Jacques Élie Henri Ambroise Ner (7 de Dezembro de 1861 - 06 de fevereiro de 1938), também conhecido pelo pseudônimo de Han Ryner, foi um anarquista individualista, filósofo, ativista e escritor francês. Ele escreveu para publicações como L'Art social, L'Humanité Nouvelle, L'ennemi du Peuple, L'Idée Libre de Lorulot e L'En dehors e L'Unique do companheiro anarquista individualista Émile Armand. Seu pensamento foi principalmente influenciado pelo estoicismo e epicurismo.
Biografia Ele nasceu em Nemours (agora Ghazaouet, província de Tremecém), Departamento de Orã, na Argélia francesa em uma modesta família religiosa. Após a morte de sua mãe, ele abandonou o catolicismo, associou-se com os maçons e começou a ter um interesse em idéias sociais.
Ele publicou dois romances em 1894-1895 e iniciou a carreira como jornalista, tornando-se um prolífico escritor literário.
Em 1896, ele adotou o pseudônimo de Han Ryner e começou a escrever para diversas revistas incluindo algumas importantes publicações anarquistas individualistas como o L'Unique de Émile Armand.
Em 1900, ele escreveu o ensaio Le crime d'obéir (o crime de obedecer) e, em 1903, ele escreveu o ensaio Petit manuel individualiste, no qual ele apresentou sua doutrina anarquista individualista influenciada pelo estoicismo grego clássico das obras de Epicteto. Por volta de 1920 o seu pensamento começa a ter uma influência importante na Espanha dentro dos círculos anarquistas individualistas, especialmente através das traduções de sua obra por Juan Elizalde. Han Ryner começou a escrever em jornais individualistas espanhois, como Ética, que já tinham uma importante influência do pensamento de Ryner.
A brasileira anarquista individualista Maria Lacerda de Moura assumiu a tarefa de fazer a sua filosofia e obras tornar-se conhecidas no idioma Português.Xavier Diez. L'Anarquisme individualista amb Espanya.
Com a Primeira Guerra Mundial que se aproxima Han Ryner abraça posições pacifistas e anti-guerra e promove a objeção de consciência. Em seu ativismo anti-guerra, ele colabora com Émile Armand.
Ele faleceu em Paris em 6 de fevereiro de 1938.
Anarquismo individualista O pensamento de Han Ryner é influenciado pelo estoicismo e epicurismo. A partir desta primeira posição ele mostra uma tendência ao fatalismo para as dores da vida e os produzidos pela sociedade. Ele escreveu no Mini-manual do individualismo, ...O estoico Epicteto corajosamente suportou a pobreza e a escravidão, sendo perfeitamente feliz nas situações mais dolorosas para os homens comuns."Mini-Manual of Individualism" by Han Ryner Ele enfatizou a vontade subjetiva, como um poder que os indivíduos podem recorrer.
Ele definiu o individualismo como a doutrina moral que, confiando em nenhum dogma, nenhuma tradição, nenhuma determinação externa, apela apenas para a consciência individual. Como modelos de individualistas ele nomeia Sócrates, Epicuro, Jesus e Epicteto e que estas pessoas exemplificam o que ele define como individualismo harmônico. Ele admirou Epicuro pela sua temperança e que ele mostrou que muito pouco era necessário para satisfazer a fome, a sede e para se defender contra o calor e o frio. E ele libertou-se de todas as outras necessidades, ou seja, quase todos os desejos e todos os medos que escravizam os homens. de Jesus por Ele viveu livre como um andarilho, despreocupado de todos os vínculos sociais. Ele era o inimigo de sacerdotes, cultos externos e, em geral, todas as organizações. A partir desses individualistas como ele define, ele distingue os agressivos egoístas que se auto proclamam individualistas, como Stendhal e Nietzsche.
Han Ryner, bem como seu companheiro anarquista individualista francês Émile Armand, consideram o anarquismo individualista, sobretudo, como um modo de vida. Ele considerou que individualistas devem agir de acordo com as suas idéias, e ele chama isso de virtude. Para ele, a virtude desinteressada cria felicidade, que para ele significava sentir-se livre de todas as servidões externas e em perfeito harmonia com si mesmo.
