miniaturadaimagem|Hitler com Cesare Orsenigo, o embaixador do Vaticano. miniaturadaimagem|Mãe Maria com o Santo Menino Jesus Cristo (1913), pintura a óleo sobre tela feita por Hitler. Adolf Hitler foi criado por seu pai, que era católico, e por sua mãe, que também era cristã devota. Hitler, contudo, deixou de participar dos sacramentos e posteriormente apoiou o Movimento Cristão Alemão,Susannah Heschel, The Aryan Jesus: Christian Theologians and the Bible in Nazi Germany, Princeton University Press, 2008. pp 1-10 um movimento racista e antissemita, que pretendeu fazer a fusão do Nazismo e do Cristianismo. Em seu livro, Mein Kampf, ele afirmou seguir os princípios do cristianismo.Hitler, Adolf (1999). Mein Kampf. Ralph Mannheim, ed., New York: Mariner Books, pp. 65, 119, 152, 161, 214, 375, 383, 403, 436, 562, 565, 622, 632-633.Baynes, Norman H., ed. (1969). The Speeches of Adolf Hitler: April 1922-August 1939. New York: Howard Fertig. pp. 19-20, 37, 240, 370, 371, 375, 378, 382, 383, 385-388, 390-392, 398-399, 402, 405-407, 410, 1018, 1544, 1594. Antes do começo da Segunda Guerra Mundial, Hitler promovia o chamado "cristianismo positivo", um movimento que expurgava do cristianismo todos os elementos do judaísmo e inseria ideais nazistas.Steigmann-Gall, Richard (2003). The Holy Reich. Cambridge: Cambridge University Press, pp. 13-50, p. 252. De acordo com controversos manuscritos redigidos por Heinrich Heim, Henry Picker e Martin Bormann, secretário pessoal do Führer, intitulados Tischgespräche im Führerhauptquartier ("Conversas de Hitler à Mesa"), além do testemunho de amigos próximos de Hitler, ele tinha uma profusão de visões negativas do cristianismo. Mas a maioria das pessoas em seu convívio afirmavam que ele era teísta.John Toland, Adolf Hitler. New York: Anchor Publishing, 1992, p. 507.Michael, Robert (2008). A history of Catholic antisemitism. New York: Macmillan, p. 111.

Há muito debate sobre a relação de Hitler e religião como um todo; o consenso maior entre os historiadores é que, na maioria dos casos, ele apresentava uma visão irreligiosa, anticristã, anticlériga e cientística.Richard Overy; The Dictators: Hitler's Germany, Stalin's Russia; Allen Lane/Penguin; 2004, pp. 287: “During the War [Hitler] reflected that in the long run, ‘National Socialism and religion will no longer be able to exist together. Both Stalin and Hitler wanted a neutered religion, subservient to the state, while the slow programme of scientific revelation destroyed the foundation of religious myth.” Richard Overy: The Dictators: Hitler's Germany, Stalin's Russia; Allen Lane/Penguin; 2004, p. 281: "Hitler believed that all religions were now 'decadent'; in Europe it was the 'collapse of Christianity that we are now experiencing'. The reason for the crisis was science." Richard J. Evans; The Third Reich at War; Penguin Press; New York 2009, p. 547: wrote that Hitler believed that in the long run National Socialism and religion would not be able to co-exist, and stressed repeatedly that Nazism was a secular ideology, founded on modern science: "Science, he declared, would easily destroy the last remaining vestiges of superstition". Germany could not tolerate the intervention of foreign influences such as the Pope and "Priests, he said, were 'black bugs', 'abortions in black cassocks'". Alan Bullock, Hitler and Stalin: Parallel Lives, Fontana Press 1993, p. 412.: Bullock notes Hitler's use of rhetoric of "Providence" but concludes that Hitler, Stalin and Napoleon all shared the same materialist outlook "based on the nineteenth century rationalists' certainty that the progress of science would destroy all myths and had already proved Christian doctrine to be an absurdity" Hitler's Table Talk: Hitler is reported as saying: "The dogma of Christianity gets worn away before the advances of