thumb|right|280px|A bandeira do Reino Unido baseia-se nas bandeiras da Inglaterra, da Escócia e da Irlanda. A História do Reino Unido começa com a formação de um Estado com os Atos de União de 1707, que agregaram o parlamento dos reinos da Inglaterra e da Escócia de modo a criar a Grã-Bretanha. Posteriormente, o Ato de União de 1800 reuniu a Grã-Bretanha e o Reino da Irlanda para estabelecer o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda.

Em 1922, com a independência do Estado Livre Irlandês (antecessor imediato da atual República da Irlanda), a Irlanda do Norte permaneceu sob jurisdição do Reino Unido, razão pela qual, desde 1927, o nome oficial daquele Estado é "Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. A Conquista do País de Gales

O País de Gales medieval esteve quase sempre dividido em diversos principados independentes, sem uma autoridade única. Quando os normandos invadiram a Grã-Bretanha, avançaram contra as marcas galesas, mais fracas e sem unidade. Os galeses, para enfrentar a ameaça, uniram-se finalmente sob a bandeira de chefes como Llywelyn, o Grande

Os ingleses terminaram por conquistar o País de Gales em 1282, no reinado de Eduardo I; o Estatuto de Rhuddlan estabeleceu formalmente o controle inglês sobre o território em 1284. Para pacificar os galeses, o filho de Eduardo I (o futuro Eduardo II), que havia nascido em Gales, assumiu o título de Príncipe de Gales em 1301, o que fez do território um principado até 1536.

Em 1535, uma lei inglesa concluiu o processo de incorporação do País de Gales à Inglaterra, mandando aplicar ao território o direito inglês e permitindo somente o inglês como língua oficial. O País de Gales passou a enviar representantes para o parlamento em Londres.

A Conquista da Irlanda

A conquista inglesa da Irlanda começou em 1169, com Henrique II, em reação a uma invasão daquela ilha por um grupo de normandos. Temendo que estes se tornassem muito poderosos, Henrique desembarcou na Irlanda em 1171 e tomou Dublin e arredores.

O século XVI assistiu aos esforços de Londres no sentido de controlar a rebelde nobreza da Irlanda, o que foi feito por meio de persuasão, quando possível, e pela força, quando necessário. A ilha foi declarada um reino em 1541 e, no ano seguinte, Henrique VIII passou a intitular-se rei da Irlanda. Em 1603, o território estava finalmente sob firme controle inglês, a despeito das dificuldades religiosas (os irlandeses eram católicos e os ingleses, anglicanos).

A Escócia

A Escócia era um reino independente que resistiu às tentativas inglesas de subjugá-lo. A Aliança Auld com os franceses preocupou diversos governos ingleses e deu origem à política de tentar separar a Escócia da França. Essas causas levaram até a Reforma Protestante.

A Reforma Religiosa escocesa causou um conflito entre a antiga religião - o catolicismo - e a nova - o calvinismo. A rainha católica da Escócia, Maria I, foi forçada a abdicar e refugiar-se na Inglaterra, deixando seu filho menor, Jaime VI, sob a guarda de tutores protestantes. Os católicos ingleses a viam como uma herdeira mais legítima ao trono da Inglaterra do que a sua prima protestante Isabel I. Isabel colocou-a em prisão domiciliar e, em meio a rumores de um golpe, mandou executá-la sob a acusação de traição.

Jaime VI sucedeu à sua prima Elizabeth I no trono inglês em 1603, assumindo o título de Jaime I da Inglaterra. Uma união pessoal dos dois reinos manteve, porém, parlamentos separados.

O Governo Republicano Inglês thumb|left|180px|Oliver Cromwell, Lord Protetor da Inglaterra. A ascensão do filho de Jaime VI & I, Carlos I, ao trono em 1625 marca o início de um período de conflito entre o Rei e o Parlamento. A adesão de Carlos I à doutrina do direito divino atiça uma batalha de supremacia entre o Rei e o Parlamento, que culmina com a primeira guerra civil inglesa (1642-1651). Em 1649, Carlos é decapitado. Isto dá início à República, ou Commonwealth (de 1649 à 1653, seguido por um período de governo pessoal do Lord Protetor Oliver Cromwell. O novo regime era impopular, e a morte de Cromwell em 1658 deixou espaço para o governo de seu filho Richard (1658-1659). Em 1659, o Parlamento negocia a Restauração da monarquia para 1660. O filho de Carlos I, Carlos II, assume o trono.

