José Tiago Ferreira Basalisa (Belém, Belém, 6 de Agosto de 1871 – Carnaxide, Oeiras, 4 de Março de 1961) foi um pintor e azulejista português.
Biografia Era filho do padeiro Manuel Francisco Ferreira e de Gertrudes dos Santos, ambos também naturais de Belém. Adotou o apelido Basalisa por via da avó paterna, Basilisa Anastácia da Conceição.
Entre os 14 e os 15 anos de idade sugestionou-se pela escultura em madeira e pedra. Depois veio a revelação da cor.
A vocação artística revelou-se quando frequentava a escola primária na Boa-Hora (Ajuda, Lisboa). Com Mestre Mendes, em Pedrouços, aprendeu desenho livre e pintura, com Mestre Casanova recebeu os ensinamentos da aguarela numa escola industrial que funcionava na Casa Pia de Lisboa.
A 9 de julho de 1896, casou na igreja paroquial de Carnaxide, então localizada no concelho de Cascais, com a costureira Palmira da Conceição Pato (Carnaxide, Oeiras, c. 1872), filha de Manuel António da Rosa e de Mariana da Assunção Pato, ambos também naturais de Carnaxide.
Insatisfeito, e remando contra as marés do tempo, assistia às aulas nocturnas da Sociedade Nacional de Belas-Artes, aperfeiçoando-se com os melhores professores da época: José Malhoa, Columbano Bordalo Pinheiro, Veloso Salgado e Ernesto Condeixa.
Morava então na sua casa de Carnaxide e fazia o percurso a pé, por caminhos maus e escuros, até Algés e depois seguia para para a S.N.B.A. em Lisboa.
Trabalhou em várias oficinas de pintores da época; na de Eugénio Cotrim, mestre do claro-escuro, encontrou outros pintores excepcionais como Justino Monteiro.
Trabalhou também na oficina de Pereira Cão, célebre azulejista e pintor da época. Mais tarde, abriu a sua própria oficina de azulejaria na Rua da Arrábida, em Lisboa.
Trabalhou com outros artistas notáveis, entre outros, Rafael Bordalo Pinheiro e Luigi Manini, mas foi com o pintor Domingos Costa que mais evoluiu.
Fez decorações em diversos palácios e residências, em pintura mural, óleo s/ tela, e azulejos.
Desde muito novo esteve filiado aos diversos movimentos culturais do fim do século XIX: romantismo, naturalismo, positivismo, simbolismo e socialismo.
Como Antero de Quental, Teófilo Braga, Manuel de Arriaga e Émile Zola, separou-se rapidamente do catolicismo tradicional; não era anticlerical, foi adepto das "novas harmonias sociais", germe e o cimento da revolução republicana em Portugal.
Morreu a 4 de março de 1961, na freguesia de Carnaxide, em Oeiras.
Algumas obras As Pionias 1906 (menção honrosa SNBA) As Três Graças 1910 (Quinta da Regaleira, Sintra) Azulejos – Painéis circa1920 (Quinta do Pombal, Sintra) Abóbora Menina 1944 (2a medalha SNBA) Auto-retrato 1953 (1a medalha SNBA)
Ligações externas FaceBook Quinta do Pombal
RTP Museu do Azulejo
Categoria:Pintores de Portugal