Céfalo () era um título do Império Bizantino utilizado para designar os governadores locais ou provinciais. Começou a ser utilizado na segunda metade do , e foi derivado da linguagem coloquial. Consequentemente, nunca tornou-se um título estabelecido ou posto da hierarquia bizantina, mas manteve-se um termo descritivo. Em essência, o céfalo substituiu o duque do período Comneno como governador civil e militar de uma unidade territorial administrativa, conhecida como catepanício (katepanikion), mas também chamada de cefalatício (kephalatikion).

Em tamanho, estas províncias eram pequenas em comparação com os temas que os precederam, e podiam variam de algumas aldeias no entorno do castro (kastron; fortaleza; eram as capitais provinciais) para uma ilha inteira. Este arranjo também foi adotado pelo Segundo Império Búlgaro () e pelo Império Sérvio ().

No , céfalos católicos (kephalai katholikai; "cabeças universais") superiores eram apontados para supervisionar um grupo de províncias sob seus respectivos "céfalos [parciais] ([merikai] kephalai). Os primeiros eram geralmente parentes do imperador bizantino ou membros dos clãs aristocráticos seniores. Com a crescente descentralização do império e a criação do apanágio, na forma de despotados semi-independentes, estes postos desapareceram no final do século XIV.

Notas

Não confundir com o sistema de catepanatos dos séculos XI-XII.

Bibliografia

Categoria:Céfalo (título)