thumb|300px|Visto dos Estados Unidos miniaturadaimagem|Visto temporário de John Kennedy em férias no Brasil em 1941 Visto (do latim carta visa, lit. "o documento foi visto") é uma autorização condicional concedida por um país a um estrangeiro, permitindo-lhe entrar, permanecer dentro ou sair desse país. Vistos tipicamente incluem tempo limites de entrada do estrangeiro, território dentro do país em que eles podem entrar, as datas em que podem entrar, o número de visitas permitidas ou o direito de um indivíduo de trabalhar ou estudar no país em questão. Os vistos estão associados à solicitação de permissão para entrar em um país e, portanto, em alguns países, são diferentes da permissão formal real para que um estrangeiro entre e permaneça no país. Em cada caso, um visto está sujeito à permissão de entrada de um funcionário da imigração no momento da entrada e pode ser revogado a qualquer momento.Brasileiros podem entrar em mais de 100 países sem visto; saiba quais são. Correio Braziliense, 30 de março de 2017.Passaportes portugueses e brasileiros dão acesso a mais países sem visto. Santander Advance, 12 de fevereiro de 2016.

Um visto geralmente é emitido na forma de um carimbo ou de um certificado impresso que é colado em uma das páginas do passaporte. Historicamente, o visto, quando exigido, era concedido por um funcionário da imigração na chegada de um visitante às fronteiras de um país, que era autorizado a permitir ou rejeitar a entrada de visitantes na entrada. Se permitida a entrada, o oficial emitia um visto, quando requerido, que era um carimbo no passaporte. Hoje, os viajantes que desejam entrar em outro país geralmente devem solicitar antecipadamente o que também é chamado de visto, às vezes presencialmente em um escritório consular, por correio ou eletronicamente, pela internet. O visto moderno pode ser um adesivo ou um carimbo no passaporte, ou pode assumir a forma de um documento separado ou um registro eletrônico da autorização, que o requerente pode imprimir antes de sair de casa e apresentá-lo na entrada do país anfitrião. Alguns países não exigem que os visitantes solicitem um visto com antecedência para visitas curtas.

Alguns países, como as antigas Alemanha Nazista, Itália Fascista e a União Soviética, requeriam que seus cidadãos nacionais obtivessem um visto de saída para que pudessem sair do país. Atualmente, os estudantes estrangeiros na Rússia recebem um visto de entrada ao serem aceitos em alguma universidade russa e devem obter um visto para retornar ao país de origem. Os nacionais da República Popular da China e que residam na área continental precisam de permissões de saída para irem às regiões administrativas especiais de Macau ou a Hong Kong. A Arábia Saudita requer que todos estrangeiros, mas não seus nacionais, obtenham um visto de saída antes de sair do reino.http://www.rediff.com/news/2006/may/31bsp.htm

Entrar em um país sem um visto válido, isenção válida ou realizar atividades não cobertas por um visto (por exemplo, trabalhar com um visto de turismo), resulta na transformação do indivíduo num imigrante em situação ilegal, geralmente sujeito à deportação para o seu país natal.

Excepcionalmente, o território especial norueguês de Svalbard é totalmente isento de vistos, segundo o Tratado de Svalbard. Alguns países - como os do Espaço Schengen - têm acordos com outros países, permitindo que os cidadãos uns dos outros viajem entre eles sem vistos. A Organização Mundial do Turismo anunciou que o número de turistas que necessitavam de visto antes de viajar esteve no seu nível mais baixo de antes em 2015.

Visão geral Em geral, um visto concede permissão a cidadãos estrangeiros para entrar em um país e permanecer dentro de restrições específicas, como um prazo para a entrada, um limite para o tempo gasto no país e uma proibição contra o emprego. Muitos países não exigem visto em algumas situações; isso pode ser o resultado de tratados especificando acordos recíprocos. A posse de um visto não é, por si só, uma garantia de entrada no país que o emitiu, e um visto pode ser revogado a qualquer momento.

Um pedido de visto antes da chegada dá ao país a chance de considerar as circunstâncias do requerente, como segurança financeira, motivo da viagem e detalhes de visitas anteriores ao país. Um visitante também pode ser obrigado a passar por controles de segurança ou de saúde ao chegar à fronteira.

História Na Europa Ocidental, no final do século XIX e início do século XX, geralmente não eram necessários passaportes e vistos para se mudar de um país para outro. A velocidade relativamente alta e os grandes movimentos das pessoas que viajavam de trem causariam congestionamentos se controles regulares de passaportes fossem usados. Passaportes e vistos tornaram-se geralmente necessários como documentos de viagem somente após a Primeira Guerra Mundial.

Muito antes disso, em tempos antigos, os passaportes e vistos eram geralmente o mesmo tipo de documentos de viagem. No mundo moderno, os vistos tornaram-se documentos separados de viagem, com os passaportes servindo como os principais documentos de viagem.

Condições para emissão Alguns vistos podem ser concedidos no momento da chegada ou por solicitação prévia na embaixada ou consulado do país, ou por meio de um especialista em serviço de vistos privado, especializado na emissão de documentos de viagem internacionais. Essas agências são autorizadas pelo governo, embaixada ou consulado estrangeiro para representar viajantes internacionais que não podem ou não querem viajar para a embaixada para obter o visto. O visto privado e os serviços de passaporte cobram uma taxa adicional para verificar os pedidos do cliente, documentos de apoio e submetê-los à autoridade apropriada. Se não houver embaixada ou consulado no país de origem, alguém terá que viajar para um outro país (ou fazer o pedido através de correio) e tentar obter um visto ali. Alternativamente, em tais casos, os vistos podem ser pré-organizados para serem apresentados na chegada na fronteira. A necessidade ou a ausência de necessidade de visto geralmente depende da cidadania do solicitante, da duração pretendida da estadia e das atividades que o solicitante deseje realizar no país que ele visita; estes podem delinear diferentes categorias formais de vistos, com diferentes condições de emissão.

