miniaturadaimagem|332px|alt=|Um caça bombardeiro North American F-100 Super Sabre despejando bombas, do tipo BLU, contendo Napalm, em um exercício de treinamento. Napalm (mistura de Naftenato de alumínio e Palmitato de alumínio mono e di-hidroxilados), ou NP (NaPalm) é associado a um conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina gelificada, utilizados como armamento militar incendiário convencional. O napalm é, na realidade, uma mistura do agente espessante (sal/soluto) de tais líquidos, que quando misturado com um composto petrolífero volátil (usualmente gasolina, gasóleo ou combustível grosso), aumenta a viscosidade deste solvente/solução (tixótropo) e torna maior a persistência incendiária em comparação com o combustível de partida.

O napalm, testado para implementação de preenchimento em campo, apresentava-se, inicialmente, como um sólido solvatado e extrusado (polímero de napalm em goma), podendo ser um sólido incendiário ou não. Dependendo do solvatador, o solvatado tomava a forma de uma uma graxa de alumínio de aspecto semi-sólido, de cor branca para um acastanhado e para sólidos de tom amarronzado, em forma de pellets, de variados tamanhos.

O sabonete de napalm, produzido e apresentado pela Shepherd, era um pó seco, não aderente e com uma cor, ligeiramente, amarelada, enquanto o sabonete de napalm apresentado pela Nuodex tinha características parecidas sendo um pó seco, marrom e não aderente. Purificado, ou não pré-solvatado, apresentava-se como um pó branco, correlativo a sabão de cálcio (oxidado), podendo, ambos, apresentar uma baixa taxa de dissolução para uma solubilidade em todas as proporções, em gasolina.

Atuando como agente antinévoa, o napalm retarda a evaporação de substâncias apolares (hidrocarbonetos), extraídas de petrolíferas. Napalm é um tipo de sabão.

Dependendo da formulação, a proporção da mistura combustível específica, necessária para diluir o detergente carboxílico (napalm, militarmente prosseguiram para M1, M2, M3 (octal) e M4CARBON SLURRY FUELS FOR VOLUME LIMITED MISSILES. Search "diacid aluminum soap of isooctanoic acid"), o espessado resultante podia ser inviável para os lança-chamas, mas satisfatório para bombas incendiárias fragmentadoras e minas dispersoras, devido a sua alta viscosidade.

A M-69 usava gasolina brunida, obtida pelo espessamento da gasolina gelificada (coloide) ou envelhecimento de um poroso ou do gel (Envelhecimento do poroso: Deixar as partículas se dissolverem, em recipiente fechado, com ou sem a presença de calor.War Dept Film Bulletin 178: Flame Thrower Fuels Envelhecimento do gel: Diminuir a concentração do combustível por evaporação ou destilação.) da mesma. Ao contrário da gelificada a gasolina engomada era muito escorregadia, apresentando uma consistência de massa semissólida com maior densidade e corpo, tal propriedade física a fragmentava, quando disseminada por morteiros, minas fougasse e por granadas e conchas frangíveis.

Devido ao espessado/espessante ser um agente tixotrópico, quando agitado, quando é disseminado por explosivos, aquecido ou incendiado, diminui sua viscosidade, pois o movimento das suas entidades constituintes aumentam devido a diminuição das forças intermoleculares. A diminuição da viscosidade, na gasolina gelatinada, é gerada comumente por via endotérmica, o calor das explosões e o calor da combustão, ocasionados comumente pela combustão do fósforo branco (estopim), são os seus geradores. Napalm queima gerando temperaturas acima dos 800~1000 graus Celsius, super napalm 1300 graus Celsius.

Composição e métodos de preparação Napalm-A, no jargão, coincidente ao Napalm-A (napalm tipo A, X-104B), é uma substância impura, contendo três ou quatro substâncias. A mistura ou a interação destas, entre si, formam um composto. O composto é geralmente uma mistura de dois sais bipolares que, ao serem adicionados à gasolina, ou à outro combustível volátil, formam um espessado. Napalm é uma mistura de sais, preferivelmente, alcanoatos de alumínios (sabão de alumínio) de estrutura (RC(O)O-)nXR1R2.

Duas estruturas R (alquilo) são comuns para o Napalm, podendo ser o radical normal-pentadecil (Composto A) ligado a uma carbonil-hidroxila ou o radical ou um semelhante do 3-(3-etilciclopentil)propan-1-il (Composto B) ligado a uma carbonil-hidroxila. O cátion X é geralmente o alumínio ou sódio.

