O inglês da Commonwealth é o conjunto de variedades da língua inglesa utilizadas nos atuais e antigos países-membros da Commonwealth. Essas variedades compartilham, em grande parte, as mesmas grafias, regras de pontuação e convenções gramaticais. O uso do inglês foi herdado principalmente da colonização britânica, salvo poucas exceções. A língua faz parte da cultura comum da organização e serve como meio de comunicação nas relações entre os países da Commonwealth.

O termo inglês da Commonwealth é geralmente empregado como sinônimo de inglês britânico, mas também é utilizado para distinguir o inglês britânico daquele falado no restante da Commonwealth. Muitas regiões desenvolveram suas próprias variedades locais do idioma. Seu status como língua oficial varia: em Bangladesh, o inglês não possui status oficial, embora seja amplamente utilizado; da mesma forma, em Chipre, não é oficial, mas é usado como .

O inglês escrito nos atuais e antigos países da Commonwealth geralmente segue a ortografia do inglês britânico, em vez daquela do inglês americano, com algumas exceções, especialmente no Canadá.Boberg, Charles (2004). Standard Canadian English . In: Raymond Hickey. Standards of English: Codified Varieties Around the World. Cambridge University Press. p. 159.

Variedades nativas

As variedades nativas do inglês do Hemisfério Sul começaram a se desenvolver durante o século XVIII, com a colonização da Australásia e da África do Sul. O inglês australiano e o inglês neozelandês estão intimamente relacionados e compartilham algumas semelhanças com o inglês sul-africano. Ainda assim, o inglês sul-africano apresenta influências particulares de línguas indígenas africanas, além de influências da língua neerlandesa herdadas paralelamente ao desenvolvimento do africâner, enquanto o inglês neozelandês apresenta forte influência da língua maori.

O inglês canadense contém elementos do inglês britânico e do inglês americano, além de algumas influências do francês. É resultado de diversas ondas de imigração e povoamento provenientes da Grã-Bretanha, Irlanda, França, Estados Unidos e de outras partes do mundo ao longo de mais de dois séculos.Dollinger, Stefan (2008). "New-Dialect Formation in Canada". Benjamins, . p. 25.

Em muitos países da Commonwealth, existe uma minoria relativamente pequena de falantes nativos de inglês em meio a uma população maior que utiliza o idioma como segunda língua; os anglo-indianos têm o inglês como língua materna, mas ele não é a primeira língua da maioria dos indianos.

África Além da África do Sul, vários países africanos da Commonwealth apresentam variedades nativas do inglês. Há uma comunidade de falantes nativos de inglês no Zimbábue; o dialeto do país apresenta características do inglês britânico, do inglês sul-africano e de outras variedades do inglês da Commonwealth faladas no Hemisfério Sul.Tom McArthur (ed.), Oxford Companion to the English Language. Oxford and New York: Oxford University Press, 1992. . pp. 116, 352. Também localizadas na África Austral e historicamente influenciadas pela África do Sul, a Namíbia e Botsuana possuem seus próprios dialetos, embora contem com populações menores de falantes nativos de inglês. O mesmo ocorre no Quênia e no Uganda, na África Oriental.. The Independent, 26 August 2005

Caribe

O inglês caribenho deriva do inglês britânico e de línguas da África Ocidental. Também é influenciado pelo contato constante com línguas crioulas de base inglesa. O hindustâni e outras línguas do Sul da Ásia exercem influência considerável em países com grandes populações de origem indiana, como Trindade e Tobago e Guiana. O inglês jamaicano e o inglês barbadiano apresentam influências do inglês irlandês.

Variedades não nativas

As variedades do inglês como segunda língua na África e na Ásia frequentemente passaram por um processo de “indigenização”; isto é, cada comunidade anglófona desenvolveu — ou está desenvolvendo — suas próprias normas de uso, muitas vezes sob a influência das línguas locais. Esses dialetos são por vezes denominados New Englishes (“novas variedades do inglês”); a maioria deles herdou do inglês britânico meridional a pronúncia não rótica.Brinton, Lauren and Leslie Arnovick. The English Language: A Linguistic History. Oxford University Press: Canada, 2006.

África Nos países da Commonwealth situados na África Ocidental, existem variedades nacionais do inglês na Nigéria, em Gana, em Serra Leoa,Saidu Bangura, 2015. A Roadmap to Sierra Leone English: A Sociohistorical and Ecological Perspective, Universidad de Las Palmas de Gran Canaria, tese de doutorado, p. 124, 222, 232–242. nos Camarões e na Gâmbia.

Na África Oriental, são faladas variedades nacionais do inglês no Quênia, em Ruanda, em Uganda e na Tanzânia. O desenvolvimento moderno do inglês em Ruanda está intimamente relacionado ao período posterior a 1994. O retorno de ruandeses que haviam vivido por longos períodos em países vizinhos, especialmente em Uganda, ampliou a presença do inglês na vida pública e institucional e proporcionou uma importante contribuição regional para o uso local do idioma. Posteriormente, o uso do inglês expandiu-se em áreas como a educação e a administração pública. Ruanda tornou-se membro da Commonwealth em 2009.

Antes da admissão do Togo na Commonwealth, em 2022, o ministro das Relações Exteriores Robert Dussey afirmou esperar que a adesão à organização proporcionasse aos cidadãos togoleses oportunidades de aprender inglês.

Ásia

Hong Kong Hong Kong deixou de fazer parte da Commonwealth em 1997, da qual participava em razão de sua condição de território britânico. Ainda assim, a língua inglesa no território continua a ter status oficial.

Subcontinente indiano

O inglês foi introduzido no subcontinente pelo Raj britânico. A Índia possui a maior população anglófona da Commonwealth, embora, proporcionalmente, muito poucos falantes do inglês indiano tenham o idioma como primeira língua. O mesmo se aplica ao inglês falado em outras partes do Sul da Ásia, incluindo o inglês das Maldivas, o inglês paquistanês, o inglês do Sri Lanka, o inglês de Bangladesh e o inglês de Mianmar; embora Mianmar, também conhecido como Birmânia, não seja um país da Commonwealth, o inglês é a língua materna da população anglo-birmanesa. O inglês sul-asiático é relativamente homogêneo em todo o subcontinente, embora existam algumas diferenças decorrentes de diversos fatores regionais.

Arquipélago Malaio O inglês do Sudeste Asiático inclui o inglês de Singapura, o inglês da Malásia e o inglês de Brunei, além de outras variedades faladas em países que não integram a Commonwealth, como o inglês indonésio. Ele resulta não apenas da colonização britânica, mas também da colonização norte-americana — como no caso do inglês das Filipinas — e da globalização. Sua interação com diferentes ecologias linguísticas locais moldou sua forma, função e status na região.

Ver também Inglês britânico Mundo anglófono Inglês americano Índice de Proficiência em Inglês da EF

Categoria:Inglês americano Categoria:English Heritage Categoria:Dialetos Categoria:Língua inglesa