alt=Global urbanization map|miniaturadaimagem|Mapa da urbanização mundial, mostrando a porcentagem de urbanização e os maiores centros populacionais em 2018, com base em estimativas da ONU miniaturadaimagem|O infográfico destaca a inserção da cidade no ecossistema, ressaltando a necessidade de compreensão e gestão cuidadosa para uma coexistência sustentável. Urbanização é o processo de disseminação do urbano. Refere-se à mudança da população das áreas rurais para as urbanas, à diminuição da proporção de pessoas que vivem nas áreas rurais e às formas como as sociedades se adaptam a essa mudança. É predominantemente um processo pelo qual vilas e cidades são formadas e se tornam maiores à medida que mais pessoas começam a viver e trabalhar nas áreas centrais.

Embora facilmente confundidos, urbanização não é sinônimo de crescimento urbano. Enquanto a urbanização se refere à proporção da população nacional total que vive em áreas classificadas como urbanas, o crescimento urbano se refere estritamente ao número absoluto de pessoas que vivem nessas áreas. Prevê-se que até 2050 cerca de 64% do mundo em desenvolvimento e 86% do mundo desenvolvido serão considerados urbanizados. Isso equivale a aproximadamente 3 bilhões de habitantes urbanos em 2050, muitos dos quais fixados na África e na Ásia. A Organização das Nações Unidas estima que quase todo o crescimento populacional mundial de 2017 a 2030 será em cidades, com cerca de 1,1 bilhão de novos habitantes urbanos.

A urbanização é um processo importante para uma série de áreas, incluindo planejamento urbano, geografia, sociologia, arquitetura, economia e saúde pública. Ela está intimamente ligada à modernização, industrialização e ao processo sociológico de racionalização. A urbanização pode ser vista como uma condição específica em um determinado momento ou como um aumento dessa condição ao longo do tempo. Portanto, a urbanização pode ser quantificada em termos do nível de desenvolvimento urbano em relação à população geral ou como a taxa na qual a proporção urbana da população está aumentando. A urbanização cria enormes mudanças sociais, econômicas e ambientais.

A urbanização não é apenas um fenômeno moderno, mas uma transformação rápida e histórica das redes sociais humanas em escala global, por meio da qual a cultura rural está sendo rapidamente substituída pela cultura urbana. A primeira grande mudança nos padrões de assentamento foi o acúmulo de caçadores-coletores nas aldeias, há muitos milhares de anos. A cultura rural é caracterizada por antepassados comuns, relações humanas de contato próximo e comportamento comunitário, enquanto a cultura urbana é caracterizada por antepassados distantes, relações humanas não familiares e comportamento competitivo. Prevê-se que o número de pessoas em ambientes urbanos continuará a crescer, elevando o tamanho das cidades a patamares impensáveis. Esse crescimento tem mantido a curva de crescimento da população urbana mundial em um padrão quadrático-hiperbólico.Introduction to Social Macrodynamics: Secular Cycles and Millennial Trends. Moscow: URSS, 2006; Korotayev A. The World System urbanization dynamics. History & Mathematics: Historical Dynamics and Development of Complex Societies. Edited by Peter Turchin, Leonid Grinin, Andrey Korotayev, and Victor C. de Munck. Moscow: KomKniga, 2006. The World System urbanization dynamics. History & Mathematics: Historical Dynamics and Development of Complex Societies. Edited by Peter Turchin, Leonid Grinin, Andrey Korotayev, and Victor C. de Munck. Moscow: KomKniga, 2006. . P. 44-62

História

Desde o desenvolvimento das primeiras cidades na civilização do Vale do Indo, na Mesopotâmia e no Egito até o século XVIII, a maioria da população esteve envolvida na agricultura de subsistência em um contexto rural e pequenos centros populacionais nas cidades, onde a atividade econômica consistia principalmente no comércio em mercados e na produção de manufaturas em pequena escala. Devido à relativa estabilidade das técnicas e das ferramentas agrícolas ao longo desse período, a proporção entre a população rural e a urbana permaneceu em um equilíbrio fixo. No entanto, um aumento significativo na porcentagem da população urbana mundial ocorreu pode ser rastreado no primeiro milênio AEC. Outro aumento visto como significativo foi o surgimento do Império Mugal, onde 15% de sua população vivia em centros urbanos durante os séculos XVI a XVII, mais do que na Europa da época.Abraham Eraly (2007), The Mughal World: Life in India's Last Golden Age, p. 5, Penguin Books Em termos de comparação, a porcentagem da população europeia que vivia em cidades era de 8–13% em 1800. A urbanização da população humana acelerou-se rapidamente a partir de meados do século XVIII.esquerda|miniaturadaimagem|Mapa que ilustra o início e a disseminação dos centros urbanos em todo o mundoCom o início das revoluções agrícola e industrial britânicas, no final do século XVIII, a estabilidade da população urbana e rural foi quebrada e um crescimento sem precedentes da população urbana ocorreu ao longo do século XIX, tanto por meio da migração contínua do campo para a cidade como devido à expansão demográfica que ocorreu naquela época. Na Inglaterra e no País de Gales, a proporção da população que vivia em cidades com mais de 20 mil habitantes saltou de 17% em 1801 para 54% em 1891. Além disso, e adotando uma definição ampla de urbanização, podemos dizer que enquanto a população urbana na Inglaterra e no País de Gales representava 72% do total populacional em 1891, o mesmo não era observado em outros países. Na França, por exemplo, a taxa era de 37%, na Prússia de 41% e nos Estados Unidos de 28%.

