Marco Cláudio Marcelo (m. ; ) foi um político da família dos Marcelos da gente Cláudia da República Romana eleito cônsul por três vezes, em 166, 155 e , com Caio Sulpício Galo, Públio Cornélio Cipião Násica Córculo e Lúcio Valério Flaco respectivamente. Era filho de Marco Cláudio Marcelo, cônsul em , e neto do famoso Marco Cláudio Marcelo, o conquistador de Siracusa.
Primeiros anos
Marcelo aparece nas fontes pela primeira vez em , quando foi eleito pontífice.Lívio, Ab Urbe Condita XLI 13 Foi ainda tribuno da plebe em e pretor de duas províncias, a Hispânia Citerior e Hispânia Ulterior, em , durante a Terceira Guerra Macedônica.Lívio, Ab Urbe Condita XLIIII 11, 15 Neste período, segundo Estrabão, fundou uma colônia romana em Córdoba, o que contradiz as evidências arqueológicas, que indicam um assentamento muito mais antigo. É provável que ele estivesse se referindo a uma refundação romana.Estrabão, Geografia III, 141
Primeiro () e segundo () consulado Em , Marcelo foi eleito cônsul com Caio Sulpício Galo. Durante seu mandato, celebrou um triunfo pela vitória contra as tribos alpinas da Gália Cisalpina e também por vitórias sobre os lígures.Lívio, Ab Urbe Condita XLV 44.Lívio, Ab Urbe Condita Epit. XLVI.Fastos Triunfais [online]
Onze anos depois, foi eleito novamente, desta vez com Cipião Násica Córculo. Venceu os lígures apuanos e obteve um segundo triunfo. O texto dos Fastos Triunfais está danificado neste período e não sobreviveu nenhum pormenor destas duas façanhas.
Terceiro consulado ()
Foi eleito novamente em com Lúcio Valério Flaco e recebeu o comando da Segunda Guerra Celtibera, que já estava em seu terceiro ano, de Quinto Fúlvio Nobilior, que já havia dado mostras de incapacidade para fazer face à rebelião dos celtiberos. Tomou várias medidas militares prudentes e adequadas, e soube ganhar os celtiberos com atos de clemência e de visão política. Conseguiu o controle do vale do Jalón e atraiu os nativos com um tratado similar ao conseguido anos antes pelo procônsul Tibério Semprônio Graco. Oscilis rendeu-se e os arévacos pediram uma trégua, assim como os belos e títios. Para o sul, vetões e lusões submeteram-se, mas, quando Marco abandonou a região, rebelaram-se novamente. Marcelo conseguiu submetê-los ocupando a cidade de Nertóbriga.
Passou o inverno de em Córdoba, uma colônia fundada por ele antes quando era pretor. Uma embaixada enviada pelos arévacos a Roma não conseguiu a paz, pois o Senado acusou Marcelo de indolência e não apenas não ratificou o acordo como enviou Lúcio Licínio Lúculo, o cônsul-eleito para o ano seguinte, à frente de um novo exército para continuar a guerra. Em paralelo, os arévacos atacaram Nertóbriga, violando o tratado anterior com o próprio Marcelo que, em retaliação, cercou Numância, a capital arévaca. Antes que ela pudesse ser tomada, eles reabriram as negociações e, numa conferência com Marcelo, o líder arévacos, Liteno, ofereceu a rendição incondicional dos povos celtiberos. Um novo tratado de paz foi assinado em Numância, prevendo a entrega de reféns e dinheiro como garantias. O tratado lhe permitiu entregar a província a Lúculo já completamente pacificada.Apiano, Hisp. 48-50; Políbio, Histórias XXXV 2, 3; Eutrópio IV 9.Lívio, Ab Urbe Condita Epit. XLVIII.
Anos finais Em , Marcelo foi enviado como embaixador até o rei Massinissa da Numídia, mas morreu quando o navio que o transportava afundou.Lívio, Ab Urbe Condita Epit. L.Cícero In Pison. 19; de Divim. II 5.
Árvore genealógica
Ver também
Bibliografia Fontes primárias
Fontes secundárias
Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século II a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Pretores da República Romana Categoria:Segunda Guerra Celtibera Categoria:Pontífices da Roma Antiga Categoria:Claudii Categoria:Diplomatas romanos Categoria:Marcelli Categoria:Governadores romanos da Gália Cisalpina