thumb|Uma lâmpada fluorescente azul
A lâmpada azul é uma lâmpada ou fonte luminosa que emite luz percebida predominantemente como azul, seja por emissão direta, seja por filtragem ou modificação do espectro visível. A luz visível corresponde à faixa de radiação eletromagnética perceptível pelo olho humano, geralmente situada entre cerca de 400 e 700 nanômetros.
Características
A denominação "azul" descreve a aparência perceptiva da fonte luminosa e não necessariamente a emissão de um único comprimento de onda. Lâmpadas azuis podem produzir essa aparência por diferentes tecnologias, como lâmpadas fluorescentes, LEDs ou filtros ópticos aplicados a fontes de luz branca.
Na iluminação por LED, a produção eficiente de luz azul teve papel relevante no desenvolvimento de fontes de luz branca de maior eficiência energética. Em 2014, o Prêmio Nobel de Física foi atribuído a Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura pela invenção dos LEDs azuis eficientes, tecnologia que permitiu a geração de luz branca por LEDs.
Usos controlados
Fontes de luz azul ou azul-esverdeada são utilizadas em aplicações médicas quando há indicação, dose e equipamento controlados. Na fototerapia neonatal, a luz azul é empregada no tratamento da hiperbilirrubinemia neonatal, pois a energia luminosa absorvida pela pele favorece reações fotoquímicas da bilirrubina, formando produtos eliminados pela urina ou pela bile. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o pico de absorção da energia pela bilirrubina ocorre na luz azul, em torno de 460 nanômetros.
Manuais médicos também descrevem a fototerapia, ou "banho de luz", como o uso de luz especial para transformar a bilirrubina em formas mais facilmente eliminadas pelo organismo do recém-nascido.
Segurança
O risco fotobiológico associado à luz azul, conhecido como blue light hazard, refere-se ao risco fotoquímico para os tecidos da retina. Esse risco depende de fatores como intensidade luminosa, comprimento de onda, tempo de exposição, distância da fonte e observação direta da luz.
A Comissão Internacional de Iluminação afirma que avaliações práticas indicam que os limites de exposição ao risco de luz azul não são excedidos em condições razoavelmente previsíveis de uso de iluminação geral. Por isso, afirmações genéricas de que lâmpadas azuis "causam cegueira" são imprecisas quando não especificam as condições de exposição. Para fontes que emitem principalmente luz azul, recomenda-se cautela especial quando houver possibilidade de observação direta, sobretudo por crianças.
Categoria:Lâmpadas