O bacalhau-do-atlântico (Gadus morhua) é um bem conhecido peixe demersal pertencente à família Gadidae, cujo nome comercial é bacalhau.

No Oceano Atlântico ocidental, o bacalhau pode ser encontrado para norte do Cabo Hatteras, Carolina do Norte, ao largo de ambas as costas da Gronelândia; no Atlântico oriental é encontrado a norte da Baía da Biscaia até ao Oceano Ártico, incluindo o Mar Báltico, o Mar do Norte, o Mar das Hébridas,C.Michael Hogan, (2011) Sea of the Hebrides. Eds. P. Saundry & C.J.Cleveland. Encyclopedia of Earth. National Council for Science and the Environment. Washington DC. áreas em redor da Islândia e Mar de Barents.

Pode atingir os 2 m de comprimento e até 96 kg de peso no caso do macho e 1.5m no caso da femea. Pode viver até 25 anos e a maturidade sexual é geralmente atingida entre os 2 e os 4 anos de idade,O’Brien, L., J. Burnett, and R. K. Mayo. (1993) Maturation of Nineteen Species of Finfish off the Northeast Coast of the United States, 1985-1990. NOAA Tech. Report. NMFS 113, 66 p. mas pode surgir apenas aos 8 anos no nordeste do Ártico.ICES (2007), Arctic Fisheries Working Group Report, Section 03, Table 3.5, International Council for the Exploration of the Sea (accessed 2008/12/11) Possui coloração que vai do castanho ao verde, com manchas no lado dorsal, com tons prateados na zona ventral. É claramente visível uma linha lateral. O seu habitat estende-se desde a linha de costa até à plataforma continental.

Várias populações de bacalhau entraram em colapso na década de 1990 (declínio >95% da biomassa máxima em termos históricos) e não conseguiram recuperar mesmo após a cessação da pesca. Esta ausência do superpredador conduziu a uma cascata trófica em muitas áreas. Muitas outras populações de bacalhau permanecem em risco. O bacalhau-do-atlântico é considerado vulnerável na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN.

Ciclo de vida thumb|left|Juvenil de bacalhau-do-atlântico

Os bacalhaus adultos formam grupos de desova desde o final do inverno até à primavera. As fêmeas libertam os seus ovos várias vezes, e os machos competem para fertilizá-los. Os ovos fertilizados são arrastados pelas correntes oceânicas e tornam-se larvas. A idade de maturação varia entre as populações de bacalhau, variando entre os 2 e 4 anos no Atlântico ocidental,O'Brien, L., J. Burnett, and R. K. Mayo. (1993) Maturation of Nineteen Species of Finfish off the Northeast Coast of the United States, 1985-1990. NOAA Tech. Report. NMFS 113, 66 p. e chegando aos 8 anos no nordeste do Ártico.

Parasitas O bacalhau-do-atlântico serve de hospedeiro intermédio, paraténico ou definitvo a um grande número de espécies parasitas: 107 taxa listados por Hemmingsen e MacKenzie (2001) e sete novos registos por Perdiguero-Alonso et al. (2008). Os grupos de parasitas do bacalhau predominantes no nordeste do Atlântico foram tremátodes (19 espécies) e nemátodes (13 espécies), incluindo anisaquídeos larvares, os quais constituíam 58.2% do número total de indivíduos. Os parasitas do bacalhau-do-atlântico incluem copépodes, digeneanos, monogeneanos, acantocéfalos, céstodes, nemátodes, mixozoários e protozoários.

Pesca thumb|right|Captura global de bacalhau-do-atlântico em toneladas segundo a FAO, 1950-2010Gadus morhua (Linnaeus, 1758) FAO, Species Fact Sheet. Acesso em Abril de 2012.

Bacalhau do Atlântico noroeste

Considera-se que o bacalhau do Atlântico noroeste foi alvo de sobrepesca em toda a sua área de distribuição, resultando no colapso da pesca nos Estados Unidos e Canadá durante o início da década de 1990.

A pesca do bacalhau na Terra Nova remonta ao século XVI. A captura de bacalhau até à década de 1960 era em média 300 000 toneladas por ano, mas a partir desta altura avanços tecnológicos permitiram que os navios-fábrica conseguissem capturas maiores. As capturas atingiram o seu máximo de 800 000 toneladas em 1968 tendo entrado gradualmente em declínio a partir desse ano. Com a retoma limitada das capturas em 2006, foram pescadas 2 700 toneladas de bacalhau. Estimativas da população de bacalhau ao largo da costa em 2007 indicaram que esta era apenas 1% da que existia em 1977.

Entre as tecnologias que contribuíram para o colapso da pesca do bacalhau-do-atlântico incluem-se os navios propulsados por motores a gasóleo e a inclusão de compartimentos de congelação a bordo dos navios. Os navios propulsados tinham motores e redes maiores e melhor navegação. A capacidade para capturar o peixe tornou-se ilimitada. Adicionalmente, a tecnologia do sonar tornou a deteção e captura de peixe mais fácil. O sonar foi inicialmente desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial para deteção de submarinos inimigos, e mais tarde aplicado na localização de cardumes de peixes. Estas novas tecnologias, bem como o uso de arrastões de fundo levaram à destruição de ecossistemas inteiros, contribuindo para o colapso da população de bacalhau-do-atlântico. Elas eram muito diferentes das antigas técnicas de pesca à linha.Freedman, Bill. "Atlantic Cod and its fishery". Codfishes: Atlantic Cod and its fishery, 2008. 3 November 2008 Free Site Search Engine

This article incorporates CC-BY-2.0 text from the reference.Perdiguero-Alonso D., Montero F. E., Raga J. A. & Kostadinova A. (2008). "Composition and structure of the parasite faunas of cod, Gadus morhua L. (Teleostei: Gadidae), in the North East Atlantic". Parasites & Vectors 2008, 1: 23.

Ligações externas

FishBase Codtrace The Centre for Environment Fisheries and Aquaculture Science The history of the northern cod fishery in Canada ICES recommendation for the North Sea Cod stock (2007) ICES recommendation for the North East Arctic Cod stock (2007) Reports on the status of Canadian fishing stocks, including cod Governmental Norwegian fact sheet on North-East Arctic Cod

Categoria:Peixes comerciais Categoria:Gadus Categoria:Peixes descritos em 1758