Shas (, abreviação de , "Federação Sefardita dos Guardiães da Torá") é um partido religioso ultraortodoxo israelense que representa a comunidade sefardita (judeus originários da Península Ibérica e Oriente Médio), criado em 1984. No Knesset eleito em 2009, o Shas ganhou 11 cadeiras e é o quinto maior partido do parlamento.

História A Shas foi fundada em 1984, antes da eleições para o décimo primeiro Knesset no mesmo ano, em protesto contra a pequena representação dos sefarditas na maioria Ashkenazi Agudat IsraelBerenbaum, Michael; Skolnik, Fred, eds. (2007). "Shas". Encyclopaedia Judaica. Vol. 18 (2nd ed.). Detroit: Macmillan Reference. pp. 419–420., através da fusão de listas regionais compiladas em 1983. Era originalmente conhecido como Associação Sefardita Mundial de Guardiões da Torá (, Hitahdut HaSfaradim HaOlamit Shomrei Torá). O partido foi formado sob a liderança do ex-rabino-chefe sefardita israelense Ovadia Yosef, que estabeleceu um Conselho de Sábios da Torá de quatro membros (incluindo ele mesmo) e permaneceu como líder espiritual do partido até sua morte. Ao fundar o partido, Yosef recebeu ajuda estratégica e orientação do rabino Elazar Shach, lider da organização não-Hassídico Judeus Haredi Ashkenazi.Alfassi, Itzhak (2007). "Yosef, Ovadiah". In Berenbaum, Michael; Skolnik, Fred (eds.). Encyclopaedia Judaica. Vol. 21 (2nd ed.). Detroit: Macmillan Reference. p. 399. Yosef fundou o partido em 1984 com a plataforma de um retorno à religião e como um contraponto a um estabelecimento dominado por judeus asquenazes de origem europeia.

Ideologia O Shas se baseia no princípio segundo o qual o Estado de Israel é o Estado do povo judeu. Portanto, o Shas se propõe a zelar pelo respeito à identidade judia em todas as suas decisões. Suas relações com o sionismo, ao qual historicamente sempre teve muitas reservas, assim como todos os haredim, têm se estreitado e, em 2010, o partido anunciou sua intenção de aderir à Organização Sionista Mundial.Consternation surrounds Shas joining Zionist group, por Haviv Rettig Gur. The Jerusalem Post, 28 de maio de 2010. Na ocasião, um representante do Shas, Yaakov Margi, declarou: "Nós nos definimos como um partido sionista, como judeus praticantes que amam Israel".

Forte opositor da retirada unilateral dos territórios palestinos (2005), o Shas luta pelo fortalecimento dos assentamentos até que um acordo permanente seja alcançado. Apesar de identificado com políticas consideradas de direita em Israel, o partido compôs governos liderados tanto pelo conservador Likud quanto pelo Partido Trabalhista, de centro-esquerda.

O Shas se opõe fortemente a tentativas de diminuir as características religiosas judaicas de Israel, como as propostas de casamento civil e alistamento militar obrigatório para religiosos ortodoxos — bandeiras do Yisrael Beitenu.Saiba mais sobre o Shas, partido da direita religiosa israelense

Resultados eleitorais Eleições legislativas DataCI.Votos%+/-Deputados+/-Status19846.º63 605Oposição19883.º107 7091,62Governo19926.º129 3470,2Governo19963.º259 7963,64Governo19993.º430 6764,57Governo20034.º258 8794,86Oposição20063.º299 0541,31Governo20095.º286 3001,01Governo20135.º331 8680,3Oposição20157.º241 6133,14Governo04/20193.º247 3300,41 -09/20194.º330 1991,31 -20204.º352 8420,3Governo20213.º315 6170,5

Ligações externas

Marc Hecker, "Les déterminants du poids des partis religieux en Israël", Confluences Méditerranée, n° 57, printemps 2006, pp.177-190.

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