thumb|upright=0.85|O Tiro de Canhão, quadro ca. 1680 do pintor holandês Willem van de Velde, o Jovem representando um man-of-war holandês disparando uma salva.
A expressão man-of-war (plural: men-of-war; literalmente "homem de guerra"), ou man-o'-war, por vezes abreviada "man" era usada pela Marinha Real Britânica para designar um navio de guerra de grande poder militar entre os séculos XVII e XIX.
O termo também é aplicado a navios de guerra doutras potências europeias, nomeadamente da França, que constituíam a espinha dorsal das marinhas de guerra dos respetivos países. Frequentemente aplica-se sobretudo aos chamados "navios de linha" (ship of the line) britânicos ou "navios de alto-bordo" (vaisseau de haut-bord) franceses. Por oposição, os navios mercantes eram chamados man-of-trade ("homem de comércio").
Descrição O man-of-war teve origem em Portugal no início do a partir de navios redondos anteriores com a adição de um segundo mastro para formar a nau. O viu a carraca evoluir para o galeão e depois para o navio de linha. A evolução do termo foi a seguinte:
O desenho do man-of-war desenvolvido por Sir John Hawkins tinha três mastros, cada um com três a quatro velas. O navio podia ter até 60 metros de comprimento e 124 canhões: quatro na proa, oito na popa e 56 em cada lateral. Todos esses canhões exigiam três conveses de baterias para mantê-los, mais um do que qualquer navio anterior. Tinha uma velocidade máxima de navegação de oito ou nove nós.
Notas e referências
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