A urbanização se espalhou rapidamente pelo mundo ocidental e, desde a década de 1950, começou a se estabelecer também nos chamados países em desenvolvimento. Na virada do século XX, apenas 15% da população mundial vivia em cidades. Contudo, segundo a ONU, o ano de 2007 foi um momento decisivo, quando mais de 50% da população mundial vivia em cidades. Pela primeira vez na história da humanidade chegou-se a um patamar tão elevado.

Conceito de cidade A história da cidade pode ser considerada a história da humanidade. Sempre esteve presente nas obras dos grandes filósofos da Antiguidade. Segundo esses filósofos, qualquer desequilíbrio na estrutura das cidade poderia significar perigo para a unidade e organização da sociedade. Para Ratzel, um dos fundadores da geografia, ela representa uma forma de aglomeração durável. Utilizando-se o critério de Ratzel e incorporando o critério das atividades, podemos definir uma cidade da seguinte forma: é todo aglomerado permanente cujas atividades não se caracterizam como agrícolas. A grande concentração das atividades terciárias públicas e privadas do aglomerado e a forma contínua dos seus espaços edificados são atributos que permitem caracterizar melhor a cidade. De forma muito genérica, pode-se dizer que, nestas condições, a aglomeração é importante por ser organizada para o trabalho coletivo em atividades não agrícolas.

Como espaço edificado, representando uma massa composta de habitações, a cidade cria tipos de serviço que somente as formas de organização política são capazes de administrar. Disso, resulta, ser ela o centro da vida política da sociedade. Sua história confunde-se com a do Estado.

O termo "cidade" tem dois tipos de conceito atualmente: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é toda sede de município; segundo a Organização das Nações Unidas, é um aglomerado de pelo menos 10 mil habitantes.

Portanto, Cidade é todo aglomerado urbano envolvendo características sociais, econômicas e culturais em um mesmo ambiente. É importante frisar que a cidade é um local de tomada de decisões, é poder. É da cidade que vão sair as ordens que influenciarão todo o território municipal.

Efeitos econômicos À medida que as cidades crescem, pode ocorrer um aumento e uma mudança no custo de vida que muitas vezes inviabilizam a manutenção dos trabalhadores locais em suas antigas moradias. Por exemplo, Eric Hobsbawm afirmava que entre 1789 e 1848 o desenvolvimento urbano "foi um gigantesco processo de segregação de classes, que empurrou os novos trabalhadores pobres para grandes pântanos de miséria fora dos centros do governo, dos negócios e das áreas residenciais recém-especializadas da burguesia". Ele aponta também que foi nesse período que se desenvolveu a divisão espacial da cidade comum na Europa em que na extremidade oeste situa-se a parte nobre da cidade e na extremidade leste a parte pobre. A origem dessa separação talvez esteja ligada ao vento sudoeste predominante, que carregava fumaça de carvão e outros poluentes aerotransportados na direção do vento, tornando as bordas ocidentais das cidades preferíveis às orientais. miniaturadaimagem|Uma estação BTS lotada durante a hora do rush em Bangkok, Tailândia Problemas semelhantes afetam os países em desenvolvimento no século XX e XXI, aumentando a desigualdade social resultante da rápida urbanização. O desejo por um crescimento urbano rápido pode levar a um desenvolvimento urbano menos equitativo. Grupos de discussão, como o Overseas Development Institute, propuseram políticas que incentivam o crescimento urbano a partir da incorporação de mão-de-obra intensiva como forma de absorver o influxo de trabalhadores pouco qualificados e sem qualificação.Grant, Ursula (2008) Opportunity and exploitation in urban labour markets London: Overseas Development Institute O crescimento das favelas pode ser visto como derivado do aumento desse perfil de mão-de-obra. Atraídos pelas oportunidades econômicas, trabalhadores com pouca ou nenhuma qualificação migram do espaço rural para o urbano, mas em muitos casos não conseguem encontrar emprego e pagar por moradia nas cidades e precisam morar em favelas.

Os problemas urbanos, junto com o desenvolvimento da infraestrutura, alimentam as tendências de suburbanização nos países em desenvolvimento. Nesse contexto, a urbanização costuma ser vista como negativa, mas há pontos positivos na redução das despesas com transporte e deslocamento, que aumentam as oportunidades de emprego, educacionais, habitacionais e de locomoção.Using the Gall-Peters Projection it is estimated that come 2015 the worlds urban population is set to exceed 4 billion, most of this growth is expected in Africa and Asia and China to be 50% urbanized.

Em muitos países em desenvolvimento, o crescimento econômico normalmente não é regular e é baseado em um pequeno número de negócios. Para os jovens desses países, a falta de acesso a serviços financeiros e de assessoria empresarial, a dificuldade de obtenção de crédito para abrir um negócio e a falta de habilidades empreendedoras são barreiras para que tenham acesso a oportunidades nesses setores. O investimento em capital humano para que os jovens tenham acesso a uma educação de qualidade e infraestrutura que possibilite o acesso a instalações educacionais é fundamental para superar as barreiras econômicas.

Impacto ambiental