Orçamento base zero é uma abordagem para planejamento e orçamentação que inverte a lógica tradicional do processo de orçamentação. Na orçamentação tradicional é utilizada uma abordagem incremental, na qual os gestores de departamentos justificam apenas as variações em relação aos anos anteriores, baseados na suposição de que o baseline dos anos anteriores está implicitamente aprovado. Num orçamento base zero, por outro lado, cada item do orçamento precisa ser explicitamente aprovado, e não apenas as alterações em relação ao ano anterior. Durante o processo de revisão do orçamento, nenhuma referência é feita ao nível de despesas do ano anterior. O processo de orçamento base zero requer que a solicitação orçamentária seja revisada e avaliada completamente, a partir de uma "base zero". Este processo é independente do orçamento total ou de seus itens individuais aumentarem ou diminuírem em relação aos exercícios dos anos anteriores.

A expressão "orçamento base zero" é algumas vezes utilizada em finanças pessoais para descrever a prática de "orçamento de soma zero", ou seja, a prática de orçar previamente toda a renda recebida e diminuir alguma das despesas sempre que outra for aumentada.

Vantagens Permite uma alocação eficiente dos recursos, uma vez que a alocação é baseada nas necessidades e benefícios, e não no histórico; Compete aos gestores a busca de melhorias operacionais que tenham um melhor custo x benefício; Ajuda a detectar orçamentos inflacionados; É útil para empresas de serviços cujos outputs sejam difíceis de identificar; Aumenta a motivação do quadro de pessoal ao dar maior iniciativa e responsabilidade pela tomada de decisões; Aumenta a comunicação e coordenação dentro da organização; Identifica e elimina processos obsoletos ou que não agregam valor (desperdícios); Identifica oportunidades de terceirização; Encoraja os gestores a olhar criticamente para a forma como os serviços são prestados; Os centros de custo são obrigados a identificar sua missão e sua relação com os objetivos estratégicos da organização.

Desvantagens Consome muito mais tempo do que a orçamentação tradicional, de base incremental; Obriga a justificar cada item de despesa do orçamento, o que pode prejudicar departamentos de pesquisa e desenvolvimento enquanto departamentos de produção são beneficiados; Requer treinamento específico dos gestores, devido a maior complexidade face à orçamentação tradicional; Numa organização grande, a quantidade de informação necessária para suportar o processo de orçamentação base zero pode se tornar intratável; A honestidade dos gestores deve ser confiável e uniforme, pois um gestor propenso a exagerar pode distorcer os resultados do orçamento.

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