Obra
Chair vaincue, roman psychologique (1889) Les Chants du divorce, poésies (1892) L'Humeur inquiète (1894) La Folie de misère (1895) Le Crime d'obéir (1900) Le Soupçon (1900) L'Homme fourmi, romance ilustrado por Alexis Mérodack-Jeanneau (1901) Les Voyages de Psychodore, philosophe cynique (1903) (traduzido por Brian Stableford e incluido em The Superhumans, q.v.) Petit Manuel individualiste (1903) La Fille manquée (1903) Petit Manuel individualiste (1903) Prostitués, études critiques sur les gens de lettres d'aujourd'hui (1904) Les Chrétiens et les philosophes (1906) Le Subjectivisme. Des bons et mauvais usages de la logique. La Métaphysique et les Sagesses positives. Le Déterminisme et la Liberté. Les Morales: Servilisme et Dominisme. Les Sagesses: Fraternisme et Subjectivisme. Les Étapes de la sagesse (1909) Vive le roi, hypothèse en 3 actes. Les Esclaves, vision en un acte (1910) Le Cinquième Évangile (1911) Le Fils du silence (1911) Les Paraboles cyniques (1913) Les Apparitions d'Ahasvérus v. 1913) Les Pacifiques (1914) Le Père Diogène (v. 1915–1935) Le Sphinx rouge (1918) Le Poison, drame en 1 acte (1919) La Tour des peuples (1919) Le Père Diogène (1920). Réédition: Premières Pierres, 2007. Dialogue du mariage philosophique ; suivi des Dicéphales (1922) Les Véritables entretiens de Socrate (1922) L'Individualisme dans l'antiquité (histoire et critique) (1924) Le Communisme et la Liberté (1924) Le Crime d'obéir, roman d'histoire contemporaine (1925)
Jusqu'à l'âme: drame moderne en 2 actes (1925) L'Ingénieux Hidalgo Miguel Cervantès (1926) La Vie éternelle, roman du mystère (1926) L'Aventurier d'amour (1927) L'Amour plural, roman d'aujourd'hui et de demain (1927) Jeanne d'Arc fut-elle victime de l'Église ? (1927) La Sagesse qui rit (1928) Les Surhommes, roman prophétique (1929) (translated by Brian Stableford as The Superhumans, ISBN 978-1-935558-77-4) Songes perdus (1929) Chère Pucelle de France (1930) Prenez-moi tous ! (1930) Crépuscules. Bouddha. Platon. Épicure. Thraséas. Raymond Lulle. Rabelais. Leibniz. Hegel. Vigny. Élisée Reclus, etc. (1930) Le Manœuvre: pièce en 3 actes (1931) Dans le mortier. Zénon. Phocion, Saint Ignace ; Les Albigeois ; Michel Servet ; Pierre Ramus ; Vanini ; Brousson ; Francisco Ferrer (1932) La Soutane et le veston, roman (1932) Bouche d'or, patron des pacifistes (1934) La Cruauté de l'Église (1937) L'Église devant ses juges (1937) Le Massacre des amazones: études critiques sur deux cents bas-bleus contemporains: Mmes Adam, Sarah Bernhardt, Marie-Anne de Bovet, Bradamante, Jeanne Chauvin, Alphonse Daudet (s. d.) La Beauté: légende dramatique en quatre tableaux (1938) Florilège de paraboles et de songes (1942) Face au public. Première série, 1901–1919 (1948) J'ai mon Éliacin, souvenirs d'enfance (1956) Aux orties, souvenirs d'adolescence (1957) Le Sillage parfumé (1958) Les Grandes Fleurs du désert (1963)
Ver também Antiautoritarismo Anarquismo na França
Ligações externas Han Ryner Arquivo incluindo uma tradução de Mini-Manual de Individualismo Blog sobre Han Ryner Lista bibliográfica das obras de Han Ryner "Han Ryner ou o pensamento social de um individualista no início do século 20", de Gérard Lecha em francês
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