O período da Commonwealth anexou a Irlanda e a Escócia à Inglaterra e aboliu suas autonomias legislativas. A Irlanda foi particularmente tocada pelo período de guerras civis; a rebelião católica dos senhores de terras irlandeses foi reprimida com uma invasão da ilha por Oliver Cromwell, que estabeleceu uma nova elite protestante naquele território. Estima-se que um-terço da população da ilha pereceu ou exilou-se devido ao conflito. Tanto a Irlanda quanto a Escócia tiveram sua autonomia devolvida após a restauração da monarquia na Inglaterra.

O Ato de União de 1707

Quando foi aprovada o Decreto de Estabelecimento de 1701, o Parlamento Inglês tinha cometido a negligência de não consultar ao Parlamento da Escócia que tentava preservar a dinastía Stuart. O Ato de Estabelecimento, era uma lei inglesa que garantia a sucessão à coroa da Inglaterra a Sofia de Hanôver e seus descendentes protestantes, que esteve ligada aos Stuart por uma filha de Jaime I. Esta disposição buscava a exclusão do trono de um rei favorável ao catolicismo e cortar as pretensões de Jaime Francisco Eduardo Stuart.

Em 1704 foi aprovado na Escócia o Ato de Seguridade; ali se estipulava que se a rainha morresse sem descendência, concederia-se aos Estados o poder de eleger ao seguinte monarca escocês entre dos descendentes protestantes da casa real da Escócia. A pessoa eleita pela Escócia não tinha que ser necessariamente a mesma que subiria ao trono inglês. Ainda que não era politicamente o mais conveniente, o Ato obteve o consentimento real quando o Parlamento Escocês ameaçou retirar as tropas escocesas do duque de Marlborough na Europa e negar-se a pagar os impostos.

O Parlamento Inglês, temendo que a Escócia independente restaurasse a Aliança Auld com a França, respondeu com o Ato de Alienação (1705), que impôs grandes sanções econômicas e pela qual os súditos escoceses seriam declarados estrangeiros (ficando com o grave perigo de perder as propriedades que tivessem na Inglaterra), a menos que a Escócia aprovasse o Ato de Seguridade ou aceitasse a união com a Inglaterra. A Escócia preferiu a segunda opção.

Os Artigos da União foram aprovados em 22 de julho de 1706, e foram aceitos pelo Parlamento Escocês e 16 de janeiro de 1707. De acordo com o Ato, Inglaterra e Escócia se converteram em um só reino chamado Grã Bretanha em 1 de maio de 1707. A Escócia enviou 45 deputados para o parlamento unificado em Londres. Criou-se também uma união aduaneira entre os dois países (livre-comércio). Em contrapartida, o direito, a moeda e a Igreja escoceses continuaram separados.

História da Grã Bretanha O reinado da Rainha Ana (1665 - 1714)

Ana foi rainha da Inglaterra a partir de 1665 e se converteu na primeira soberana da Grã Bretanha. Seu reinado ficou marcado pela Ato de União de 1707 (que uniu Inglaterra e Escócia formando a Grã Bretanha) e pelo desenvolvimento do sistema bipartidário (com a presença dos partidos Tory e Whig).

Seu reinado também ficou marcado pela participação da Inglaterra na Guerra de Sucessão Espanhola. Com o fim da guerra, depois da assinatura do tratado de Utrecht, Felipe V, neto do rei francês Luis XIV, foi decretado rei da Espanha. Algumas colônias espanholas, porém, foram divididas entre vários príncipes europeus; Grã Bretanha obteve os territórios de Gibraltar e de Menorca. Várias colônias francesas na América do Norte foram também cedidas a Grã Bretanha. Assim terminava a intervenção inglesa na Guerra de Sucessão Espanhola.

