A Women's National Basketball Association (em português: Associação Nacional de Basquetebol Feminino; abreviação oficial: WNBA) é uma liga profissional de basquete feminino dos Estados Unidos e do Canadá. A liga é composta por 15 times (14 nos Estados Unidos e 1 no Canadá), com previsão de expansão para 18 times até 2030. A WNBA está sediada em Midtown Manhattan.

A WNBA foi fundada em 24 de abril de 1996, como o equivalente feminino da National Basketball Association (NBA); os jogos começaram de fato em 1997. A temporada regular ocorre de maio a setembro, com cada time disputando 44 partidas. Os oito melhores times (independentemente da conferência) se classificam para os playoffs, que culminam nas finais da WNBA, disputadas em outubro.

O All-Star Game ocorre no meio da temporada, em julho. A liga organiza uma competição anual no meio da temporada, a Commissioner's Cup. A WNBA é membro ativo da USA Basketball (USAB), que é reconhecida pela Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) como o órgão regulador do basquete nos Estados Unidos.

História

1996–1997: Fundação da liga e início dos jogos A criação da WNBA foi oficialmente aprovada pelo Conselho de Governadores da NBA em 24 de abril de 1996, e anunciada em uma coletiva de imprensa com a presença de Rebecca Lobo, Lisa Leslie e Sheryl Swoopes. A nova WNBA teve que competir com a recém-formada American Basketball League, outra liga profissional de basquete feminino que começou a jogar no outono de 1996, ma que deixaria de funcionar durante a temporada de 1998-99.

A WNBA iniciou com oito times: Charlotte Sting, Cleveland Rockers, Houston Comets e New York Liberty na Conferência Leste; e Los Angeles Sparks, Phoenix Mercury, Sacramento Monarchs e Utah Starzz na Conferência Oeste.

Embora não tenha sido a primeira grande liga profissional de basquete feminino nos Estados Unidos (uma distinção mantida pela extinta WBL, a Women's Professional Basketball League), a WNBA é a única liga a receber apoio total da NBA. O logotipo da WNBA, "Logo Woman", é paralelo ao logotipo da NBA e foi selecionado entre 50 designs diferentes.

Após a muito divulgada conquista da medalha de ouro pela equipe nacional feminina de basquete dos EUA nos Jogos Olímpicos de Verão de 1996, a WNBA iniciou sua temporada em 21 de junho de 1997. No primeiro jogo da WNBA, o New York Liberty enfrentou o Los Angeles Sparks em Los Angeles. O Liberty derrotou o Sparks de 67-57. Uma audiência de 14.284 pessoas assistiu ao jogo no Great Western Forum em Inglewood, Califórnia. O jogo foi televisionado nacionalmente nos Estados Unidos pela rede de televisão NBC. No início da temporada 1997, a WNBA tinha acordos de televisão com a NBC (detentora dos direitos da NBA), ESPN e Lifetime. Penny Toler marcou o primeiro ponto da liga.

1997–2000: Dominação de Houston e expansão da liga A WNBA centralizou sua campanha de marketing, batizada de "We Go Next" (Nós somos as próximas), em torno das estrelas Rebeca Lobo, Lisa Leslie e Sheryl Swoopes. Na primeira temporada da liga, o Los Angeles Sparks, de Leslie, teve um desempenho abaixo do esperado, e Swoopes ficou de fora grande parte da temporada devido à sua gravidez. Talvez a primeira estrela da WNBA tenha sido a MVP Cynthia Cooper, companheira de equipe de Swoopes no Houston Comets. O Comets derrotaram o New York Liberty de Lobo no primeiro jogo do campeonato da WNBA. O anúncio inicial "We Go Next" foi veiculado antes de cada temporada até ser subtituido pela campanha "We Got Game" (Nós temos o jogo).

Duas equipes foram adicionadas em 1998 (Detroit Shock e Washington Mystics), e mais duas em 1999 (Orlando Miracle e Minnesota Lynx), elevando o número total de equipes na liga para 12. A temporada de 1999 começou com um acordo coletivo de trabalho entre as jogadoras e a liga, marcando o primeiro acordo coletivo de trabalho a ser assinado na história dos esportes profissionais femininos. Naquele ano, a WNBA também anunciou que acrescentaria mais quatro equipes para a temporada de 2000 (Indiana Fever, Seattle Storm, Miami Sol e Portland Fire), elevando a liga para 16 equipes. A presidente da WNBA, Val Ackerman, falou sobre a expansão: "Isso não será o fim. Esperamos continuar expandido a liga".

