thumb|upright=1.5|Império Romano com alguns nomes étnicos e em torno da Germânia thumb|upright=1.5|As tribos germânicas no . Em laranja o Império Romano, em verde os francos

Esta lista de povos germânicos inclui os nomes de populações que falavam línguas germânicas ou, os assim considerados, segundo as fontes históricas, dialetos germânicos (hoje extintos) no período que vai do até o início do . Eles não representam necessariamente os contemporâneos alemães, mas resguardam em suas distintas origens, línguas e costumes, uma ancestralidade comum. Alguns desdes povos cumprem rigorosamente o conceito de tribo, outros ajustavam-se nas chamadas confederações como também nos federados ou era apenas o resultado da união natural ou militar de pequenas tribos. Alguns desdes, inclusive, poderá ser identificado como falando em um dialeto diferente do germânico, mas foram classificados pelas fontes históricas como pertencentes aos traços e cultura germânicos. Alguns eram, sem dúvida, de uma cultura mista, a qual podem ter assimilado de outra(s) cultura(s) germânica(s).

No , foram registradas por Júlio César, Tácito e por outros escritores a um só tempo uma classificação e uma divisão dos povos germanos, segundo seu idioma, em diferentes grupos tribais, em suas correspondentes regiões:

Nos rios Óder e Vístula (Polônia) (tribos germânicas orientais); No baixo Reno (istveões); No rio Elba (irminões); Na Jutlândia e nas ilhas dinamarquesas (ingevões).

A Nome Fontes Variações Localização Nome AtualAdogitJordanes, Gética, III.19-21 Duas possibilidades: *Hálogi *ādogii<*andogiiNorte da Noruega, ambas as possibilidades: Halogalândia, povoada pelos kvens, um povo finlandês, em meados primeiro milênio Povos germânicos de VesteralândiaDois possíveis reflexos modernos: Háleygir, uma povoação de Halogalândia Andō, uma ilha próxima de Ptolomeu, Geografia, 2.11.9* Idioma desconhecido, possivelmente prussiano arcaico ou mesmo germânico. Duas localizações possíveis: Silésia, anteriormente alemão, polonês agora como, como dito por Tácito Prússia, anteriormente alemão, polonês agora, proximidades de Elbing Possivelmente Elblag, Polônia

Ahelmil Alamanos Alanos Amalausos Ampsivários Anglos Anglo-saxões

Asdingos Atrébates

Ahelmil Alamanos Alanos Amalausos (possivelmente celtas) Anglos Anglo-saxões

Asdingos Atrébates

Aviões

B

Bastarnas Batavos

Bávaros

Brísgavos

Brúcteros Bucinobantes Burgúndios Búrios

C

Cerósios Calucões Cancíacos Caninefates Catos

Camavos Carudes Catuários Caúcos Cimbros (possivelmente celtas)

Condrusos

D

Danos

E

Eburões

Esciros Eudúsios

Evagres

F

Francos Frísios

G

Gépidas Godos Godos da Crimeia Gautas

Grutungos

H

Hallin

Harudes

Hérulos Hermiões Hermúnduros

I

(no Mar do Norte germânico)

J Jutos Jutungos

L

Lemóvios Lentienses Levônios Lombardos Liothida

M

Marcomanos Marsos

Morinos

N

(ou Varistos) Nêmetes Nertereanos Nérvios (possivelmente não germânicos) Njars Normandos Nuitões

O Ostrogodos Otingis

P Pemanos Pomeranos

Q Quados Queruscos

R

Ripuários Rúgios Rus'

S

Salianos/Sálios Saxões Saxões da Transilvânia Segnos Sêmnones

Sicambros (ou Sugambros)

Silingos

ou Suardões Suevos Suíones, sueões, suiões, suécidos ou sueãs

T

Taifalos (provavelmente mais relacionados com os sármatas) Tencteros Tervíngios

Teutões

Turíngios Toxandros Tréveros (possivelmente celtas) Tribocos Trinobantes (possivelmente celtas) Tubantes Tungros Turcilíngios

U

Úbios Ulmérugos Usípetes Úsipos

V

Valagodos Vândalos Vândalos Vangiões

VarnosVarnos, segundo Procópio de Cesareia, Varinos, segundo Tácito, Varinas, segundo Plínio, o Velho e também Vernes, Verne e Varnos (a Lei dos Turíngios)

Viquingues

Viromanduos

Visigodos

Z

Fundadores míticos

Diversos autores, relativamente aos nomes étnicos de povos germânicos especulam sobre sua origem e assim foi desde os primeiros escritores, que se dedicaram ao assunto, já desde o Renascimento. Uma abordagem cultural atravessando todo o milênio, mais do que um de especulação histórica, tratou de atribuir uma ancestralidade homônima ou tentou reconstruir todo este perfil histórico filológico a partir, por exemplo, dos nomes das pessoas. Veja, por exemplo, Hellen foi o fundador dos helenos, e por aí vai.