Dinastia Hanôver e o Primeiro Ministro

Sem deixar herdeiros a Rainha Ana foi sucedida pelo Rei Jorge I (1714 - 1727), o primeiro monarca da Casa de Hanôver. Jorge I nasceu na Alemanha e pouco falava inglês. Durante seu reinado, o poder da monarquia diminuiu; começou a se desenvolver o moderno sistema de governo por Gabinete. Durante os últimos anos de seu reinado, o poder de fato esteve nas mãos de Sir Robert Walpole. Walpole era Ministro da Fazenda na época e embora não houvesse formalmente o título de Primeiro Ministro é considerado por muitos historiadores como primeiro de todos.

Jorge I foi sucedido por seu filho, Jorge II (1727 - 1760), também nascido na Alemanha, segundo monarca de origem não inglesa a assumir o trono e último também. O novo rei envolveu a Inglaterra na Guerra de Sucessão Austríaca (1740-1748). Nomeou Walpole oficialmente Primeiro Ministro.

Revoluções do século XVIII A Revolução Industrial foi um período que se estendeu nos meados do século XVIII e início do século XIX com mudanças na agricultura, manufaturamento e transporte que teve um efeito profundo nas condições socioeconómicas e culturais. Iniciado na Inglaterra, subsequentemente se expandiu para todo o mundo em um processo que definiu a industrialização. Naquele tempo a economia baseada em trabalho manual foi substituída por outra dominada pela indústria e manufatura de máquinas. A revolução começou com a mecanização da indústria têxtil e com o desenvolvimento dos processos de ferro. A expansão do comércio foi favorecida pela melhoria das rotas de transportes e posteriormente pelo nascimento da estrada de ferro. Uma das inovações tecnológicas mais importantes foi a máquina a vapor.

Continuando a Dinastia Hanôver, Jorge III se tornou rei em 1760. Durante seu reinado, a Grã- Bretanha entrou em guerra na América do Norte na Guerra da Independência dos Estados Unidos da América. A Grã-Bretanha ainda lutou durante a Revolução Francesa contra às forças napoleônicas. O reinado de Jorge III ficaria marcado pela união da Grã-Bretanha e Irlanda formando o Reino Unido, como consequência disto Jorge III se tornou o único a ser rei da Grã-Bretanha e posteiormente Reino Unido. Destaca-se neste período a liderança do Primeiro Ministro William Pitt, o jovem.

A Formação do Reino Unido O Ato de União de 1800

A invasão normanda da Irlanda em 1170 deu causa a séculos de conflitos, com sucessivos reis ingleses tentando conquistar e pilhar a ilha. No início do século XVII, teve início um processo de colonização inglesa em larga escala da Irlanda. No século XVIII, os irlandeses começaram a reivindicar maior grau de independência para o país. Em 1782, os irlandeses tinham obtido sua independência na Constituição, depois de terem sido dominados durante séculos pela Inglaterra. A União com Grã-Bretanha não era bem vista pelos irlandeses, e já havia sido rechaçada uma moção de união em 1799, mas uma forte campanha do governo britânico e as rebeliões da Irlanda de 1798 fizeram o caminho se tornar mais fácil em 1800.

O Ato de União de 1800, concluído em janeiro de 1801, agregou então as ilhas da Grã-Bretanha e Irlanda num novo Estado denominado Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. À Irlanda foi permitido enviar 100 deputados ao parlamento britânico em Londres, além de 28 pares para a Câmara dos Lordes.

A História do Reino Unido Continuação da Dinastia Hanôver Jorge IV (1820 - 1830) tornou-se Príncipe Regente quando seu pai Jorge III sofreu uma recaída de loucura por causa da porfiria de que padecia. A regência durou nove anos, até a morte de Jorge III em 1820. Durante a maior parte de sua regência e do seu reinado, Robert Banks Jenkinson, conhecido como Lord Liverpool, foi o primeiro-ministro.

Jorge IV foi sucedido por Guilherme IV (1830 - 1837), responsável pela proibição do trabalho de menores e da escravatura em todo o Império Britânico. A legislação reformista mais importante de seu reinado foi o Ato de Reformas de 1832, que modernizou o sistema eleitoral britânico.

Rainha Vitória (1837 - 1901)

thumb|right|200px|A Rainha Vitória Última monarca da Casa de Hanôver, Rainha Vitória fez seu reinado ficar marcado por uma grande expansão do Império Britânico. Seu reinado também seria conhecido como a Era Vitoriana.