Brachycephalus é um gênero de anfíbios da família Brachycephalidae. Possui 39 espécies, todas nativas do Brasil.
Espécies As seguintes 39 espécies são reconhecidas: Brachycephalus actaeus (Monteiro et al., 2018) Brachycephalus albolineatus (Bornschein et al., 2016) Brachycephalus alipioi (Pombal & Gasparini, 2006) Brachycephalus atelopoide (Miranda-Ribeiro, 1920) Brachycephalus auroguttatus (Ribeiro et al., 2015) Brachycephalus boticario (Ribeiro et al., 2015) Brachycephalus brunneus (Ribeiro et al., 2005) Brachycephalus bufonoides (Miranda-Ribeiro, 1920) Brachycephalus coloratus (Ribeiro et al., 2017) Brachycephalus crispus (Condez, Clemente-Carvalho, Haddad & Reis, 2014) Brachycephalus curupira (Ribeiro et al., 2017) Brachycephalus dacnis (Toledo et al., 2024) Brachycephalus darkside (Guimarães, Luz, Rocha & Feio, 2017) Brachycephalus didactylus (Izecksohn, 1971) Brachycephalus ephippium (Spix, 1824) Brachycephalus ferruginus (Alves et al., 2006) Brachycephalus fuscolineatus (Ribeiro et al., 2015) Brachycephalus garbeanus (Miranda-Ribeiro, 1920) Brachycephalus guarani (Clemente-Carvalho et al., 2012) Brachycephalus hermogenesi (Giaretta & Sawaya, 1998) Brachycephalus ibitinga (Condez et al., 2021) Brachycephalus izecksohni (Ribeiro et al., 2005) Brachycephalus leopardus (Ribeiro et al., 2015) Brachycephalus margaritatus (Pombal & Izecksohn, 2011) Brachycephalus mariaeterezae (Ribeiro et al., 2015) Brachycephalus mirissimus (Pie et al., 2018) Brachycephalus nodoterga (Miranda-Ribeiro, 1920) Brachycephalus olivaceus (Ribeiro et al., 2015) Brachycephalus pernix (Pombal, Wistuba & Bornschein, 1998) Brachycephalus pitanga (Alves, Sawaya, Reis & Haddad, 2009) Brachycephalus pombali (Alves et al., 2006) Brachycephalus pulex (Napoli, Caramschi, Cruz & Dias, 2011) Brachycephalus quiririensis (Pie & Ribeiro, 2015) Brachycephalus rotenbergae (Nunes et al., 2021) Brachycephalus sulfuratus (Condez et al., 2016) Brachycephalus toby (Haddad et al., 2010) Brachycephalus tridactylus (Garey et al., 2012) Brachycephalus verrucosus (Ribeiro et al., 2015) Brachycephalus vertebralis (Pombal, 2001) Brachycephalus clarissae (Siqueira, Rocha, Machado, Lopes & Pombal Jr., 2022) Brachycephalus lulai
Novas espécies de altitude As regiões montanhosas e frias da Mata Atlântica são habitats propícios para a especiação e o microendemismo deste gênero. Entre o final de 2025 e o início de 2026, pesquisadores descreveram uma nova espécie de sapinho-da-montanha, denominada Brachycephalus lulai, encontrada na Serra do Quiriri, na divisa entre o Paraná e Santa Catarina. Com comprimento máximo de apenas 13,4 milímetros e coloração laranja brilhante, o pequeno anfíbio tem hábito diurno e atua como importante predador de ácaros e formigas na serapilheira de altitude. A descoberta ressaltou a extrema vulnerabilidade destes topos de montanha contra as drásticas alterações climáticas.
Novas descobertas em altitude As regiões montanhosas da Mata Atlântica no sul do Brasil são habitats propícios para o microendemismo deste gênero. Em dezembro de 2025, a revista científica PLOS ONE publicou a descoberta de uma nova espécie denominada Brachycephalus lulai (popularmente conhecida como sapinho-da-montanha-do-lula). Descoberto na Serra do Quiriri, em Santa Catarina, por pesquisadores da Unesp, o anfíbio tem menos de 18 milímetros, coloração vibrante e vive exclusivamente oculto sob a serapilheira. O nome científico da espécie foi escolhido como um apelo político direto para a necessidade urgente de conservação da Mata Atlântica e de criação de novos parques nacionais na região.
Descobertas recentes (2025) O gênero continua a ser atualizado constantemente à medida que novas expedições mapeiam topos de montanhas isolados na Mata Atlântica. Em dezembro de 2025, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) publicaram na revista científica PLOS One a descrição de uma nova espécie denominada Brachycephalus lulai. Com apenas 13,4 milímetros e de coloração laranja brilhante, o pequeno anfíbio foi localizado restrito às áreas de altitude da Serra do Quiriri, na divisa entre o Paraná e Santa Catarina. A espécie depende inteiramente da preservação dos micro-habitats de serapilheira no cume dessas montanhas, não conseguindo migrar pelos vales abertos da região.
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