Antonio Militão dos Santos, ou Militão dos Santos (Caruaru, Pernambuco, Brasil, 15 de junho de 1956) é um artista plástico, artesão e poeta brasileiro.
Sua pintura retrata universos singulares, de colorido intenso, vibrante e repleto de movimentos. Seus personagens ganham vida própria em cenários tipicamente brasileiros.
Após a perda de sua audição aos sete anos, proveniente de meningite, Militão dos Santos aprimorou os demais sentidos. Adotou para si o estilo primitivo moderno e fez arte de tal forma a elevar a percepção de cotidianos populares que, por muitas vezes, passam despercebidos.
Biografia Infância e Adolescência
Antonio Militão dos Santos nasceu na cidade de Caruaru, a mais populosa do interior de Pernambuco, às 7 horas da manhã, de 15 de junho de 1956. Filho do Esmeraldina Maria dos Santos e de Militão Francisco dos Santos, o artista – que hoje assina o primeiro nome do pai em suas pinturas - teve uma infância humilde na Capital do Forró. Ainda criança, estudou no Instituto Domingos Sávio e trabalhou como ajudante em barraca de feira livre para ajudar a família. E, em 1963, com a grande cheia na região de Recife, contraiu a meningite, por consequência da doença perdeu a audição. Em 27 de abril de 1970, os laudos de dois exames audiométricos concluíram a surdez bilateral irreversível. Na adolescência, Militão recebeu pleno apoio da família, todos se uniram e levantaram recursos para que estudasse o ensino fundamental no renomado INES - Instituto Nacional de Educação de Surdos, na capital do Rio de Janeiro. Em 1970, iniciou os estudos em terras cariocas. Entre um passeio e outro pela cidade, Militão visitou uma feira de arte e se deparou com uma exposição de pintura Naïf, a paixão pelo gênero aconteceu o mesmo instante. A partir dali estava determinado a ser um pintor.
Carreira Em 1973, com 17 anos, passou a reler obras de diversos artistas, num estilo ingênuo. No começo, pintava com a intenção apenas de vender aos turistas locais. Obteve as primeiras noções de composição no INES, com o então professor de arte Rubens Fortes Bustamante Sá. Dois anos mais tarde, com olhar mais profissional, passou a se dedicar e a viver da arte. A consolidação da carreira começou durante uma feira Hippie na Praça General Osório, no bairro de Ipanema, quando passou a trabalhar com a Arte Naïf, ali expôs suas pinturas - primeiro numa calçada próxima à praça – anos mais tarde, oficialmente licenciado, se uniu aos artistas integrantes da feira. Ganhou o reconhecimento de milhares de turistas que passavam pelo local e, aos poucos, destacou seu nome. De 1982 a 1986, passou uma temporada fora do Brasil entre Uruguai, Argentina e Paraguai. Em 1990, guardou carinhosamente sua licença de expositor na famosa praça carioca, fez as malas e retornou ao Recife. Enquanto no Rio conquistará prestígio, em Pernambuco era anônimo. A grande virada aconteceu quando Militão passou a valorizar galerias e exposições, foi desta forma que se projetou definitivamente como artista. Sua primeira exposição individual – de muitas que estariam por vir - aconteceu no Mar Hotel, em Recife, em 1992, a repercussão de mídia e público local o definiram como personalidade artística. Em Barra do Chata, Agrestina – PE, Militão decorou a Igreja de Nossa Senhora Imaculada. E, por 3 anos consecutivos, trabalhou para a joalheria H. Stern somando mais de 300 telas exclusivas, além disso, já perdeu as contas de tudo que produziu. Consagrado, Militão que descreve Recife como a verdadeira Veneza brasileira, de onde consegue inspiração para sua arte, apontou no mercado nacional e, por conta de clientes estrangeiros e do reflexo da internet, vem se fortalecendo no meio internacional. Exporta sua arte para diversos países e, sempre, recebe convites para exposições no exterior.
Obra A essência das suas pinturas nasce sem esboço, a partir da combinação de cores planejadas e de traços desenhados diretamente pelo pincel. Militão idealiza apenas a cor de fundo a fim de equilibrar a harmonia com as que a circundam, e cria o cenário a partir da introspecção num voo livre, deixa a mente mergulhar num mundo de liberdade sem fim, elos, barreiras ou fronteiras, submerge ao tempo das coisas simples, da alegria do dia-a-dia, da infância de pipas e balões, resgata o ser primitivo num espaço onde tudo é possível e permitido pela magia da cor e do amor, assim, o enredo de sua arte vai surgindo ao acaso. Com o fundo sobre a tela, vêm as casas e construções, crescem as árvores de duas cores, nascem os personagens ricos em movimento que dão vida, amplitude e dinamismos às telas e, por fim, a delicadeza precisa dos detalhes geram o fruto sublime. No seu ateliê, calmo e silencioso, onde apenas o artista entende a ordem do lugar, Militão pinta as raízes desde aves nativas, referências religiosas de sua infância, feira livre, folclore, festas e danças tradicionais de diferentes regiões, até a imensidão dos pontos turísticos brasileiros. Independente da matéria-prima se madeira, tela ou tecido, óleo ou acrílico o resultado de sua obra é sempre vivo, brasileiro e surpreendente.