R= CH3(CH2)13CH2+, R[CH(CH2)3~4CH]n(CH2)mCH2+

R1= CH3(CH2)14C(O)O-, OH- (impureza<sub-produto) ou R[CH(CH2)3~4CH]n(CH2)mC(O)O-

R2= N/A ou OH- (impureza<sub-produto) (Composto A e B)

X= Sódio, Cálcio, Alumínio, Lítio, Bário, Zinco, Boro, Magnésio, Titânio...

Nuodex Produtos Corp. Inc e Ferro Enamel Corp. Procedimentos Napalm é classicamente preparado sobre três etapas. (I) Os ácidos naftênicos e palmítico são extraídos das suas respectivas fontes. (II) Os extraídos são alcalinizados por um excesso de base. Formou-se sabão dos ácidos naftênicos e palmítico. (IIIa) Os sais são lavados, adiciona-se uma 1 mol de hidróxido alcalino, e, posteriormente, de Alúmen (Ferro) ou sulfato de alumínioJ. Phys. Chem. 1941, 45, 1, 166-177 (Nuodex).

RC(O)OH + OH- -> RC(O)O- + HOH

Aluminização dos sabões de sódio pelo sulfato de alumínio.

2 OH- + 4 RC(O)O- + Al2(SO4)3 -> 2 [RC(O)O]2(OH)Al + 3 SO4- 2

Aluminização dos sabões de sódio pelo alúmen.

OH- + 2 RC(O)O- + Al(SO4)2- -> [RC(O)O]2(OH)Al + 2 SO4- 2

Diversos sabões de alumínio são preparados por esta rota. Em semelhança, sabão hidroxilado e di-hidroxilado de i-octal é produzido em duas etapas. (I) 4 moles de ácido i-octanóico são alcalinizados por 6 moles do agente químico. (II) É adicionado um mol de Sulfato de alumínio hidratado e livre de Sulfato de ferro e outras impurezas.J. Phys. Chem. 1923, 27, 3, 284-289

6 OH- + 4 RC(O)OH + Al2(SO4)3 -> 3 SO4^2- + 4 H2O + 2 [RC(O)O]2Al-OH

A adição de sais de alumínio, na solução detergente, forma, em instantâneo, o sabão hidroxilado de alumínio. A mistura é continuamente agitada, os flóculos são desmembrados, formando uma nata.

[RC(O)O]n(OH)nAln -> [RC(O)O]n(OH)nAln + XAl(OH)3

A nata, composta por partículas extremamente finas do sabão metálico, torna dificultosa a filtragem. A massa é filtrada, preferivelmente, sob vácuo. A massa fina é então seca, na temperatura de fervura da água ou sob pressão reduzida. A presença da umidade, no sabão, pode repelir o combustível.

Al(OH)3 + HOC(O)R <-> Al(OH)2OC(O)R + H2O

Origem miniaturadaimagem|251x251px|Louis Frederick Fieser, o inventor do napalm, ficou reconhecido na sua busca e teste de espessantes de gasolina para o uso militar.

O napalm foi desenvolvido em 1942 durante a Segunda Guerra Mundial nos Estados Unidos por uma equipe de químicos da Universidade Harvard liderada por Louis F. Fieser. O nome napalm deriva do acrônimo dos nomes dos seus componentes originais, sais de alumínio dos ácidos naftênicos e palmítico. Estes sais eram adicionados à substâncias inflamáveis para serem gelificadas. O nome, napalm, foi inventado por Fieser, quando usou um pó, um novo sabão, obtido pela Metasap Chemical Co., Harrison, N.J., sob o nome "Aluminum palmitate" e o misturou com naftenato de alumínio e os adicionou a gasolina, em duas formulas. Na primeira formula, da Shepherd, foi adicionado farinha de madeira, na segunda formula, da Nuodex, foi adicionado fumo negro de lamparina. A formula da Nuodex, um pó acastanhado, por causa da adição da fuligem do combustível de lamparina, se saíra melhor.

