miniaturadaimagem|Google Android Na informática, o , conhecido normalmente por app (abreviado do inglês "application"), é um programa computacional desenvolvido para ser usado em dispositivos eletrônicos móveis (como relógio inteligente, smartphone, tablet, receptor de televisão, smartv), para facilitar o dia-a-dia do usuário de forma intuitiva; que pode ser adquirido por instalação no dispositivo ou descarregada pelo usuário através de uma loja on-line (como Google Play, App Store, Samsung Galaxy Store ou Windows Phone Store). Uma parte das aplicações disponíveis são gratuitas, enquanto outras são pagas. Estas aplicações são pré-instaladas ou vêm diretamente da fábrica, descarregadas pelos clientes de várias plataformas de distribuição de software móvel ou aplicações da web entregues por HTTP que usam processamento do lado do servidor ou do cliente (por exemplo, JavaScript) para fornecer uma experiência "aplicação" dentro de um navegador da Web.

O número de descarregamentos de aplicações móveis está em forte crescimento. Esta tendência está associada com a venda de smartphones, que também houve um grande crescimento de 74% num ano.

Apps se encontram disponíveis em plataformas de distribuição. Popularizaram-se em 2008 e são normalmente asseguradas pelo sistema operacional móvel. Algumas aplicações são exclusivamente gratuitas ou têm versões gratuitas, enquanto outras são comercializadas a valores relativamente e de forma geral acessíveis. Quanto à aplicação paga, geralmente uma percentagem de 20% a 30% é atribuída ao distribuidor e o restante para o criador da app.A mesma aplicação pode custar um valor diferente dependendo do dispositivo para o qual é descarregada, isto é, a mesma aplicação pode ter um custo diferente para iOS, para Android ou outro sistema operativo.

Geralmente, são descarregadas/baixados da internet para um dispositivo de destino, como um iPhone, BlackBerry, smartphones com sistema operativo Android, Windows Phone, para tablets e computadores portáteis (laptop computer) ou de escritório (desktop computer).

A sigla "app" é uma abreviatura do termo "application", que em 2010 que tornou-se tão popular que foi assinalada como "Palavra do Ano" pela American Dialect Society. Em 2009, o escritor e colunista de artigos de tecnologia David Pogue afirmou que, os smartphones mais recentes poderiam ser designados por "app phones" para distinguí-los dos menos sofisticados. Originalmente as Aplicações móveis foram criadas e classificadas como ferramentas de suporte à produtividade e à recuperação de informação generalizada, incluindo correio eletrônico, calendário, contatos, mercado de ações, informações meteorológicas entre outras do gênero. No entanto, a crescente procura, a disponibilidade facilitada e a evolução das apps, conduziu à rápida expansão para outras categorias, como jogos, GPS, serviços de informação meteorológica, serviços de acompanhamento de pedidos vários, compra de bilhetes, confirmações de presenças, conexões nas redes sociais, aplicações nas mais diversas áreas, como saúde, desporto, banca e negócios, mercados de ações, etc., tudo isto para a generalidade dos dispositivos móveis. A disseminação no número e variedade de aplicações serviu de fonte de estímulo à investigação e consequente criação de inúmeras Apps para atender as necessidades mais diversas da maioria dos utilitários.

Os apps tem o propósito de facilitar o dia-a-dia do seu usuário, fornecendo-lhe as mais diversas funcionalidades com infinitas possibilidades.

Os apps podem ser utilizados em qualquer dispositivo móvel podendo, ou não, ter a funcionalidade da geo-localização de forma a tornar a App mais relevante para ser utilizada no local e no momento em que é utilizada, o exemplo dos mapas é o exemplo clássico, mas também pode servir para obter vales de descontos de lojas nas proximidades ou para sugerir pontos de interesse para o utilizador.

