Elpídio () foi um aristocrata bizantino e um governador do Tema da Sicília que foi acusado de conspirar contra a imperatriz Irene . Por conta disso, se revoltou e, após ter sido derrotado, desertou para o Califado Abássida onde foi reconhecido como imperador bizantino.
Biografia
thumb|esquerda|Selo de Elpídio thumb|esquerda|Soldo de Irene
Nada se sabe de Elpídio antes de fevereiro de 781, quando a imperatriz Irene nomeou-o como governador (espatário) do Tema da Sicília. Na época, já tinha a mais alta dignidade, a de patrício, e o cronista simplesmente menciona que ele foi governador da Sicília no passado, seja sobre ou, possivelmente, . Logo depois, porém, em 15 de abril, Irene foi informada de que ele apoiava uma conspiração descoberta no ano anterior para depô-la e substitui-la pelo césar Nicéforo, o filho mais velho vivo de Constantino, ao poder. Irene imediatamente despachou seu espatário Teófilo até a Sicília para trazer Elpídio de volta à Constantinopla. Mesmo tendo na capital a sua esposa e filhos, Elpídio se recusou e foi apoiado tanto pelo povo quanto pelo exército local. Não parece que Elpídio tenha se declarado explicitamente em revolta contra Irene, mas ela, mesmo assim, prendeu a esposa e os filhos de Elpídio, açoitando-os publicamente e os prendendo no pretório da capital.
No outono de 781 ou começo de 782, Irene enviou contra ele um grande frota sob um confiável eunuco cortesão, o patrício Teodoro. As próprias forças de Elpídio eram poucas, e depois de várias batalhas ele foi derrotado. Junto com seu tenente, o duque Nicéforo (provavelmente o comandante da Calábria), reuniu o que restou do tesouro temático e fugiu ao norte da África, onde as autoridades árabes receberam-no. Lá, proclamou-se imperador, uma reivindicação que foi formalmente — mas não muito seriamente — reconhecida pelo governo abássida. Sua vida depois disso é obscura, exceto por sua participação numa expedição de larga escala (relatadamente 40 mil homens) contra o Império Bizantino em 792 ou 794. Os abássidas provavelmente esperavam colocá-lo como imperador rival em ao menos parte da Ásia Menor, mas o exército invasor trombou com o início de um pesado inverno, com o qual perdeu muitos homens e foi forçado a se retirar. Segundo as fontes siríacas, ainda estava vivo em 802, quando Irene foi deposta por . Quando soube do evento, diz-se que aconselhou Abalmaleque ibne Sale, emir da Mesopotâmia, a "jogar fora sua seda e colocar sua armadura", pois Nicéforo poderia conduzir uma política mais agressiva contra os abássidas do que Irene.
Bibliografia
Categoria:Bizantinos envolvidos nas guerras bizantino-árabes Categoria:Governadores bizantinos da Sicília Categoria:Generais bizantinos Categoria:Desertores do Império Bizantino Categoria:Bizantinos do século VIII Categoria:Espatários do século VIII