A parte final do acrônimo, que faz referência ao ácido palmítico, foi adicionado por engano, por Fieser. O engano foi devido ao produto da Metasap, que dava a entender que, o componente ativo, era o ácido palmítico. De início, o efeito do "ácido palmítico", vendido pela Metasap, deram resultados promissores e satisfatórios. Fieser e a sua equipe, pediram à diversas empresas, que vendiam palmitato de alumínio, para que dassem amostras de seus produtos, para investigação, pois os sais de alumínio, produzidos por cada empresa, diferem em propriedades nucleófilas e eletrófilas, tanto devido a pureza dos reagentes e a natureza do ambiente, onde a matéria-prima é extraída, quanto a diferentes noções de engenharia química adotadas na manufatura. Foi coletado amostras de ácidos palmítico e Neo-gorduras da Armour and Company e foram dadas à Metasap, para a formulação de palmitato de alumínio e sais de alumínio de ácidos mono e poli-insaturados. Testes posteriores deram resultados muito inferiores ao palmitato de alumínio da Metasap.

Os géis, formados pelo uso do palmitato de alumínio, são semelhantes aos que usam os ácidos graxos C17 e C18, aos ácidos margárico e esteárico, respectivamente. A adição de palmitato de alumínio é problemático, devido a sua parafinidade, ficando, facilmente, sedimentado. O engrossamento de combustíveis finos, por ácidos graxos C>12, são mais endotérmicos do que os ácidos graxos C≤12. Ácidos parafínicos formam, em sua maioria, sais de dissolução mais reversível, ou seja, géis de baixa qualidade e valor militar, géis mais duros e friáveis e com pouca adesão e aderência.

Posterior teste e resultado, a dúvida, quanto a composição e o nome "Aluminum Palmitate" do sabonete da Metasap, foi levantada. Subsequente investigação comfirmou a dúvida, o "Palmitato de alumínio" era, na realidade, sais de alumínio dos ácidos graxos totais do coco, ao qual, ácido palmítico é concendido em apenas 8% no meio. thumb|250px|Napalm sendo usado durante a Guerra do Vietnã a partir de um barco-patrulha.Um dos maiores problemas dos fluidos incendiários (tais como os usados nos lança-chamas) é que eles salpicam e escorrem muito facilmente devido à sua baixa viscosidade. Nos Estados Unidos descobriu-se que a gasolina sob a forma de gel aumentava o alcance e a eficiência dos lança-chamas. No entanto, no início da Segunda Guerra Mundial, para se obter gasolina gelificada era necessário usar borracha natural, a qual estava, na altura, sob forte procura e com preço elevado. O napalm veio providenciar uma alternativa mais barata.

O napalm moderno, o sucessor do napalm-A, é composto, em proporção crescente, de benzeno, gasolina de baixa octanagem e poliestireno, e é conhecido por Napalm-B (super napalm). Napalm a base de estireno polimérico e gaso-benzeno apresenta um tempo de ardência muito maior e mais controlada. Napalm-B é menos inflamável que Napalm-A, sendo, assim, menos perigoso e menos caro o seu desenvolvimento, armamento e armazenamento. Napalm-B foi sucedido por uma mistura, usada na bomba incendiária MK-77, bomba que sucedeu a BLU-27, de combustíveis de aviação à base de querosene (JP-5, JP-8) e nafta (JP-4), apresentando uma menor concentração de benzeno, tendo, também, menos impacto ao meio ambiente.

A nova mistura incendiária, a base de combustíveis, engrossada com JP-4/JP-5 ou JP-8, aumentou a adesão, aumentou a vida média de queima, além de apresentar habilidades incendiárias e penetrantes mais superiores que as do NP-A e o NP-B. Diversas misturas incendiárias são a base de combustíveis finos, voláteis e facilmente explosivos, junto a combustíveis grossos (espessante), tais como, combustíveis para aviação (JP-4, JP-5 e JP-8). A baixa inflamabilidade torna necessário a adição de oxidantes e/ou pirofóricos, combustíveis para foguetes.miniaturadaimagem|374x374px|Bomba de 227 quilogramas AN-M14 2. Bombas AN-M69 são carregadas em adaptadores que são usados ​​no fragmentador M12, M14 ou M19. Utilização O napalm foi usado em lança-chamas e bombas incendiárias pelos Estados Unidos e nações aliadas, para aumentar a eficiência dos líquidos inflamáveis. A substância é formulada para queimar a uma taxa específica e aderir aos materiais. O napalm é misturado com a gasolina gélida (ou gelatinosa) em diferentes proporções para alcançar este objetivo.

Diversos lançadores foram desenvolvidos para seu uso, culminando nas armas lança-chamas utilizadas para atacar os exércitos vietnamitas no fim da década de 1960. Também foi usado contra cidades e vilarejos de civis posteriormente.