Uma das áreas em que os apps têm um enorme potencial é a saúde. Segundo a Siddiqui (2013),Sidiqui, F (2013), Utilization of Smartphones to Access Health-related Information: A DescriptiveAnalysis (2010-2012) os dispositivos móveis podem ajudar na manutenção da saúde e prevenção da doença. Os Apps desenvolvidos para uso de saúde podem ter funcionalidades que ajudem melhorar a acessibilidade a tratamentos bem como a rapidez e a exatidão dos exames de diagnóstico (Siddiqui, 2013)Siddique, F (2013)Utilization of Smartphones to Access Health-related Information: A Descriptive Analysis (2010-2012). Os Apps podem ter funcionalidades que aproximam os pacientes dos prestadores de cuidados ou podem ajudar em coisas tão simples como a adesão ao terapêutica, fazendo com que o paciente não se esqueça da tomar os medicamentos. 

Dados estatísticos Descarregamentos de apps para dispositivos móveis. De acordo com a Portio ResearchKart, Whitfield (12 de Março, 2013) http://www.portioresearch.com/en/blog/2013/fast-growth-of-apps-user-base-in-booming-asia-pacific-market.aspx (Março de 2013) estimou-se que, até finais de 2012, 1.2 mil milhões de pessoas em todo o mundo estaria a usar aplicações para dispositivos móveis. Projeta-se que esta tendência cresça a 29,8% por ano, atingindo as 4.4 mil milhões de utilizadores até finais de 2017. Contudo grande parte deste crescimento advém da Ásia, que até 2017 representaram quase 50% dos usuários. O mercado das aplicações ainda têm muito para crescer, segundo a ITU (International Telecommunication Union)International Telecommunication Union (ITU), (2013) https://itunews.itu.int/En/3741-Mobile-subscriptions-near-the-78209billion-markbrDoes-almost-everyone-have-a-phone.note.aspx em Fevereiro de 2013, existiam 6.8 mil milhões de subscritores de dispositivos móveis, o que significa que 17% destes usam apps. Analistas estimam que os downloads de apps em 2013 atinjam entre 56 a 82 biliões. Em 2017, podem mesmo chegar aos 200 mil milhões de downloads. A ABI ResearchABI Research (4% de Março, 2013) https://www.abiresearch.com/press/android-will-account-for-58-of-smartphone-app-down , em Março de 2013, previa que 56 mil milhões de apps seriam descarregadas para smartphones durante o mesmo ano. Distribuídas pelos sistemas operadores da seguinte forma: 58% pela Google Android, 33% pela Apple iOS, 4% pela Microsoft Windows Phone e 3% pertencem à Blackberry. Estimou também que 14 mil milhões de apps seriam instaladas em tablets, neste caso a distribuição pelos operadores de sistema seria: 75% apps de iOS, 21% de Android, 2% de Windows. A Android inclui as apps da Amazon Kindle Fire, que representariam 4% dos downloads.

A Portio ResearchPortio Research (Março de 2013) http://www.portioresearch.com/en/major-reports/current-portfolio/mobile-applications-futures-2013-2017.aspx (Março de 2013), estima que globalmente far-se-ão 82 mil milhões de downloads de apps durante o ano de 2013 e que até 2017 ultrapassará os 200 mil milhões de downloads por ano.

Segundo uma pesquisa de mercado a cargo da GartnerGartner (11 de Setembro, 2012) http://www.gartner.com/newsroom/id/2153215 , 102 mil milhões de apps serão instaladas durante o ano de 2013, 91% gratuitas, que ainda assim gerarão 26 biliões de Dólares Americanos. Conforme um relatório analítico estima-se que as receitas provenientes da distribuição de Apps ultrapassem os 10 mil milhões de dólares americanos por ano dentro da União Europeia, bem como, em 28 países da EU, mais de 529.000 de empregos criar-se-ão como resultado do aumento exponencial do mercado das apps.

