"Burn It Down" (estilizada em letras maiúsculas) é uma canção gravada pela banda norte-americana de rock Linkin Park, contida em seu quinto álbum de estúdio, Living Things. Foi escrita por Chester Bennington e Mike Shinoda, sendo produzida pelo último em conjunto com Rick Rubin. A sua gravação ocorreu em fevereiro de 2012 nos NRG Recording Studios em Los Angeles, Califórnia. Inicialmente nomeada "Buried at Sea" em sua versão demo, a faixa foi lançada em formato digital e enviada para as rádios modern rock norte-americanas em 16 de abril de 2012 pelas gravadoras Warner Bros. e Machine Shop, servindo como o primeiro single do disco. Foi posteriormente promovida através de um jogo de corrida chamado Linkin Park GP, desenvolvido pela banda em parceria com a Lotus F1.
Musicalmente, "Burn It Down" contém elementos dos gêneros rap rock e rock alternativo, tratando-se de uma obra de rock eletrônico. Segundo Shinoda, o significado de seu conteúdo lírico está aberto a múltiplas interpretações. Em termos críticos, o tema acabou por receber comentários positivos da maioria dos analistas, que notaram "um sentimento familiar que lembra os dias de Hybrid Theory" e seu estilo "dançável". Muitos elogiaram os versos de Shinoda, entretanto alguns notaram sua participação como irrelevante. No campo comercial, chegou ao topo na Polônia, posicionando-se entre as dez melhores na Alemanha, Áustria e Japão. Nos Estados Unidos, alcançou a 30.ª posição na Billboard Hot 100, obtendo um disco de platina triplo pela Recording Industry Association of America (RIAA).
O videoclipe correspondente foi dirigido por Joe Hahn e filmado em Los Angeles durante março de 2012. A produção estreou em 24 de maio do mesmo ano na MTV, e no dia seguinte, foi disponibilizada no canal da banda no YouTube. Bennington comentou que a banda queria "capturar um tipo de elemento vivo", muito semelhante ao modo como poderiam apresentar a faixa ao vivo. O material recebeu duas indicações para o MTV Video Music Awards de 2012 nas categorias de Melhor Vídeo de Rock e Melhores Efeitos Especiais, mas acabou perdendo ambas para trabalhos do Coldplay e de Skrillex respectivamente. Em 17 de maio de 2012, a canção foi apresentada ao vivo pela primeira vez em um show organizado pela estação de rádio KROQ. Mais tarde, apresentaram-se em eventos como Billboard Music Awards, MTV Video Music Awards Japan e American Music Awards.
Antecedentes e composição esquerda|miniaturadaimagem|270x270px|Linkin Park durante uma apresentação da A Thousand Suns Tour em 2011. "Burn It Down" foi escrita por Chester Bennington e Mike Shinoda, tendo sua produção musical realizada pelo último juntamente com Rick Rubin. A canção foi gravada em fevereiro de 2012 nos NRG Recording Studios, localizados em Los Angeles, na Califórnia. Durante as sessões de gravação, o seu título de trabalho era "Buried at Sea", mas depois a banda decidiu alterá-lo para "Burn It Down". Bennington e Shinoda começaram a composição de Living Things enquanto ainda estavam em turnê promovendo o seu antecessor, A Thousand Suns. Em julho de 2011, numa entrevista à revista Rolling Stone, Bennington comentou dizendo: "Mike e eu estamos em nossos estúdios de gravação. [...] Estamos trabalhando em novas canções enquanto saímos de carro a caminho do hotel e também quando estamos em casa". Na mesma conversa, ele disse que a banda tinha a intenção de lançar um álbum a cada dezoito meses e ficaria muito surpreso se não publicassem o sucessor de A Thousand Suns ainda em 2012.