Personalidade Católico, apolítico, e pai de sete filhos (Vital, Eduardo, Taísa, Vanessa, Paloma, Pamela e Deyvid), Militão percorreu diversos caminhos, mas foi na pintura encontrou sua maior expressão e reconhecimento. Apaixonado por arte primitiva, por Recife e por Liliane - com quem vive desde 2004, o artista que busca o canto das coisas quietas, chegou a sofrer discriminação no começo de sua carreira. Adquiriu a experiência das fases difíceis e deu a volta por cima, aperfeiçoou os demais sentidos, dominou a linguagem labial e dos símbolos. Modesto para falar de si, Militão além de artista, artesão e poeta, é leitor, cozinheiro e internauta. Preza pela liberdade de expressão, defende o desarmamento e, nas horas vagas, se torna criança ao brincar com suas filhas. Diariamente madruga com o canto do galo e adentra seu ateliê com o estímulo a uma nova viagem, rumo a cenários pitorescos, puros, rústicos e absolutamente coloridos.
Biografia Cronológica 1979 – Salão Baronense de Arte de São Paulo, exposição coletiva – SP 1979 – Premiação no Salão Baronense de Arte de São Paulo, com Menção Honrosa – SP 1981 – 2º Salão de Artes Plásticas de São João do Meriti, exposição coletiva - RJ 1981 – Premiação no 2º Salão de Artes Plásticas de São João do Meriti com Prêmio Categoria Ouro - RJ 1987 – 1º Festival de Arte Naif Brasileira, exposição coletiva em Campinas – SP 1989 – 2° Festival de Arte Naif Brasileira, exposição coletiva em Campinas – SP 1989 – Premiação no 2º Festival de Arte Naif Brasileira com Medalha de Bronze, em Campinas – SP 1992 - Lobby do Mar Hotel, exposição individual em Recife – PE 1993 - Arte Maior Galeria, exposição individual no Shopping Center Recife em Recife – PE 1994 - Aliança Francesa, exposição individual em Recife – PE 1995 - Shaeraton Petribu Hotel, exposição individual em Recife – PE 1995 – Espaço de Arte Badida e Galeria de Arte Fátima Paes, exposição coletiva em Recife – PE 1996 - Espaço Cultural H. Stern, exposição individual no Rio de Janeiro – RJ 1997 - Arte Maior Galeria, exposição individual no Shopping Guararapes em Jaboatão – PE 1997 – Major Art Gallery, exposição coletiva em Minnesota – EUA - Convite 1997 – Major Art Gallery, exposição coletiva em Minnesota – EUA - Certificado 1999 – 12° Talentos – Arte Galeria, exposição coletiva em Recife – PE 2000 - Ernandi Jr. Galeria de Arte, exposição individual no Aeroporto Internacional G. Gilberto Freire em Recife – PE 2000 - Arte Maior Galeria, exposição individual no Espinheiro Shopping em Recife – PE 2001 - Arte Maior Galeria, exposição individual em Recife – PE 2003 – 4º Fenearte – Centro de Convenções, exposição coletiva em Olinda – PE 2004 – 5º Fenearte – Centro de Convenções, exposição coletiva em Olinda – PE 2004 – Premiação na 5ª Fenearte, com 3º Lugar Concurso Novos Talentos em Olinda – PE 2005 – 6° Fenearte – Centro de Convenções, exposição coletiva em Olinda - PE 2009 – Ateliê Amigos das Artes, exposição coletiva em Recife – PE 2008 – Prêmio ArtMajeur Silver Award (EUA) 2008 - Espaço Yázigi Internexus Bezerros, exposição individual em Bezerros - PE 2011 - Arte Maior Galeria, exposição individual em Recife-PE 2011 - 12º Fenearte – Centro de Convenções, exposição coletiva em Olinda – PE
Ligação externa AGEFEPE - Agência de Fomento do Estado de Pernambuco S/A Revista Agora! Moda Sustentável - Verão 2012 Revista Continente - Artes Visuais - 29 de abril de 2011 Revista Club - por Maristela - 27 de abril de 2011 Página oficial do artista Sala internacional de Arte Naif Sala Artea Mundo 1452 Arte 10.000 Artistas El Museo Virtual Boutique Vivant Arte Maior Saatchi Online Galeria Aberta DaVinci Gallery Artmajeur - Artmajeur.com Alborques Artelista Artistas de la tierra Aicoa Arte Comunicarte Fine Art America Arte Múltipla Expoart Arte Educação Fenearte Artavita
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