A Academia de Belas-Artes de Viena (em alemão: Akademie der bildenden Künste Wien) é uma instituição de educação superior em Viena, Áustria.
História A Academia de Belas-Artes de Viena foi fundada em 1688 como uma academia privada, inspirada na Accademia di San Luca e na Académie de peinture et de sculpture de Paris, pelo pintor da corte Peter Strudl, que se tornou o Praefectus Academiae Nostrae. Em 1701 foi enobrecido pelo Imperador José I como Freiherr (Barão) do Império. Com sua morte em 1714, a Academia fechou temporariamente.thumb|Entrada principal da Akademie der bildenden Künste na Praça Schiller.
Em 20 de janeiro de 1725, o Imperador Carlos VI nomeou o francês Jacob van Schuppen como Prefeito e Diretor da Academia, que foi refundada como a k.k. Hofakademie der Maler, Bildhauer und Baukunst (Academia Imperial e Real da Corte de Pintores, Escultores e Arquitetura). Após a morte de Carlos em 1740, a academia inicialmente entrou em declínio, porém, durante o reinado de sua filha, a Imperatriz Maria Teresa, um novo estatuto reformou a academia em 1751. O prestígio da academia cresceu durante as administrações de Michelangelo Unterberger e Paul Troger, e em 1767 as arquiduquesas Maria Ana e Maria Carolina foram os primeiros membros honorários da Academia. Em 1772, ocorreram novas reformas na estrutura organizacional. Em 1776, o gravador Jakob Matthias Schmutzer fundou uma escola de gravura. Esta Academia Imperial-Real de Gravura, na Annagasse, logo passou a competir com a Academia da Corte.
O Chanceler Wenzel Anton Kaunitz integrou todas as escolas de arte existentes no k.k. vereinigten Akademie der bildenden Künste (Academia Imperial e Real Unificada de Belas-Artes). A palavra "vereinigten" (unificada) foi mais tarde descartada. Em 1822, o gabinete de arte cresceu significativamente com o legado do membro honorário Anton Franz de Paula Graf Lamberg-Sprinzenstein. Sua coleção ainda forma a espinha dorsal da arte em exposição.History of the art collection on the Academy's website
Nos primórdios do século XIX, a Academia era um baluarte do neoclassicismo, com o que romperam os estudantes alemães Overbeck e Pforr, que fundaram, em 10 de julho de 1809, a Lukasbund, origem do movimento nazareno.
Em 1872 o Imperador Francisco José I da Áustria aprovou um estatuto que fez da academia a autoridade governamental suprema sobre as artes. Foi construído um novo edifício, autoria de Theophil von Hansen durante a construção do Ringstraße. Em 3 de abril de 1877, o edifício atual na Schillerplatz, no bairro de Innere Stadt, foi inaugurado, e as obras interiores, incluindo os frescos do teto de Anselm Feuerbach, continuaram até 1892.
Em 1907 e 1908, o jovem Adolf Hitler, que viera de Linz, teve sua admissão à aula de desenho negada duas vezes pelo professor da academia, Christian Griepenkerl. Ele permaneceu em Viena, subsistindo com sua pensão de órfão, e tentou, sem sucesso, continuar sua profissão como artista. Logo, ele se isolou na pobreza e começou a vender suas pinturas amadoras, principalmente aquarelas, para obter um sustento escasso até deixar Viena rumo a Munique em maio de 1913.
Durante a Anschluss da Áustria pela Alemanha Nazista, de 1938 a 1945, a academia, assim como outras universidades austríacas, foi obrigada a expurgar seu corpo docente e discente de judeus e outros que se enquadravam no âmbito das Leis de Nuremberg, discriminatórias em termos raciais. Após a Segunda Guerra Mundial, a academia foi reconstituída em 1955 e sua autonomia foi reafirmada. Eduard von Josch, o secretário da academia, foi demitido por ser membro do Partido Nazista. A academia possui status de universidade desde 1998, mas manteve seu nome original. Atualmente, é a única universidade austríaca sem a palavra "universidade" em seu nome.
Estrutura A academia divide-se nos seguintes institutos: Instituto de Belas-Artes, que abriga treze departamentos: pintura abstrata; Arte e Mídia Digital; Arte e Fotografia; Arte e Pesquisa; Arte Conceitual; Pintura Contextual; Espaço pictorial expandido; Pintura Figurativa; Artes Técnicas Gráficas; Escultura de Objetos; Arte Performática - Escultura; Vídeo e Vídeo-Instalação; Escultura Textual Instituto de Teoria do Arte e Estudos culturais (teoria da arte, filosofia, história); Instituto de Conservação e Restauração; Instituto de Ciências Naturais e Tecnologias da Arte; Instituto de Ensino secundário (artesanato, design, artes têxteis); Instituto de Arte e Arquitetura.
A Academia tem atualmente cerca de 900 estudantes, dos quais quase a quarta parte vem do estrangeiro. A sua biblioteca conta com cerca de 110 000 volumes.
Coleção de pintura À disposição dos alunos, e com fins acadêmicos, tem uma pinacoteca e um gabinete de desenhos, sendo uma das maiores coleções de Áustria, e em parte está à disposição do público.
A Gemäldegalerie (pinacoteca) tem cerca de 250 quadros de mestres célebres, de pintores italianos sobre tábua dos séculos XIV e XV até a pintura acadêmica dos séculos XVIII e princípios do XIX. Entre outras, há obras de Hieronymus Bosch (O Juízo Final), Lucas Cranach, o Velho, Rembrandt, Rubens, Tiziano, Murillo e Francesco Guardi.
O "gabinete de desenhos" (Kupferstichkabinett, lit. "gabinete de gravados em cobre") tem cerca de 150 000 desenhos e lâminas, sendo uma das mais consideráveis coleções de artes gráficas austríacas.
Ligações externas Academia - Página oficial Estudar na Áustria: um guia
!