A gestão de ativos consiste em boas práticas que podem ser utilizadas pelas organizações em seu processo de controle de ativos e que buscam alcançar um resultado desejado e sustentável. O IAM (Institute of Asset Management) define Gestão de Ativos como sendo a ação coordenada de uma organização para realizar valor com seus ativos.

Um ativo se caracteriza por todo objeto, tangível ou intangível, que uma empresa pode controlar, por exemplo: Equipamentos de TI; Contratos; Equipamentos utilizados nos processos produtivos; caracterizando o maquinário; Marcas; Ferramentas e materiais; Know-how.

A gestão de ativos refere-se à gestão de todo o ciclo de vida de um ativo, desde sua aquisição até o seu descarte. Neste tipo de gestão devem ser considerados todos os controles necessários para garantir o registro de detalhes e valores de um ativo, que devem estar condizentes com os dados registrados no sistema/software utilizado, e deve garantir o controle de entrada e saída, reposições e reconciliação do balanço do estoque. Normalmente uma organização pode considerar o Ciclo_PDCA para criar seu processo de gestão de ativos.

Identificação e rastreabilidade de ativos

miniaturadaimagem|300px|Etiqueta patrimonial utilizada na identificação de ativos.

A identificação de ativos constitui uma etapa fundamental da gestão de ativos, permitindo a individualização, localização e rastreabilidade de bens ao longo de seu ciclo de vida. O processo de identificação tem como objetivo garantir a integridade dos registros patrimoniais, facilitar auditorias e inventários, reduzir perdas operacionais e apoiar a tomada de decisões relacionadas à manutenção, substituição e descarte de ativos.

A identificação pode ser realizada por meio da atribuição de códigos únicos a cada ativo, normalmente registrados em etiquetas patrimoniais físicas ou eletrônicas. Esses identificadores podem ser associados a bancos de dados corporativos, sistemas ERP (Enterprise Resource Planning), sistemas de gestão patrimonial ou plataformas especializadas de Enterprise Asset Management (EAM).

Entre as tecnologias empregadas para identificação e rastreamento destacam-se os códigos de barras lineares, códigos bidimensionais (QR Code e Data Matrix) e sistemas de Identificação por Radiofrequência (RFID).

Entre os padrões mais utilizados destacam-se o Code 128, amplamente empregado em aplicações logísticas e industriais devido à sua elevada densidade de informação, o Code 39, utilizado em sistemas de identificação patrimonial e controle de ativos, e o EAN-13, amplamente adotado para identificação de produtos no comércio varejista.

Os sistemas RFID permitem a identificação automática de ativos por meio de ondas de rádio, dispensando contato visual direto entre a etiqueta e o leitor. Essa tecnologia é utilizada em aplicações que demandam maior velocidade de inventário, monitoramento em tempo real e rastreamento de grandes quantidades de ativos simultaneamente.

A escolha da tecnologia de identificação depende de fatores como ambiente operacional, valor dos ativos, frequência de inventário, requisitos de rastreabilidade e custos de implementação.

Benefícios

A gestão de ativos é fundamental para priorizar investimentos e concentrar esforços nos ativos mais críticos, que sustentam os processos da organização.

Desta forma, cada organização poderá focar nos benefícios que trarão maior ganho a sua empresa: Rastreabilidade dos ativos; Otimização do uso dos ativos em todo seu ciclo de vida; Aumento da disponibilidade dos ativos; Redução dos custos em reparos e aumento de produtividade; Melhoria do planejamento das ações sob os ativos; Qualidade dos serviços prestados aos clientes; Maximização dos resultados da empresa; Segurança e conformidade com as regulamentações.

Referências

Categoria:Administração