Desenvolvimento O desenvolvimento de aplicações para dispositivos móveis, envolve processos mais ou menos complicados, a complexidade dos processos é reflexo da experiência do criador e proporcional à estrutura e configurações do software a ser produzido, ao número de dispositivos distintos em que estas vão operar, às especificações do hardware e às plataformas que as vão disponibilizar. As aplicações podem vir pré-instaladas com os dispositivos móveis, podem ser transferidas pelos utilitários ou seus representantes, descarregando-as de plataformas de distribuição de software, no caso de empresas e redes de comunicação ou ainda, transferindo-as diretamente da Web para o dispositivo móvel. É preciso, igualmente, submeter as atualizações e avaliar a necessidade de possíveis modificações mais ou menos extremas dentro de cada plataforma.

A Economia dos apps encontra-se ainda numa fase púbere, contudo, de acordo com um relatório realizado em 2013 pela Vision mobilePappas, Andreas, Senior Analyst for Vision Mobile (Setembro, 2013) http://www.visionmobile.com/product/the-european-app-economy/ , estimou-se que nos 28 países membros da UE, a economia das apps contribua para 794 mil postos de trabalho indiretamente associados, 529 mil postos de trabalho diretamente associados, dos quais 60% são de criadores de aplicações móveis. Estimou-se igualmente que 22% da produção global de produtos e serviços relacionados com as aplicações móveis sejam provenientes da EU e que o retorno dessa economia exceda os 10 mil milhões por ano.

Para desenvolver aplicações para dispositivos moveis é preciso dominar uma das linguagens de programação. Atualmente, a linguagem Java é pioneira em aplicativos voltados para o sistema operacional Android. A linguagem Swift foi criada especialmente para desenvolver aplicativos para iOS, plataforma da Apple. Além de Java e Swift, é possivel desenvolver aplicações com Python, C, C#, etc.

Podemos definir 3 tipos de aplicativos, são eles:

Aplicativos nativos: As aplicações desenvolvidas exclusivamente para uma plataforma específica, como o iOS ou o Android, são chamadas de aplicativos nativos. Isto é, uma aplicação criada para a plataforma Android não funcionará no iOS. Aplicações para Android são programadas em Java, e aplicações para iOS, utiliza-se a linguagem Objective-C ou Swift. Nos aplicativos nativos é possivel utilizar os recursos existentes no smartphone, como câmera, GPS, etc. O WhatsApp, o Facebook e o Uber são exemplos de aplicativos nativos. São aplicativos recomendados, e geralmente possuem melhor desempenho.

Web Apps: Não é um aplicativo real. Os web Apps são executados pelo navegador e, uma vez que o programa reconhece que o usuário esteja acessando o site através de um Smartphone, se adapta a ele. Não estão disponiveis para instalação nas Apps Stores. São desenvolvidos utilizando HTML5, CSS e Javascript. Estes aplicativos não são recomendáveis para empresas ou ideias que querem proporcionar uma grande qualidade do aplicativo para os usuários. Geralmente fábricas de aplicativos usam essas tecnologias, mas não são recomendadas pela comunidade de desenvolvimento de aplicativos internacional.

Aplicativos híbridos: É uma junção de um aplicativo nativo e um Web App, gerando assim uma aplicação multiplataforma. Estão disponiveis nas Apps Stores. Netflix e Steam são exemplos de aplicativos híbridos. São desenvolvidos na linguagem HTML5, CSS e Javascript.

Etapas São inúmeras as etapas a considerar que devem anteceder a criação de uma app para dispositivos móveis, deve ter-se em conta o propósito da app a desenvolver, se vai servir como fonte de rendimento principal, para que plataformas de distribuição as disponibilizar, em que tipo de dispositivos móveis vai ser possível opera-las, criar uma app gratuita ou paga ou as duas, como melhor rentabilizar uma app e qual o nível de risco associado.

Distribuição A Amazon Appstore opera como um distribuidor alternativo do sistema operativo Android. Começou a funcionar em Março de 2011 e já conta com mais de 1 milhão de aplicações disponíveis. Para além disso, compromete-se a lançar novas aplicações diariamente, está agora classificada como a loja de aplicações móveis mais fiável para a plataforma Android.