Robin Christiaan Maria Frijns (Maastricht, 7 de agosto de 1991) é um automobilista neerlandês que atualmente compete no Campeonato Mundial de Endurance da FIA com a Team WRT, sendo também piloto de fábrica da BMW. Recentemente, competiu na Fórmula E pela equipe Envision Racing. Ele estreou na categoria em 2015–16 pela Andretti, tendo uma rápida passagem pela ABT CUPRA em 2022–23. Foi campeão do Mundial de Endurance da FIA de 2021 pela classe LMP2, da Blancpain GT Series em 2015, Blancpain GT Series Sprint Cup em 2017, da Formula Renault 3.5 Series em 2012 e da Fórmula BMW Europeia em 2010.

Biografia Robin Christiaan Maria Frijns nasceu em 7 de agosto de 1991 em Maastricht, a capital de Limburgo, província dos Países Baixos. Mas desde então se mudou com sua família para Warsage, na Bélgica. Ele também tem um sobrinho que não é muito mais velho que ele, que chegou a pilotar para a Porsche. No entanto, longe das pistas, seus hobbies incluem snowboard, golfe e treinamento físico. Sua pista favorita é Spa-Francorchamps e seu piloto favorito é o tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna.

Em 2015, Frijns estava namorando a piloto Stéphane Kox, filha do também piloto Peter Kox. Em 2022, Frijns passou a morar com sua namorada Maike Frik no distrito de Heugem, em Maastricht. Ela também administra a Frijns Unlimited, a empresa de automóveis de Frijns, especializada em restaurar carros de luxo.

Carreira

Anos iniciais Frijns teve sua primeira experiência em um kart através de um amigo da família. Depois de viajar para algumas corridas, o neerlandês decidiu competir profissionalmente. Ele ganhou um quadriciclo para brincar no jardim, o que lhe rendeu broncas de sua mãe, que não queria que ele estragasse o jardim, mas isso o ajudou a aprimorar suas habilidades.

Ele começou a competir em 1999 no kart. Seus sucessos incluem o Campeonato VAS, o Campeonato Belga da Classe Kadet, o Campeonato Francês, o Campeonato Europeu KF2 e o segundo lugar nos campeonatos Francês e Belga.

Ele progrediu nas categorias de monopostos em 2009, competindo na Fórmula BMW Europeia pela Josef Kaufmann Racing, sendo terceiro colocado e campeão dentre os estreantes.

Em seu segundo ano de F-BMW Europeia, Frijns foi campeão, com 13 pódios em 16 corridas, incluindo seis vitórias, e nas 15 provas que completou, seu pior resultado foi um par de quartos lugares. Frijns somou 383 pontos, onze a mais do que o vice-campeão Jack Harvey.

Fórmula Renault Frijns se inseriu na Fórmula Renault em 2010, fazendo algumas provas na Copa da Europa do Norte. Pilotando pela Josef Kaufmann Racing mais uma vez, Frijns terminou em segundo na primeira corrida, em quinto na segunda corrida e venceu a terceira. esquerda|miniaturadaimagem|250x250px|Robin Frijns em 2011 Fez a temporada completa da Eurocopa de Fórmula Renault 2.0 em 2011 pela mesma Josef Kaufmann Racing, Ele ganhou o título em sua primeira tentativa, vencendo cinco corridas ao longo da temporada - incluindo as duas corridas em Silverstone - e terminando quarenta e cinco pontos à frente de seu rival mais próximo, Carlos Sainz Jr.

Frijns também competiu na Copa Norte-Europeia, terminando a temporada em quarto lugar geral, apesar de perder as etapas de Oschersleben, Most e Monza. Ao longo da temporada, ele venceu uma corrida e terminou no pódio sete vezes.

Em 2012, ele foi campeão da Formula Renault 3.5 Series, e foi o primeiro piloto a conseguir esse feito em seu ano de estreia desde Robert Kubica em 2005. Mas seu triunfo veio com uma controversa colisão com Jules Bianchi, seu rival pelo título, na corrida final em Barcelona. Apesar de Frijns ter sido punido, Bianchi não pontuou e o outro rival mais próximo, Sam Bird, não conseguiu pontos suficientes para tirar o título de Frijns. O neerlandês ainda teve que lidar com as acusações de Bianchi de que a colisão foi proposital, algo que Frijns negou.

