Waldeloir Rego (Salvador, 25 de agosto de 1930 — Salvador, 21 de novembro de 2001) foi um pesquisador e escritor brasileiro. Autodidata, dedicou-se aos estudos etnográficos acerca da capoeira e do candomblé na Bahia. Histórias do povo negro. Entrevista com Waldeloir Rego, por Agnes Mariano. Cópia arquivada em 1º de junho de 2024

Iniciado no Candomblé, Waldeloir era ogã (espécie de mestre-de-cerimônia) do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, comandado por Mãe Stella de Oxóssi. Ele pesquisou a história de vários terreiros de Salvador, particularmente o Afonjá e o do Gantois, que foi comandado pela mãe-de-santo mais famosa da Bahia, Mãe Menininha do Gantois.religiões africanas

Também estudou a história do Mosteiro de São Bento (fundado no século XVI), por causa da aproximação com o culto afro, promovida pelo abade Dom Timóteo Amoroso a partir da década de 60. Como resultado dessa aproximação, vários elementos da cultura africana foram incorporados à missa católica.

Waldeloir Rego foi também designer de joias. Premiado em várias exposições, em 1970 apresentou na Galeria Bonino, no Rio de Janeiro, sua coleção de joias afro-baianas, em prata (colares, gargantilhas, anéis e abotoaduras) inspiradas nos orixás. Waldeloir Rego, da joia exótica à estamparia, um caminho de talento. Por Reynivaldo Brito. Originalmente publicado pelo jornal A Tarde, em 30 de Novembro de 1971.

Nos últimos anos, vinha se dedicando a pesquisar a vida do historiador da arte Manuel Querino (1851 — 1923), que tentou identificar, no início século XX, os principais pintores e escultores baianos de todos os tempos. O projeto de Waldeloir contava com o apoio do então diretor da Pinacoteca de São Paulo, Emanoel Araújo (1940 – 2022).Morre o historiador e folclorista Waldeloir Rego. Agência Estado, 21 de novembro de 2001. Cópia arquivada em 1º de junho de 2024.

Obras Capoeira Angola - ensaio sócio-etnográfico. Editora Itapoan, Salvador, 1968. Cópia arquivada em 1º de junho de 2024. Obra publicada com a colaboração da Secretaria de Educação e Cultura do Governo do Estado da Bahia. In-8.vo de 400 páginas. Ilustrações de Hector Júlio Paride Bernabó (Carybé). 400 anos do Mosteiro de São Bento da Bahia (com Dom Paulo Rocha, Dom Timóteo Amoroso e Clarival Valladares) 1982.

Ver também Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia

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