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A autoridade emissora de vistos, geralmente uma agência do ministério ou departamento de relações exteriores do país (por exemplo, do Departamento de Estado dos Estados Unidos, do Ministério das Relações Exteriores e da Commonwealth do Reino Unido ou do Ministério das Relações Exteriores do Brasil) e, normalmente, funcionários de assuntos consulares, podem solicitar a documentação apropriada do solicitante. Isto pode incluir provas contundentes de que o requerente pode sustentar-se no país de destino (reservas de hotel, etc.), prova de que a pessoa que recebe o requerente na sua residência realmente existe e tem espaço suficiente para acolher o requerente, prova de que o requerente possui seguro-viagem, etc. Alguns países pedem prova de estado de saúde, especialmente para vistos de longo prazo; alguns países negam esses vistos a pessoas com certas doenças, como AIDS. As condições exatas dependem do país e categoria do visto. Exemplos notáveis de países que exigem testes de HIV de residentes de longa duração são a Rússia e o Uzbequistão.http://www.international.gc.ca/commerce/index.aspx?lang=frahttp://www.international.gc.ca/international/index.aspx?lang=fra No Uzbequistão, no entanto, a exigência do teste de HIV às vezes não é rigorosamente aplicada. Outros países exigem um exame médico que inclua um teste de HIV, mesmo para um visto de turismo de curto prazo. Por exemplo, cidadãos cubanos e estudantes de intercâmbio internacional exigem um teste aprovado por uma autoridade médica para entrar no território chileno. Alguns países, como a Costa Rica, Colômbia e Singapura, exigem um Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela.

A autoridade emissora também pode exigir que os solicitantes atestem que não tiveram condenações criminais ou que não participam de certas atividades criminosas (como prostituição ou tráfico de drogas). Alguns países negarão vistos se os passaportes dos viajantes mostrarem evidências de cidadania ou de viagem para um país considerado hostil por aquele país. Por exemplo, alguns países árabes, como a Arábia Saudita não emitem vistos para cidadãos de Israel e aqueles cujos passaportes evidenciam a visita a Israel.

Muitos países frequentemente exigem forte evidência de intenção de retornar ao país de origem (como passagens aéreas de ida e volta), se o visto for para uma estadia temporária, devido à imigração ilegal potencialmente indesejada.

Tipos direita|thumb|250px|Um visto russo Cada país normalmente tem uma infinidade de categorias de vistos com vários nomes. Os nomes e tipos de visto variam de país para país. O Brasil prevê cinco tipos de vistos:

Visto de Visita (VIVIS) Visto Temporário (VITEM) Visto Diplomático (VIDIP) Visto Oficial (VISOF) Visto de Cortesia (VICOR) Em outros países, tipos e nomes mais comuns de vistos incluem:

Por propósito

Vistos de Trânsito Para passar pelo país de emissão para um destino fora desse país. A validade dos vistos de trânsito é geralmente limitada por períodos curtos, como de várias horas a dez dias, dependendo do tamanho do país ou das circunstâncias de um determinado itinerário de trânsito:

Visto de trânsito aeroportuário, exigido por alguns países para passar por seus aeroportos mesmo sem passar pelo controle de passaportes; Visto de membro da tripulação, comissário de bordo ou visto de motorista, emitido para pessoas empregadas em companhias aéreas ou treinadas em aeronaves, embarcações, trens, caminhões, ônibus e quaisquer outros meios de transporte internacional, ou navios pesqueiros em águas internacionais.

Vistos de curta duração ou visitantes Para visitas curtas ao país visitado. Muitos países diferenciam entre diferentes razões para essas visitas, como:

Visto privado, para visitas particulares a convite de residentes do país visitado; Visto de turista, por um período limitado de viagens de lazer e turismo, sem atividades comerciais permitidas; Visto por razões médicas, para realizar diagnósticos ou um tratamento médico nos hospitais ou outras instalações médicas do país a ser visitado; Visto de negócios, para indivíduos engajados no comércio do país. Esse tipo de visto possui duração maior e é de mais fácil renovação do que um visto de turismo (como por exemplo o visto gold em Portugal, atribuído durante cinco anos a quem investir pelo menos meio milhão de euros em Portugal). Estes vistos geralmente impedem o emprego permanente, para o qual seria necessário um visto de trabalho; Visto atlético ou artístico, emitido para atletas ou artistas (e sua equipe de apoio) em competições, concertos, shows, teatro, musicais e outros eventos esportivos, culturais ou artísticos; Visto de intercâmbio cultural, geralmente emitido para atletas e artistas que participam de um programa de intercâmbio cultural; Visto de refugiado, emitido para pessoas que fogem dos perigos de perseguição, uma guerra ou um desastre natural; Visto de peregrinação: este tipo de visto é emitido principalmente para aqueles que pretendem visitar destinos religiosos, como por exemplo na Arábia Saudita ou Irã, e participar de cerimônias religiosas específicas. Tais vistos geralmente podem ser obtidos com relativa rapidez e baixo custo; aqueles que os utilizam geralmente têm permissão para viajar apenas como um grupo. O melhor exemplo é o visto concedido pela Arábia Saudita aos muçulmanos que realizam o Haje;