O Palacete Argentina é uma edificação histórica de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, localizado na Avenida Independência, 867, importante avenida da capital. É um prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.Monumentos e Espaços Públicos Tombados - Porto Alegre (RS). IPHAN
História Trata-se de um grande casarão aristocrático, em estilo eclético, erguido em 1901 para Sebastião de Barros. O projeto, de Theóphilo Borges de Barros, foi realizado pelos Irmãos Tomatis. Pouco mais tarde foi vendido para Franklin Etzberger.
No ano de 1928, o prédio passou por uma reforma na qual arcos sustentados por colunas salomônicas foram abertos em algumas paredes, foram acrescentadas uma sala de chá e um jardim de inverno, bem como dependências de serviço no pavimento inferior.
A casa passou para sua filha Manoelita Lilia Etzenberger quando esta casou-se com Alceu Otacílio Barbedo. Seu apelido atual nasceu quando foi ocupado pelo Grupo Escolar Argentina, em 1940.Palacete Argentina (Porto Alegre, RS). Página do IPHANO Palacete Argentina. Movimento Reviver Independência, 2009Sobrado Urbano na Avenida Independência. Notícias do MinC, 27 de setembro de 2006
Declarando-o de utilidade pública, o Governo do Estado desapropriou o imóvel em 1971, e a partir de 1984 foi restaurado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que nele instalou sua sede regional, tombando-o em 1990. A casa tem dois pisos e um porão, com 756 metros quadrados em um terreno com 934 metros quadrados. Preserva rica decoração ornamental na fachada e originalmente seus interiores eram igualmente ricos, com pinturas murais, vitrais, talha em madeira e outros adornos sofisticados. A casa faz parte de um reduzido grupo de edificações de porte semelhante que sobrevive na avenida, que antigamente era um bairro residencial de elite.
Em 2003, o palacete começou a passar por uma reforma de preservação patrocinada pelo IPHAN e pela Representação Regional Sul do Ministério da Cultura (MINc). A obra foi encerrada no ano de 2006, e ficou orçada em quatrocentos e quarenta mil reais, sob o comando de Ana Meira, a residência passou por uma série de reparos, de rebocos, aos vitrais, a fachada da casa e a rede elétrica da casa. A obra foi considerada 'um exemplo de intervenção no cuidado com as técnicas de restauração".
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