Sucedendo "In My Remains" e precedendo "Lies Greed Misery", o tema é a terceira faixa do disco, possuindo uma duração de três minutos e cinquenta segundos (3:50). Musicalmente, é uma canção de rock eletrônico que contém elementos do rap rock e rock alternativo, apresentando um ritmo de 112 batidas por minuto em seu andamento. Ao explicar através de entrevista o motivo de sua escolha como o primeiro single de Living Things, Bennington disse que a obra representava tudo o que eles queriam alcançar com o projeto, "uma combinação forte do passado da banda com o seu presente eletrônico". Ele também comentou que a canção "tinha muita energia e uma melodia eletrônica muito forte e se destacava das outras [no disco]". Em entrevista para a estação de rádio KROQ em Los Angeles, Shinoda explicou o significado de "Burn It Down", dizendo que poderia ser aberto a múltiplas interpretações:
Lançamento e divulgação A data de lançamento do single inicial de Living Things foi anunciada em 28 de março de 2012 por Mike Shinoda em seu Twitter. Ele também fez o anúncio por meio de um vídeo publicado pelo canal do Linkin Park no Youtube. Dias antes de seu lançamento, uma pré-visualização de trinta segundos de "Burn It Down" foi lançada no site da estação de rádio canadense CHDI. Em 5 de abril, foi lançada uma série de quebra-cabeças deslizantes no site oficial da banda para desbloquear trechos da canção. O último quebra-cabeça foi concluído em 11 do mesmo mês e mostrava de forma desorganizada a arte da capa do disco. Em outro jogo lançado, a imagem foi finalmente revelada. A obra foi oficialmente liberada em 16 de abril daquele ano através da Warner Bros. Records e da Machine Shop Recordings. Mais tarde, a banda se juntou à equipe da Lotus F1 para criar um aplicativo de iPad do gênero corrida chamado Linkin Park GP, onde os jogadores poderiam dirigir uma Lotus E20 e interagir com um ambiente que os permitiria criar um remix do tema, além de ampliar as seções individuais da canção; o jogo foi lançado em 24 de maio de 2012. "Burn It Down" ainda integrou o conteúdo baixável no Linkin Park Pack 02 do jogo musical Rock Band 3, o qual foi lançado em 4 de setembro, incluindo "Breaking the Habit" (2004), "Shadow of the Day" (2007) e "New Divide" (2009).
Apresentações ao vivo miniaturadaimagem|250x250px|A primeira apresentação televisionada de "Burn It Down" ocorreu durante os Billboard Music Awards de 2012, no MGM Grand Las Vegas. A banda apresentou "Burn It Down" pela primeira vez num show organizado pela rádio KROQ, em Pasadena, Califórnia, ocorrido em 17 de maio de 2012; tocaram afrente de cerca de cem pessoas, tendo também "New Divide", "Given Up", "Papercut", "Waiting for the End" e "Faint" no repertório. No dia seguinte, realizaram uma apresentação íntima e exclusiva para membros do LP Underground, fã-clube oficial da banda, na qual a canção esteve presente, que aconteceu no House of Blues de Los Angeles, Califórnia. Dois dias depois, tocaram "Burn It Down" durante a edição daquele ano dos Billboard Music Awards, sendo esta a primeira apresentação da faixa transmitida pela televisão. No tapete vermelho da cerimônia, um repórter da revista The Hollywood Reporter entrevistou Shinoda, que revelou a apresentação naquela noite como "quase como uma prévia do que será o vídeo [musical]". Ao decorrer do mesmo ano, a faixa ainda foi interpretada com "Numb" e "Lies Greed Misery" para a versão japonesa dos MTV Video Music Awards.
Com o objetivo de intervir num debate dinâmico sobre o poder da música, jogos e redes sociais e de abordar alguns dos desafios mais prementes da sustentabilidade global, em 19 de junho, a banda participou do Rio+Social na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O baixista David Farrell comentou sobre a questão: "Acreditamos que os jovens hoje são cidadãos do mundo e estão melhor conectados e informados do que qualquer outra geração. [...] Rio+Social é uma oportunidade histórica que permite que os jovens participem da discussão global sobre questões críticas, como a sustentabilidade global de uma maneira que não era possível antes". Neste evento, a banda fez uma apresentação dedicada ao movimento Power the World, onde performaram "Burn It Down" e canções de materiais anteriores. Apresentaram-se em 29 de junho no X Games, e "Burn It Down" fazia parte da listagem. Também a apresentaram no talk show Jimmy Kimmel Live!, junto com "Lies Greed Misery", "New Divide" e "Faint". Em 22 de setembro, "Burn It Down" foi tocada com "Lost in the Echo" e sucessos anteriores numa aparição no iHeartRadio Music Festival. Por fim, em 18 de novembro, a banda a tocou no American Music Awards.