Em 1999, a principal concorrente da liga, a American Basketball League (ABL), declarou falência. Muitas das estrelas da ABL, incluindo várias medalhistas de ouro olímpicas (como Nikki McCray e Dawn Staley) e várias atletas universitárias de destaque (como Kate Starbid e Jennifer Rizzotti), juntaram-se às equipes da WNBA, melhorando a qualidade geral do jogo na liga. Quando um locaute resultou em uma temporada encurtada da NBA, a WNBA viu a audiência da TV cair.

Em 23 de maio de 2000, o Houston Comets tornou-se a primeira equipe da WNBA a ser convidada para o Roseiral da Casa Branca. Antes desse convite, apenas equipes esportivas masculinas haviam viajado para a Casa Branca. No final da temporada de 2000, o Houston Comets ganhou seu quarto campeonato, conquistando todos os títulos desde o início da liga. Liderado pelo "Big Three" de Sheryl Swoopes, Tina Thompson e Cynthia Cooper (que ganhou o prêmio de MVP das Finais em todos os quatro campeonatos), o Comets dominou todas as equipes da liga. Sob o comando do treinador Van Chancellor, a equipe registrou um recorde de 98-24 nas quatro primeiras temporadas (16-3 nos playoffs). Depois de 2000, Cooper se aposentou da liga, e a dinastia do Comets chegou ao fim.

2001–2002: Sucesso do L.A. Sparks; novo proprietário e contração da liga

O Los Angeles Sparks teve o melhor recorde durante a temporada de 2001 da WNBA. Liderados por Lisa Leslie, o Sparks regitrou um recorde de 28-4 na temporada regular a avançou para suas primeiras finais da WNBA, vencendo o Charlotte Sting.

Buscando repetir o feito em 2002, o Sparks novamente fez uma grande campanha em direção à pós-temporada, chegando a 25 vitórias e 7 derrotas na temporada regular, sob o comando do treinador Michael Cooper, que já havia jogado no Los Angeles Lakers. Mais uma vez, Leslie dominou suas adversárias durante os playoffs, levando o Sparks a um recorde perfeito de 6-0, vencendo o New York Liberty nas finais de 2002.

As equipes e a liga eram propriedade coletiva da NBA até o final de 2002, quando a NBA vendeu as equipes da WNBA para suas correspondentes da NBA na mesma cidade ou para terceiros como resultado da bolha da internet. Isso levou à mudança de duas equipes: Utah mudou-se para San Antonio e Orlando mudou-se para Connecticut, tornando-se a primeira equipe da WNBA a pertencer a terceiros em vez de uma franquia da NBA. Essa venda também levou à extinção de duas equipes, o Miami Sol e o Portland Fire, porque não foi possível encontrar novos proprietários.

2003–2006: Bill Laimbeer deixa sua marca

A Associação Nacional de Jogadoras de Basquete Feminino (WNBPA) ameaçou entrar em greve em 2003 se um novo acordo não fosse fechado entre as jogadoras e a liga. O resultado foi um atraso no início da pré-temporada de 2003 e no draft da WNBA de 2003. Como resultado da greve, a liga recebeu publicidade negativa.

O ex-ala do Detroit Pistons, Bill Laimbeer, assumiu o comando do Detroit Shock em 2002 como treinador principal e gerente geral. Ele tinha grandes esperanças para a equipe, apesar dela ter terminado a temporada anterior com 9-23. Três jogadoras do Shock foram selecionadas para o All-Star Game de 2003 (Swin Cash, Cheryl Ford e Deanna Nolan) e Laimbeer orquestrou uma reviravolta do pior para o primeiro lugar, com o Shock terminando a temporada com 25-9 e em primeiro lugar na Conferência Leste. Depois de vencer as duas primeiras rodadas dos playoffs, o Shock enfrentou o bicampeão Los Angeles Sparks e Lisa Leslie nas finais de 2003. O Shock derrotou o Sparks, vencendo o Jogo 3 com uma cesta de três pontos de Deanna Nolan.

