O OpenBSD é um sistema operacional livre da família UNIX, multiplataforma. Seu time de desenvolvedores enfatiza a portabilidade, padronização, correção e segurança. Ele suporta emulação binária da maioria dos binários de SRV4 (Solaris), FreeBSD, Linux, SunOS e HP-UX e funciona nas plataformas alpha, amd64, armish, hp300, hppa, i386, landisk, luna88k, mac68k, powerpc, mvme68k mvme88k, sgi, sparc, sparc64, vax e zaurus.

Os binários e fontes do OpenBSD permitem livre distribuição, segundo uma licença do tipo BSD. Isto inclui a permissão de reutilizar qualquer parte do código fonte do OpenBSD, tanto para uso pessoal quanto para propósitos comerciais. Não existe nenhuma outra restrição posterior àquelas implicadas pela licença original do OpenBSD. Ele pode ser livremente usado em ambientes doméstico, acadêmico, instituições governamentais, organizações sem fins lucrativos e organizações comerciais.

Características do OpenBSD Roda em muitos hardwares diferentes. Foi pensado por muitos profissionais em segurança para ser o sistema operacional mais seguro da família UNIX, sendo resultado de um ano e meio de trabalho de 10 membros e de um amplo estudo de códigos-fonte. É um sistema operacional completo da família UNIX. Integra uma tecnologia de ponta em segurança, adequado para a criação de firewalls e serviços de redes privados em um ambiente distribuído. Beneficia um forte encaminhamento de desenvolvimento em diversas áreas, oferecendo oportunidades de trabalho de diversas tecnologias para a comunidade internacional de programadores e usuários finais. Oferece a oportunidade de qualquer pessoa tecnicamente capacitada trabalhar no desenvolvimento e testes do produto.

Histórico de segurança O site do OpenBSD apresenta uma referência de destaque ao histórico de segurança do sistema. Até junho de 2002, ele exibia a frase:

Em junho de 2002, Mark Dowd, da Internet Security Systems, divulgou um erro no código do OpenSSH que implementava a autenticação desafio–resposta. Essa vulnerabilidade na instalação padrão do OpenBSD permitia que um invasor obtivesse acesso remoto à conta de root, o que era extremamente grave não apenas para o OpenBSD, mas também para o grande número de outros sistemas operacionais que utilizavam o OpenSSH naquela época. Esse problema exigiu que o slogan no site do OpenBSD fosse ajustado para:

A frase permaneceu inalterada com o passar do tempo, até 13 de março de 2007, quando Alfredo Ortega, da Core Security Technologies, divulgou uma vulnerabilidade remota relacionada à rede. A citação foi posteriormente alterada para:

Essa afirmação foi criticada porque a instalação padrão contém poucos serviços em execução, e muitos casos de uso exigem serviços adicionais. Além disso, como a árvore de ports contém software de terceiros não auditado, é fácil para os usuários comprometerem a segurança ao instalar ou configurar incorretamente pacotes. No entanto, o projeto afirma que o slogan é intencionado para se referir à instalação padrão e que, sob esse critério, está correto.

Uma das ideias fundamentais por trás do OpenBSD é a busca por sistemas simples, limpos e seguros por padrão. A instalação padrão é bastante mínima, o que, segundo o projeto, garante que os usuários iniciantes “não precisem se tornar especialistas em segurança da noite para o dia”, o que está de acordo com as práticas de código aberto e de auditoria de código, consideradas elementos importantes de um sistema de segurança. Serviços adicionais devem ser habilitados manualmente, para que os usuários pensem primeiro nas implicações de segurança.

Backdoor Em 15 de dezembro de 2010 o líder do projeto, Theo de Raadt, publicou um e-mail de Gregory Perry, antigo desenvolvedor, onde este afirmava que o FBI havia-lhe forçado a inserir um backdoor no código do IPSEC do sistema operacional. A veracidade do relato, até o momento, não foi confirmada.

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