thumb|direita|260px|Deposição da Cruz.1521. Por Rosso Fiorentino, no Museu de Volterra, na Itália. A Deposição da Cruz () ou Deposição de Cristo é a cena, representada na arte, da retirada do corpo já morto de Jesus da cruz por José de Arimateia e Nicodemos, relatado em . Na arte bizantina, o tema se tornou muito popular no século IX e, no ocidente, a partir do século X. A deposição é a décima terceira das estações da Cruz.

Outras figuras, não mencionadas nos evangelhos canônicos, e que são geralmente incluídas nas representações são João Evangelista, que aparece às vezes ajudando Maria (no tema conhecido como Desmaio da Virgem), como é o caso na obra de Rogier van der Weyden, e Maria Madalena. O Evangelho segundo João menciona uma número indefinido de mulheres que teriam assistido à crucificação de Jesus, incluindo as chamadas "Três Marias". Elas e outras, além de homens também não nomeados, geralmente aparecem nas representaçõesG. Schiller, Iconography of Christian Art, Vol. II, 1972 (English trans from German), Lund Humphries, London, p.164, ISBN 853313245.

Desenvolvimento da imagem Mesmo nas primeiras representações, os detalhes, as posições e, especialmente, a pose do corpo de Cristo, variam. A cena era geralmente incluída nos ciclos medievais da Vida de Jesus ou da Paixão de Cristo, aparecendo entre a "Crucificação de Jesus" e o "Sepultamento de Jesus". A famosa cena conhecida como "Pietà", mostrando o corpo de Cristo no colo de Maria aparece por vezes entre as duas e é comum também como uma imagem individual, principalmente na escultura. O "Carregamento do Corpo", mostrando o corpo de Jesus sendo carregado até o seu túmulo, e a "Unção do Corpo de Cristo", mostrando o corpo deitado no túmulo (ou numa "pedra de unção" similar) são outras cenas menos famosas que podem aparecer. Esta última (vide Três Marias) é particularmente importante na arte ortodoxa, pois aparece no chamado Epitaphios.

Com o Renascimento, o tema se tornou popular como peça de altar, parcialmente por causa dos desafios da composição e a sua desejável forma vertical. A versão maneirista de Rosso Fiorentino é geralmente considerada a sua obra-prima e a peça de altar de Pontormo é, talvez, a sua obra mais ambiciosa. O tema foi pintado diversas vezes, por expoentes como Rubens e Rembrandt, que repetiu uma de suas pinturas (atualmente em Munique) numa versão grande, sua única majoritariamente em gravura, além de duas outras águas-fortes sobre o mesmo tema.

Alguns exemplos

Codex Grecus 510 (bizantino do século IX, Bibliothèque Nationale, Paris) Codex Egberti (ca. 980, na biblioteca de Trier). Externsteine, (ca. séc. X). Toros Roslin (século XIII) A Deposição da Cruz, de Rogier van der Weyden (ca. 1435, Museo del Prado, Madrid) A Deposição da Cruz (1611–14, catedral de Antuérpia), de Rubens A Deposição da Cruz (1528), por Jacopo Pontormo, na capela Capponi na Igreja de Santa Felicita, em Florença. A Deposição da Cruz (entre 1432 e 1434, Museu Nacional de San Marco, Florença), por Fra Angelico.

Ver também

Sepultamento de Cristo Epitaphios Pietà Sete Dores de Maria

Ligações externas

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