascido e morto a 24 de Setembro de 1621) Isabel de Hesse-Cassel (21 de Outubro de 1623 - 13 de Janeiro de 1624), morreu aos dois meses de idade. Guilherme de Hesse-Cassel (31 de Janeiro de 1625 - 11 de Julho de 1626), morreu aos quatro meses de idade. Emília de Hesse-Cassel (11 de Fevereiro de 1626 - 15 de Fevereiro de 1693), casada com o duque Henrique Carlos de La Trémoille; com descendência. Carlota de Hesse-Cassel (20 de Novembro de 1627 - 16 de Março de 1686), casada com o eleitor Carlos I Luís do Palatinado; com descendência. Guilherme VI de Hesse-Cassel (23 de Maio de 1629 - 16 de Julho de 1663), casado com Edviges Sofia de Brandemburgo; com descendência. Filipe de Hesse-Cassel (16 de Junho de 1630 - 17 de Agosto de 1638), morreu aos oito anos de idade. Adolfo de Hesse-Cassel (17 de Dezembro de 1631 - 17 de Março de 1632), morreu aos três meses de idade. Carlos de Hesse-Cassel (18 de Junho de 1633 ou 19 de Junho de 1633 - 9 de Março de 1635), morreu com um ano de idade. Isabel de Hesse-Cassel (23 de Junho de 1634 - 22 de Março de 1688), morreu aos três anos de idade. Luísa de Hesse-Cassel (5 de Novembro de 1636 - 6 de Janeiro de 1638), morreu aos catorze meses de idade.
Genealogia +Os antepassados de Amália Isabel de Hanau-Münzenberg em três gerações Amália Isabel de Hanau-Münzenberg Pai:Filipe Luís II de Hanau-Münzenberg Avô paterno: Filipe Luís I de Hanau-Münzenberg Bisavô paterno: Filipe III de Hanau-Münzenberg Bisavó paterna: Helena de Simmern Avó paterna:Madalena de Waldeck Bisavô paterno:Filipe IV de Waldeck Bisavó paterna:Jutta de Isenburg Mãe:Catarina Bélgica de Nassau Avô materno: Guilherme I, Príncipe de Orange Bisavô materno:Guilherme I de Nassau-Dillenburg Bisavó materna: Juliana de Stolberg Avó materna: Carlota de Bourbon Bisavô materno: Luís, Duque de Montpensier Bisavó materna:Jaqueline de Longwy
Bibliografia
Ilse Bechert: Die Außenpolitik der Landgräfin Amalia Elisabeth von Hessen-Kassel – Oktober 1637 bis März 1642. Unveröffentlichte Dissertation, Marburg 1946 (Manuskript im Hessischen Staatsarchiv Marburg: VIIIB Ilse Bechert) Karl Bernhardi: Amalie Elisabeth. In: Allgemeine Deutsche Biographie (ADB). Band 1, Duncker & Humblot, Leipzig 1875, S. 383–385. Erwin Betthäuser (Hrsg.): Familienbriefe der Landgräfin Amalie Elisabeth von Hessen-Kassel und ihrer Kinder, Marburg 1994. Erwin Betthäuser: Die Landgrafschaft Hessen-Kassel auf dem Westfälischen Friedenskongress 1644-1648. Diss. Mainz 1983. O. Brandt: Amalia Elisabeth, Landgräfin zu Hessen, geborene Gräfin zu Hanau. In: Hessenland 1896, S. 170, 186, 202, 215, 228, 243, 256 Simone Buckreus: Die Körper einer Regentin. Amalia Elisabeth von Hessen-Kassel (1602-1651) = Paderborner Historische Forschungen 16. Paderborn 2008. Reinhard Dietrich: Die Landesverfassung in dem Hanauischen (Hanauer Geschichtsblätter 34), Hanau 1996. ISBN 3-9801933-6-5 Karl Wilhelm Justi: Amalie Elisabeth, Landgräfin von Hessen-Kassel, Heyer, Gießen 1812 (Digitalisat) Margaret Lemberg: Im Strudel der böhmischen Ständekatastrophe. Das unvollendete Verlöbnis des Albrecht Johann Smiřický mit Amalie Elisabeth von Hanau und der Kampf um das Erbe in: Bohemia. Zeitschrift für Geschichte und Kultur der böhmischen Länder 35 (1994), S. 1ff. Pauline Puppel: Die Regentin. Vormundschaftliche Herrschaft in Hessen 1500-1700, Campus, Frankfurt am Main 2004, ISBN 3-593-37480-3 Pauline Puppel: Die „Retterin Hessens“ oder „Schwester der Gorgo“? Landgräfin Amelie Elisabeth und die Hessische Ritterschaft. In: Hessisches Jahrbuch für Landesgeschichte 57 (2007), S. 99-125. Reinhard Suchier: Genealogie des Hanauer Grafenhauses in: Festschrift des Hanauer Geschichtsvereins zu seiner fünfzigjährigen Jubelfeier am 27. August 1894, Hanau 1894. Heide Wunder: „dan man wiess wohl wass ein hessischer Kopf ist“. Frauen in der Friedenspolitik. In: Klaus Garber u.a. (Hrsg.): Erfahrung und Deutung von Krieg und Frieden. München 2001, S. 495-506. Ernst J. Zimmermann: Hanau Stadt und Land, 3. Auflage, Hanau 1919, ND 1978.
Categoria:Condessas de Hesse-Cassel Categoria:Casa de Hanau Categoria:Mulheres do século XVII Categoria:Naturais de Hanau Categoria:Alemães do século XVII