science. Religion will have to make more and more concessions. Gradually the myths crumble. All that's left is to prove that in nature there is no frontier between the organic and the inorganic. When understanding of the universe has become widespread, when the majority of men know that the stars are not sources of light but worlds, perhaps inhabited worlds like ours, then the Christian doctrine will be convicted of absurdity." Ainda assim, em público, Hitler frequentemente, durante suas campanhas e discursos políticos, expressava apoio à religião e afirmava se opôr ao ateísmo,Norman H. Baynes, ed., The Speeches of Adolf Hitler, April 1922-August 1939. Vol. 1. Oxford: Oxford University Press, 1942, p. 378. chegando a banir, em 1933, um grupo anticristão materialista. Historiadores e acadêmicos acreditam que Hitler, com o passar do tempo, pretendia suplantar a influência do cristianismo na sociedade alemã e então substituí-la por um novo credo associado a ideologia nazista.Sharkey, Joe (13 de janeiro de 2002). "Word for Word/The Case Against the Nazis; How Hitler's Forces Planned To Destroy German Christianity". The New York Times. Acessado em 7 de junho de 2011. Ian Kershaw; Hitler a Biography; 2008 Edn; WW Norton & Company; Londres, p.661 Alan Bullock; Hitler: A Study in Tyranny; HarperPerennial Edition 1991; p 219: "Assim que a guerra acabasse, [Hitler] prometeu a si mesmo, ele erradicaria e destruiria a influência das igrejas cristãs, mas até então ele seria cauteloso" Michael Phayer; The Response of the German Catholic Church to National Socialism, published by Yad Vashem: "No final da década de trinta, os oficiais da Igreja estavam bem cientes de que o objetivo final de Hitler e outros nazistas era a eliminação total do catolicismo e da religião cristã. Como a esmagadora maioria dos alemães era católica ou protestante, esse objetivo tinha que ser um objetivo nazista de longo prazo, e não de curto prazo." Shirer, William L., Rise and Fall of the Third Reich: A History of Nazi Germany, p. 240, Simon e Schuster, 1990: "sob a liderança de Rosenberg, Bormann e Himmler - apoiado por Hitler - o regime nazista pretendia destruir o Cristianismo na Alemanha, se pudesse, e substituir o antigo paganismo dos primeiros deuses germânicos tribais e os novos paganismo dos extremistas nazistas.” Gill, Anton (1994). An Honourable Defeat; A History of the German Resistance to Hitler. Heinemann Mandarin. 1995 paperback , pp. 14–15: "[os nazistas planejavam] descristianizar a Alemanha após a vitória final". Richard Overy; ‘’The Dictators Hitler's Germany Stalin's Russia’’; Allen Lane/Penguin; 2004.pp.287: “Durante a guerra, [Hitler] refletiu que, a longo prazo, "o nacional-socialismo e a religião não poderão mais coexistir. Tanto Stalin quanto Hitler queriam uma religião castrada, subserviente ao Estado, enquanto o lento programa de revelação científica destruía a fundação do mito religioso.” Richard J. Evans; The Third Reich at War; Penguin Press; New York 2009, p. 547: escreveu que Hitler acreditava que, a longo prazo, o nacional-socialismo e a religião não seriam capazes de coexistir, e enfatizou repetidamente que o nazismo era uma ideologia secular, fundada na ciência moderna: “A ciência, declarou ele, destruiria facilmente os últimos vestígios remanescentes de superstição”. A Alemanha não podia tolerar a intervenção de influências estrangeiras como o Papa e "os padres, disse ele, eram 'insetos negros', 'abortos em batinas pretas'". Griffin, Roger Fascism's relation to religion in Blamires, Cyprian, World fascism: a historical encyclopedia, Volume 1, p. 10, ABC-CLIO, 2006: "Não há dúvida de que, a longo prazo, líderes nazistas como Hitler e Himmler pretendiam erradicar o cristianismo com a mesma crueldade de qualquer outra ideologia rival, mesmo que, no curto prazo, eles tivessem