GP2 Series esquerda|miniaturadaimagem|Frijns durante a classificação da etapa belga da GP2 de 2013 Em 2013, Frijins competiu em seis das onze rodadas da GP2 Series pela equipe Hilmer Motorsport, substituindo Conor Daly no carro 22. O neerlandês pontuou em quatro provas, tendo destaque na rodada da Catalunha, em que ele venceu a corrida longa e foi o segundo colocado na corrida curta. Esses foram seus únicos pódios na categoria, e Frijns não conseguiu angariar patrocinadores, por isso foi substituído por Adrian Quaife-Hobbs na sétima rodada. Ele retornou em Spa-Francorchamps, substituindo Jon Lancaster no carro 23. Ao final da temporada, Frijns somou 47 pontos e foi o décimo quinto colocado.

Fórmula 1 Frijns foi o piloto reserva da equipe Sauber para a temporada de da Fórmula 1. Mais tarde, ele se juntou à Caterham como piloto de testes em . Participou dos treinos livres dos Grandes Prêmios do Barém e da Grã-Bretanha, mas acabou saindo da equipe ao final da temporada. Frijns, chegou a dizer que sonhava ser o primeiro neerlandês campeão da F1, disse em 2020 que "nunca se sentiu valorizado" pela categoria, afirmando que não foi promovido pela F1 ser um "mundo político demais".

Blancpain GT Series Competiu na Blancpain GT Series em 2015, conciliando a Sprint Cup e a Endurance Cup pela Team WRT. Seus melhores resultados foram em seu ano de estreia, em que ele obteve dois segundos lugares nas corridas de Monza e Silverstone, que também foram suas primeiras provas na Endurance Cup, e fechou o ano em sexto lugar, com 48 pontos. Já na Sprint Cup, Frijns correu ao lado de Laurens Vanthoor, obtendo uma sequência de quatro vitórias consecutivas em seu ano de estreia. Frijns foi vice-campeão, com 127 pontos, oito a menos do que a dupla da Bentley Team HTP, Vincent Abril e Maximilian Buhk, os campeões da temporada. Contudo, a soma dos resultados da Sprint Cup e da Endurance Cup que foram validados para a Blancpain GT Series lhe renderam o título nessa categoria, com Frijns somando 170 pontos, 12 a mais do que Buhk, o vice. esquerda|miniaturadaimagem|Carro de Frijns durante a rodada de Monza da Blancpain GT Series Em 2016, Frijns não conseguiu repetir os mesmos resultados. Ele foi companheiro de Dries Vanthoor por três rodadas da Sprint Cup, mas sua única vitória do ano foi na corrida qualificatória da quinta rodada, em que ele correu com Enzo Ide, e eles ainda fizeram um pódio na prova principal. Frijns fechou o ano em décimo, com 33 pontos. Na Endurance Cup, ele só pontuou com o oitavo lugar em Nürburgring, e na classificação geral da Blancpain GT Series, ele foi só o 29º.

Em 2017, Frijns substituiu Jamie Green e correu ao lado de Stuart Leonard a partir da segunda rodada da Sprint Cup. O duo teve duas vitórias e mais dois pódios, com o neerlandês finalizando a temporada como campeão, com os mesmos 82 pontos de Leonard, já que o britânico não pontuou na primeira rodada. Já na Endurance Cup, o maior resultado de Frijns foi o segundo lugar na corrida de Catalunha de 2017, anotando também a volta mais rápida.

Em 2018, Frijns não fez todas as rodadas na Blancpain GT Series Sprint Cup, tampouco conseguiu vencer. Fechou o ano em 15º, com os mesmos 13 pontos de Norbert Siedler, que fez a temporada completa, mas ficou atrás por ter feito apenas um quinto lugar, enquanto Frijns fez dois e ainda anotou a volta mais rápida na corrida 1. Na Endurance Cup, seu melhor resultado foi o sexto lugar nas 6 Horas de Spa.

Em 2019, Frijns retornou à Endurance Cup, para fazer as três provas de Spa-Francorchamps, e pontuou em duas delas, com seu maior resultado sendo o oitavo lugar nas 12 Horas de Spa.