Apesar de alguns iluministas historiadores continuarem a repetir essas histórias antigas, como se uma verdade fosse, hoje elas são reconhecidos como manifestamente mitológica. Havia, por exemplo, um Frank, Francus ou Frâncio, ancestral dos francos; Meroveu ou Merovech , ancestral dos Merovíngios. A convergência de dados da história, linguística e arqueologia chegaram a esta conclusão inevitável. A lista dos fundadores míticos destes povos germânicos segue, deste modo:

Angul — Anglos (Os Reis da Mércia, de acordo com a Crônica Anglo-saxã (the Anglo-Saxon Chronicle), outras dinastias anglo-saxãs foram derivadas de outros descendentes de Woden) Armínio (Irmin) — Hermiões Burgundo — Burgúndios (Historia Brittonum) Dan — Danos (Chronicon Lethrense) Francio — Francos (Liber Historiae Francorum) Nór — Noruegueses (Chronicon Lethrense) Godo — Godos/Gotas/Gutes Ingve — Inglingos, Ingevões Manos — Manni, ou "men", nome ou fragmento que posteriormente denominou-se Alamanos (Germânia) Seaxnēat — Saxões Aurvandil — Vândalos

Códigos civis e de Leis germânicas Sabido é que o Sistema romano-germânico, como o sistema jurídico mais disseminado no mundo, teve a sua base no direito romano, mas igualmente teve a sua origem, no remontar dos tempos, nos primeiros prenúncios da concessão de direitos civis, promulgados ou não, concedidos pelos reis "bárbaros".Exemplo disso, já um pouco mais tarde, foi a impetração do Direito visigótico, do Breviário de Alarico, do Código de Eurico e do Código Visigótico, em suas 324 leis, promulgados pelos reis Leovigildo, Recaredo, Quindasvinto, Recesvinto e, posteriormente, arrematado por .

Exemplo disso é o Édito de Teodorico, o qual composto de um prefácio, 155 capítulos e uma conclusão, e que conclui sobre a demanda e resolução de questões entre reis germânicos e o Império Romano, teve as suas disposições legais inspiradas principalmente no Direito Romano, extraídas do Código Gregoriano, do Código Hermogeniano e do Código de Teodósio. A sua autoria é disputada por Teodorico, o Grande,cuja origem italiana do código parece oferecer suporte no instado pelo capítulo 111, onde disposições específicas sobre Roma estão presentes. pelo rei Visigodo, Teodorico II e, finalmente por Odoacro.Escudero, José Antonio, Curso de Historia del Derecho, Fuentes e Instituciones Político-administrativas, ed. Solana e Hijos, Madrid, 2003, ISBN 84-398-4903-6.Moorhead, John, Teodorico na Itália, Oxford: Clarendon, 1992, pp 75-77, ISBN 0-19-814781-3.

Assim o código conhecido como o Direito Germânico, ou Leges Barbarorum, diferentemente da Common law, ao ser concebido como um conjunto ou todo, demonstra ser, por motivos diversos, o resultado das concessões feitas pelos soberanos germânicos ao longo dos tempos.

LegislaçãoCircunscrito aos Data da legislação"Leges Visiogothorum"VisigodosSéculos V a VII"Lex Romana Burgundionum", "Lex Burgundionum"Burgúndios483-532"Edictum Theoderici"Ostrogodos520"Leges Langobardorium"Lombardos643-866, remodelação do antigo "Édito de Rotário" de 643"Pactus Legis Salicae", "Lex Salica"Francos sáliosEntre os séculos VI e IX, remodelação das antigas leis de Clóvis, de 500"Lex Ribuaria"Francos ripuáriosEm 623-639, por Dagoberto I"Pactus Legis Alamannorum", "Lex Alamannorum"AlamanosNo "Lex Biauvariorum", "Lex Baiwariorum"Bávaros740-748"Lex Francorum Chamavorum"CamavosNo , por Carlos Magno"Lex Saxonum"SaxõesEm 803, por Carlos Magno"Lex Thuringorum"TuríngiosNo , por Carlos Magno"Lex Frisionum"FrísiosEm 785, por Carlos Magno

Ver também Tribos germânicas ocidentais Tribos germânicas orientais Saga de Hervör Saga dos Volsungos Canção dos Nibelungos Mitologia nórdica Saga dos Volsungos Saga dos Inglingos, escrito do , descrita pelo historiador Snorri Sturluson Saga dos Volsungos

Bibliografia Fontes primárias Júlio César, De Bello Gallico. Tácito, Germânia. Tácito, Anais. Tácito, Histórias. Estrabão, Geografia. Ptolomeu, Geografia. Plínio, o Velho, Naturalis historia, III-IV.

Fontes secundárias Sobre os Godos Jordanes, Gética. Sobre os Francos Sulpício Alexandre Gregório de Tours, "Decem Libri Historiarum" ("Dez Livros de História") ou mais conhecido como "Historia Francorum", a "História dos Francos" Sobre Suevos, Visigos e Vânadalos Isidoro de Sevilha, "Historia de regibus Gothorum, Wandalorum, et Suevorum", a História dos reis Godos, Vândalos e Suevos"Sobre os Saxoes Beda, o Venerável, "Historia ecclesiastica gentis Anglorum" ("História Eclesiástica do Povo Inglês") Sobre os Lombardos o Compêndio "Origo gentis Langobardorum" ("Origem dos Povos Lombardos") Paulo Diácono, "Historia gentis Langobardorum" ("História dos Lombardos")

Fontes terciárias Mansson: '"A história migratória dos povos". Saxon & Lindström publisher's: "A história dos povos através dos tempos". Nerman: "Surgimento e formação do reino sueco" Norstedt editora: "Atlas världshiostorien". Bolin-Carlsson: "Atlas Histórico". Bayerischer schulbuch verlag: "Grosser Historischer welt atlas". Ploetz: "A história do mundo ao longo dos tempos".

Ligações externas Alguns mapas das tribos de Germânia podem ser encontrados em: Germânia de Tácito O especulativo Mapa Findlay de 1849

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