de se contentar em fazer concessões com ele.." Mosse, George Lachmann, Nazi culture: intellectual, cultural and social life in the Third Reich, p. 240, Univ of Wisconsin Press, 2003: "Se os nazistas tivessem vencido a guerra, suas políticas eclesiásticas teriam ido além das dos Cristãos Alemães, para a destruição total tanto da Igreja Protestante quanto da Igreja Católica." Fischel, Jack R., Historical Dictionary of the Holocaust , p. 123, Scarecrow Press, 2010: "O objetivo era destruir o cristianismo e restaurar os deuses alemães da antiguidade ou transformar Jesus em um ariano." Dill, Marshall, Germany: a modern history , p. 365, University of Michigan Press, 1970: "Não parece exagero insistir que o maior desafio que os nazistas tiveram de enfrentar foi seu esforço para erradicar o cristianismo na Alemanha ou, pelo menos, subjugá-lo à sua visão geral do mundo." Wheaton, Eliot Barculo The Nazi revolution, 1933–1935: prelude to calamity:with a background survey of the Weimar era, p. 290, 363, Doubleday 1968: Os nazistas buscaram "erradicar o cristianismo nas raízes e ramos da Alemanha". The Nazi Master Plan: The Persecution of the Christian Churches , Rutgers Journal of Law and Religion, Inverno de 2001, compilado de extratos dos julgamentos de Nuremberg de 1945 e 1946 Sharkey, Word for Word/The Case Against the Nazis; How Hitler's Forces Planned To Destroy German Christianity, New York Times, 13 de janeiro de 2002 Bendersky, Joseph W., A concise history of Nazi Germany, p. 147, Rowman & Littlefield, 2007: "Consequentemente, o objetivo de longo prazo de Hitler era eliminar as igrejas, uma vez que ele tivesse consolidado o controle sobre seu império europeu.”

Primeiros anos O pai de Hitler, Alois, embora nominalmente um católico era um pouco cético religiosamente,Smith, Bradley (1967). Adolf Hitler: His Family, Childhood and Youth. Stanford: Hoover Institution Press, p. 27." enquanto sua mãe Klara era uma católica praticante.Smith, Bradley (1967). Adolf Hitler: His Family, Childhood and Youth. Stanford: Hoover Institution Press, p. 42. Na escola do mosteiro beneditino, que Hitler frequentou durante um ano escolar quando criança (1897–1898), Hitler tornou-se o primeiro de sua classe, recebendo o mais alto grau no último trimestre. Ele recebeu o Crisma em 22 de maio de 1904, e também cantou no coro do mosteiro.John Toland; Adolf Hitler; capitulo 1; Segundo o historiador Michael Rissmann, o jovem Hitler foi influenciado na escola pelo Pangermanismo, e começou a rejeitar a Igreja Católica, recebendo a Crisma só a contragosto.Rissmann, Michael (2001). Hitlers Gott: Vorsehungsglaube und Sendungsbewußtsein des deutschen Diktators. Zürich München: Pendo, pp. 94-96; ISBN 978-3-85842-421-1. Andrew N. Wilson comenta que embora muito se fale da educação católica de Hitler, "era algo ao qual o próprio Hitler frequentemente fazia alusão, e ele era quase sempre violentamente hostil." Hitler gabou-se de expressar ceticismo aos professores clérigos quando frequentou a escola religiosa.

Vida adulta miniaturadaimagem|Fivela de uniforme militar nazista com "Gott mit uns" ("Deus está conosco") gravado nela. O uso deste lema é, contudo, muito anterior ao período nazi, e já na I Guerra Mundial os soldados alemães a usavam nos cintos Algo da crença religiosa de Hitler pode ser recolhida a partir de suas declarações públicas e privadas, no entanto, estas apresentam um quadro conflitante de um homem que parece espiritual, porém contra a religião organizada. Algumas declarações privada atribuídas a ele permanecem em disputa quanto a veracidade.Carrier, R.C. (2003). "'Hitler's Table Talk': Troubling Finds." German Studies Review 26 (3): 561-576. Em sua posição como chefe das forças armadas, ordenou a colocação da frase "Gott mit uns" ("Deus está conosco") nas fivelas dos uniformes militares.