Recepção da crítica
A canção foi bem recebida pela maioria dos críticos especializados. Escrevendo para a Rolling Stone, Nick Catucci comentou: "Chester Bennington descomprime, mais uma vez, a sua propensão para ferrar as coisas. Antes de se concentrar no uivo e angústia exigido por um refrão do Linkin Park, Bennington oferece um dos seus mais belos versos". O analista também mencionou que a banda "[abraçou] de fato a música eletrônica". Rick Florino, do site ArtistDirect, pontuou "Burn It Down" com o máximo de cinco estrelas e a nomeou como "uma das faixas mais incendiárias de 2012". Reconhecendo a canção como "um clássico" da banda, o crítico também elogiou os versos de Bennington e o ritmo de "arrogância dançável" da bateria de Rob Bourdon, além de destacar a parte vocal de Mike Shinoda, descrevendo-a como "um vigoroso golpe lírico" na linha "I played soldier, you played king". "Shinoda exerce a delicadeza de um lutador quando está atrás do microfone e seu rap é ainda mais poderoso do que nunca".
Em uma resenha faixa-por-faixa de Living Things, a Billboard chamou os versos de rap de Shinoda como "mancados", mas elogiou os vocais de Bennington, dizendo que "atravessam de certa forma, a sua verdadeira identidade". Segundo Chris Martins, da revista Spin, a obra é "seca mas ainda boa e o pulso das guitarras e sintetizadores estão irreparavelmente juntos". O portal AOL Radio classificou-a em 2012 como a melhor faixa de rock e a segunda melhor do gênero alternativo, citando o tema como "um exemplo perfeito de como o Linkin Park conseguiu se manter relevante e se tornar uma das bandas de rock mais populares de hoje".
A editora da revista Loudwire, Anne Erickson observou em "Burn It Down" a presença de uma nova fase sonora do grupo, entretanto "ao mesmo tempo há um sentimento familiar que se remonta aos dias de Hybrid Theory". Erickson enalteceu ainda os vocais de Bennington e Shinoda, dizendo que "a canção está dominada por ritmos, riffs e raps, mergulhada num mar de uma atmosfera eletrônica". Andrew Unterberger, da PopDust, foi menos favorável em sua opinião, admitindo que a faixa é um "digno sucessor" dos carro-chefes "What I've Done" (2007) e "The Catalyst" (2010), no entanto, depreciou os versos de Shinoda: "A única parte em que a canção realmente está com problemas é com os versos de Mike Shinoda. [...] Suas letras medíocres não estão ajudando, é triste ver o subestimado Shinoda perder a sua importância na banda". Mais negativo em sua análise, Jeff Sorensen, da The Huffington Post, acabou comentando: "O começo de 'Burn It Down' não faz sentido. Nada se junta e são apenas palavras. É como se estivessem folheando um dicionário e colocando alguns riffs de guitarra de baixa qualidade por cima".
Videoclipe esquerda|miniaturadaimagem|260x260px|A cena final do videoclipe da canção. As filmagens do vídeo musical acompanhante de "Burn It Down" aconteceram em Los Angeles, Califórnia, em março de 2012. No final do mês, o baixista da banda confirmou através de seu Twitter que o DJ Joe Hahn seria o diretor da produção. Um dia antes ao lançamento digital da faixa, o canal do Linkin Park no YouTube publicou um vídeo com a letra da canção. Antes de sua liberação, o videoclipe poderia ser visto mediante uma solicitação promocional que ocorreu durante o período das eliminatórias da NBA em 2012, na qual canção foi utilizada. Em conversa para a MTV, o vocalista Bennington notou a semelhança do material em relação as apresentações ao vivo da banda: "Estamos realmente tentando capturar um tipo de elemento vivo, simplesmente, tocando 'Burn It Down', muito parecido com a forma como podemos apresentá-lo ao vivo".