Após a temporada de 2003, o Cleveland Rockers, um dos oito times originais da liga, encerrou suas atividades porque seus proprietários não estavam dispostos a continuar operando a franquia.

Val Ackerman, a primeira presidente da WNBA, renunciou o cargo em 1 de fevereiro de 2005, alegando o desejo de passar mais tempo com sua família. Ackerman mais tarde tornou-se presidente da USA Basketball. Em 15 de fevereiro de 2005, o comissário da NBA, David Stern, anunciou que Donna Orender, que atuava como vice-presidente sênior do PGA Tour e havia jogado por vários times da extinta Women's Pro Basketball League, seria a sucessora de Ackerman a partir de abril de 2005.

A WNBA concedeu uma equipe de expansão para Chicago (posteriormente chamada de Chicago Sky) em fevereiro de 2005. Na offseason, foi aprovado um conjunto de mudanças nas regras que tornou a WNBA mais parecida com a NBA.

Em 2006, a liga alcançou um marco histórico ao se tornar a primeira liga esportiva feminina profissional com equipes a existir por dez temporadas consecutivas. Por ocasião do décimo aniversário, a WNBA divulgou a Equipe All-Decade, composta pelas dez jogadoras da WNBA que mais contribuíram, por meio de suas ações dentro e fora da quadra, para o basquete feminino durante a existência da liga.

Depois de não alcançar as finais em 2004 e 2005, o Shock se recuperou em 2006 com a recém-contratada Katie Smith, junto com seis membros remanescentes da equipe que disputou as finais de 2003 (Cash, Ford, Holland-Corn, Nolan, Powell e Riley). O Shock terminou em segundo lugar na Conferência Leste e eliminou Connecticut, primeiro colocado, na segunda rodada dos playoffs. O Shock enfrentou o atual campeão Sacramento Monarchs em uma série de cinco jogos, vencendo o Jogo 5 em casa.

2007–2009: Trazendo "Paul Ball" para a WNBA

Em dezembro de 2006, a organização Charlotte Bobcats anunciou que não iria mais operar o Charlotte Sting. Logo depois, a WNBA anunciou que o Sting não iria operar em 2007. Um draft de dispersão foi realizado em 8 de janeiro de 2007. As equipes foram selecionadas na ordem inversa de seus resultados em 2006, com o Chicago Sky recebendo a primeira escolha.

O ex-treinador do Los Angeles Lakers, Paul Westhead, foi nomeado treinador principal do Phoenix Mercury em 11 de outubro de 2005, levando seu estilo de jogo acelerado para a WNBA. Essa ofensiva rápida era perfeita para sua equipe, especialmente depois que a liga reduziu o tempo de posse de bola de 30 para 24 segundos em 2006. Assim como as primeiras equipes campeãs do Houston Comets, o Phoenix Mercury ganhou destaque liderado por seu próprio "Big Three" formado por Cappie Pondexter, Diana Taurasi e Penny Taylor.

O Mercury estava bem preparado para a ofensiva rápida impulsionada por suas três estrelas. Com uma média de 88,97 pontos por jogo em 2007, um recorde na liga. Outras equipes não conseguiam acompanhar seu novo estilo de jogo, e o Mercury foi impulsionado para o primeiro lugar na Conferência Oeste. Enfrentando as atuais campeãs, o Detroit Shock, o Mercury impôs sua ofensiva de alta pontuação com a esperança de conquistar seu primeiro título na história da franquia. Com uma média de 93,2 pontos por jogo nas finais de 2007, o Mercury venceu o Shock em sua quadra, diante de 22,076 torcedores, no Jogo 5, conquistando seu primeiro título da WNBA.

Em outubro de 2007, a WNBA concedeu outra franquia de expansão para Atlanta. O empresário de Atlanta Ron Terwilliger foi o proprietário original da nova equipe. Os cidadãos de Atlanta votaram para escolher o nome e as cores da equipe. O Atlanta Dream, como foi batizado, jogou sua primeira partida da temporada regular em 17 de maio de 2008, perdendo para o Connecticut Sun de 67-100.