DTM thumb|Frijns na DTM em 2019. Frijns correu na DTM de 2018 a 2020 pela Audi Abt Sportsline. Em seu primeiro ano, conseguiu como melhores resultados dois segundo lugar em Misano e Hockenheim, sendo o 13º colocado com 84 pontos. Em 2019, Frijns teve mais cinco pódios, se classificando em quinto lugar, com 157 pontos. E em 2020, Frijns conseguiu triunfar na categoria, com a sua primeira vitória sendo em Assen e as outras duas em Nürburgring, com o neerlandês fazendo onze pódios em dezoito provas. Esses resultados o colocaram na terceira colocação do campeonato de pilotos, com 279 pontos que o deixaram distante do quarto colocado Mike Rockenfeller, mas longe da briga pelo título, que foi para René Rast.

International GT Challenge Frijns também participou de algumas provas da International GT Challenge entre 2016 e 2021. Na primeira, as 12 Horas de Sepang de 2016, ele obteve logo de cara uma vitória. O seu outro triunfo foi nas 12 Horas de Bathurst de 2018, que ele classificou como "o mais inesperado", e nesse mesmo ano, ele ainda fez um segundo lugar nas 8 Horas da Califórnia, com ele encerrando essa temporada em quinto, com 55 pontos. Frijns ainda faria mais duas participações nessa categoria em 2021, sendo quarto colocado 24 Horas de Spa e décimo nas 8 Horas de Indianápolis, fechando o ano em 12º lugar, com 16 pontos.

Fórmula E

Andretti esquerda|miniaturadaimagem|Frijns no ePrix de Punta del Este de 2015 Em 24 de agosto de 2015, foi anunciado que Frijns seria parceiro da ex-piloto de testes da Sauber Simona de Silvestro na equipe Andretti Formula E para a disputa da temporada de 2015–16 da Fórmula E. Ele ficou em décimo em sua primeira corrida e conquistou um pódio em Putrajaia. Frijns terminou com pontos nas duas corridas seguintes, tornando-se o primeiro estreante da Fórmula E a terminar suas primeiras quatro corridas entre os dez primeiros, sendo à época o primeiro novato a alcançar esse feito. Depois de quatro corridas, Frijns marcou todos os 21 pontos da Andretti, que terminou em 12º na classificação.

Ele permaneceu na equipe Andretti para a disputa da temporada de 2016-17 e fez parceria com António Félix da Costa. Pontuou em cinco das doze provas e teve dois sextos lugares como melhores resultados, sendo o 13º colocado, com 24 pontos, e somou mais que o dobro de pontos de Félix da Costa, o vigésimo colocado.

Frijns deixou a equipe e se afastou da categoria no verão de 2017, com sua vaga indo para Tom Blomqvist, embora Kamui Kobayashi tenha pilotado o carro 27 nas duas primeiras rodadas.

Envision Virgin miniaturadaimagem|Frijns no ePrix de Hong Kong de 2019 Em 5 de outubro de 2018, foi anunciado o retorno de Frijns à categoria, com ele substituindo Alex Lynn na equipe Envision Virgin Racing (atual Envision Racing) para a disputa da temporada de 2018–19 ao lado de Sam Bird. Nesse ano, Frijns fez um segundo lugar no ePrix de Marraquexe, que foi seu melhor resultado até ele vencer em Paris. O neerlandês teve mais um pódio em Hong Kong, e venceu em Nova Iorque, na corrida que encerrou a temporada, se classificando em quarto no campeonato de pilotos, com 106 pontos, ficando cinco posições acima de Bird e somando 21 pontos a mais que ele.

Frijns permaneceu com a equipe para a disputa da temporada seguinte, sendo novamente companheiro de Bird. Ao contrário deste, que venceu a corrida 1 em Daria, Frijns não teve nenhuma vitória, conseguindo um par de segundos lugares como seus maiores êxitos. Com isso, Frijns foi o 12º, duas posições abaixo de Bird, e fez 58 pontos, dois a menos que seu compatriota Nyck de Vries.

2020–21 viu Frijns seguir na Envision, e ganhar a companhia do neozelandês Nick Cassidy. Frijns chegou a ser líder da temporada após pódios em Daria e Mônaco, mas ele caiu para o quinto lugar na classificação final, superando Cassidy por 13 pontos, porém, ficando a apenas 10 pontos do eventual campeão, seu compatriota Nyck de Vries da Mercedes-EQ.