A Estação Ferroviária de Fundão é uma interface ferroviária da Linha da Beira Baixa, que serve a cidade de Fundão, no Distrito de Castelo Branco, em Portugal. thumb|upright|left|Aspeto das platadormas da Estação de Fundão, em 2018 __TOC__

Descrição Localização e acessos Esta interface situa-se junto ao Largo da Estação, na localidade do Fundão.

Infraestrutura Esta interface apresenta duas vias de circulação (I e II), ambas com 597 m de extensão e cada uma acessível por plataforma de 210 m de comprimento e 685 mm de altura.Diretório da Rede 2024. I.P.: 2022.12.09 O edifício de passageiros situa-se do lado poente da via (lado esquerdo do sentido ascendente, para Guarda).

thumb|left|Bifurcação da Linha da Beira Baixa para o Terminal de Mercadorias do Fundão (à d.ta), em 2011, com eletrificação ainda incompleta. No local desta interface há um limiar de tipologia ferroviária no que respeita ao comprimento máximo dos comboios de mercadorias, que é de 480 m no troço Fundão- e 525 m no troço -Fundão.

Situa-se junto a esta estação, centrado ao , o Terminal de Mercadorias do Fundão, um terminal ferroviário multiserviço gerido pela I.P.; tem acesso pelo Ramal do Terminal de Mercadorias Fundão, a linha n.º 83 da rede ferroviária portuguesa, com 0,6 km de extensão, em via única, que se insere na rede ao (dep. 53561) da Linha da Beira Baixa, do lado direito da via no sentido ascendente e orientado no sentido Fundão-, e que se prolonga até ao seu , bifurcando-se em três vias paralelas com extensão máxima de 1375 m. Tem uma área de 37 885 m² e serve a Zona Industrial do Fundão, situada quatro quilómetros a norte da cidade.: 4120 m: desnível acumulado de +69−16 m

Serviços Em dados de 2023, esta interface é servida por comboios de passageiros da C.P. de tipo intercidades, com três circulações diárias em cada sentido entre e , e de tipo regional, com quatro circulações diárias em cada sentido entre ou ou e ou .Intercidades : Regional : Linha da Beira Baixa : Lisboa / Covilhã ⇄ Guarda / Vilar Formoso («horário em vigor desde 2022.12.11»)

História

thumb|left|Vista da estação, nos princípios do século XX. A estação situa-se no troço entre Abrantes e Covilhã da Linha da Beira Baixa, que principiou a ser construído nos finais de 1885, e foi aberto à exploração em 6 de Setembro de 1891, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.

Em 16 de Outubro de 1939, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que iam ser criados bilhetes a preços reduzidos até ao Fundão, devido à feira anual que ali se ia realizar em 20 de Outubro. Em 16 de Abril de 1949, deu-se um acidente na estação, quando o inspector Barbosa, da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, caiu para a via férrea quando estava a embarcar numa das carruagens de um comboio em marcha, tendo sido salvo por um subalterno. O maquinista parou o comboio quando foi alertado pelas pessoas na gare, tendo o inspector sofrido apenas ferimentos ligeiros.

Em finais da década de 1970, esta estação estava flanqueada em ambos os extremos por passagens de nível, entretanto desativadas.“Sinalização da estação de Fundão” (diagrama anexo à I.T. n.º 28), 1978 Contava com duas “vias-saco” no interior da estação, uma servindo o armazém de mercadorias (a sul do edifício de passageiros) e outra (a norte) constituindo o ramal particular Fundão-Moagem; a norte da estação existia um ramal de plena via designado Fundão-Sagres — todas estas dependências foram mais tarde eliminadas, dando lugar às atuais.

Em Janeiro de 2011, a estação mantinha duas vias de circulação, ambas com 293 m de comprimento; as duas plataformas tinham ambas cerca de 134 m de extensão, tendo a primeira 20 cm de altura, e a segunda 45 cm — valores mais tarde ampliados para os atuais.

Referências literárias No romance Manhã Submersa, de Vergílio Ferreira, uma das cenas é passada nesta estação, que surge com o nome fictício de Torre Branca:

Ver também História do transporte ferroviário em Portugal

Bibliografia

Leitura recomendada

Ligações externas

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